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Notícias de Imprensa

Quando o exemplo vem de casa

Correio Braziliense - 14/05/2019

Um filho que tem a mãe sedentária apresenta mais chances de ser sedentário.” A afirmação do presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), Eloir Edilson Simm, só reforça o fato de que os pais têm papel fundamental na cultura de saúde que passarão adiante. Ao estimular o convívio social, a mãe reduz o sedentarismo do filho e evita que ele seja uma criança “confortavelmente sentada”.Para Eloir, quando mãe e filhos caminham juntos, brincam, andam de bicicleta, a matriarca está influenciando os pequenos a terem hábitos saudáveis, porque desperta o engajamento em atividades físicas e sociais. E razões para se movimentar não faltam: a prática de exercício físico com regularidade é aliada na redução da obesidade, do estresse e da ansiedade.

O filho costuma perceber os hábitos da mãe, assimilar e repetir o que vê. Para o profissional de educação física Luiz Henrique Schmitt, o sedentarismo é, principalmente, uma característica adquirida. Pais que têm atitudes saudáveis passam esse estilo de vida para os filhos de forma mais natural. E o contrário acontece quando eles não são um modelo.

Na busca pelo hábito saudável, vale tudo. O que não pode é ficar parado. “As crianças tendem a responder muito bem a exercícios de explosão. Brincadeiras como pega-pega e modalidades em hiit são uma boa opção para interagir”, acrescenta Luiz Henrique.

Se mesmo com o suporte do pai e da mãe, o filho resistir a se movimentar, a ideia é não deixar por isso mesmo. “É preciso continuar incentivando, apresentar modalidades novas, não desistir na primeira. A dança, por exemplo, pode ser tão boa quanto o esporte e, às vezes, a criança se identifica mais”, sugere.

Motivação mútua

Para Janaína Barbaresco, 45 anos, médica dermatologista, incorporar a atividade física na rotina ficou mais fácil quando o tempo praticando exercícios virou, também, um momento em família. A malhação se tornou uma ótima oportunidade para ficar com os filhos João Pedro, 9, e Davi, 5.

Os pequenos praticam futsal e natação. Janaína passou a fazer musculação e pilates no mesmo local. Entre uma atividade e outra, mãe e filhos se veem e se alegram. “Tem dias que vou deixá-los na academia e acabo malhando no mesmo horário. Eles notam que eu estou por perto e ficam supermotivados. E isso serve para mim também”, relata.

Janaína tem mantido o ritmo das atividades. Chega a ir à academia cinco dias por semana, e garante que ter os filhos também praticando exercício ajuda a manter o foco. É uma relação de troca — as crianças a animam a se movimentar, tanto quanto ela os motiva. “João Pedro e Davi não entendiam por que eu exigia que eles fizessem uma atividade física se eu mesma não fazia”, lembra. “Sempre conversei muito com os meus filhos sobre a importância da atividade física no dia a dia. Falo que se exercitar é bom para a saúde dos músculos, dos ossos, para a imunidade e para a saúde mental.”

A médica agora tem disposição para brincar com os filhos e mais energia durante o dia. O clima saudável de coletividade e a música da academia também melhoraram o humor da família e é um estímulo a mais para não ficarem parados.

Entrosamento

Luiza Aviani, 23, é adepta de atividade física desde criança. Na infância, fez natação e, por oito anos, praticou patinação artística. Com a faculdade, o estágio e outras atividades, ela parou de se exercitar por um tempo. O incentivo da mãe dela, Laura Aviani, 56, foi fundamental para que a filha voltasse a se exercitar. “Minha mãe tinha entrado para o clube de corrida e ficou me perturbando para eu voltar a fazer algum exercício físico.” Resultado: atualmente, elas correm juntas em um grupo de corrida e malham na academia.

Laura admite que ficou sedentária por muitos anos por causa da agenda cheia e por ter começado a trabalhar muito nova. Voltou aos exercícios aos 40 anos e, desde então, segue com uma rotina intensa. “Hoje, faço atividade física todos os dias, com exceção do domingo. Malho quatro vezes por semana e pratico spinning três vezes. Além disso, faço parte de um clube de corridas e treino três vezes na semana. Meu dia começa com essas atividades”, comenta.

Ela tem, definitivamente, servido de exemplo para a filha Luiza. “Como minha mãe já está na corrida há mais tempo, ela tem mais resistência do que eu e consegue correr mais. Vai me incentivando a chegar mais longe e a não parar”, conta.

Luiza pegou gosto pela corrida, e a mãe se orgulha da determinação dela. “Uma incentiva e motiva a outra. Conversamos durante os treinos, nos divertimos e procuramos nos superar. Ao mesmo tempo, ela vê em mim um exemplo a ser seguido”, acredita Laura. As duas passam mais tempo juntas e reforçam laços em meio a uma rotina muito agitada. Mais do que ter uma companhia prazerosa, elas melhoram a saúde física e mental e têm mais energia para o dia a dia.





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