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Jornada de Qualidade de Vida abordou o papel das Empresas na Promoção da Saúde.

ABQV - 05/10/2018

A análise do impacto gerado pelo alto custo com a saúde costuma ser utilizada como ferramenta para a melhoria contínua da gestão estratégica de pessoas, equilíbrio indispensável nas organizações. No entanto, esta análise pode ser feita de diferentes formas e utilizada de maneiras distintas, conforme revelado pelos especialistas na “Jornada Nacional de Qualidade de Vida 2018” promovida pela ABQV, que aconteceu no dia 02 de outubro, na Capital Paulista, e teve como tema “Estilo de Vida Saudável para Prevenir Doenças Crônicas não Transmissíveis e ter mais Qualidade de Vida”. 

Neste contexto, a palestra de abertura que contribuiu para expandir o conhecimento com base em estudos científicos, foi ministrada pelo diretor científico do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul - CELAFISCS, médico, especialista em ortopedia e traumatologia pela SBOT, especialista em medicina esportiva e membro do Conselho Deliberativo da ABQV, Dr. Victor Matsudo. Uma das principais abordagens debatidas foi à necessidade de estimular a prática de atividade física diária. Para Matsudo, é uma ação potente tanto na prevenção como no tratamento dos principais problemas relacionados às doenças crônicas. 


“O sedentarismo mata mais do que colesterol alto, diabetes, tabagismo e a obesidade. Trouxemos evidencias científicas que indicam claramente que a prática da atividade física é a mais importante no controle da obesidade. Nossos dados mostram isso em grupos de grande população que foram acompanhados por diversos anos. Um estudo realizado com mais de 19 mil participantes mostrou claramente que uma pessoa ativa, mesmo estando acima do peso, morria menos do que uma pessoa magra e sedentária. Também existe a melhora na capacidade cognitiva que é beneficiada com a prática diária de exercícios”, disse.

Como coordenador do “Agita São Paulo”, projeto que mostra em números a redução dos gastos com a saúde e tem o objetivo de aumentar o nível de atividade física e de conhecimento sobre os benefícios de adoção de um estilo de vida ativo, Dr. Victor mostra que uma nova atitude saudável pode ser incorporada no dia a dia de cada um. “As pessoas que praticam atividade física usam menos o sistema de saúde, internações hospitalares, cirurgias, visitas médicas, menos remédios, menos exames médicos. De acordo com os dados do Banco Mundial tudo isso já gerou uma economia de 310 milhões de dólares para o setor da saúde do governo do Estado de São Paulo, só porque as pessoas fazem atividade física”, explicou.

A temática mostra grande preocupação do setor com a mudança de novos paradigmas. Em continuidade à programação, moderador e palestrantes comentaram na mesa de debate “Inovando para trabalhadores mais saudáveis e empresas mais produtivas”. Atualmente, discute-se a necessidade de se desenvolver e implantar novas ações para a melhora da saúde e do bem-estar das pessoas, além da busca de soluções para o assunto do envelhecimento.

“Temos que repensar no nosso modelo de trabalho, pois a pessoa não precisa sair do ambiente laboral por causa da sua faixa etária. Podemos atuar com ações preventivas para que as pessoas tenham uma longevidade mais produtiva e em plena capacidade para exercer suas funções, desta maneira, passa-se a diminuir o número das licenças solicitadas por motivo de doença e custos relacionados à incapacidade no trabalho. Os estudos revelam que o investimento de 1,5% na mudança do estilo de vida reduz 43% da mortalidade”, pontuou a palestrante Noélly Mércer, psicóloga e coordenadora do Centro de Inovação SESI em Longevidade e produtividade. “A indústria tem que ser amiga de todas as idades, nosso grande desafio é que a indústria consiga receber pessoas de qualquer idade, isso em fatores ergonômicos, de troca de experiência e da gestão do conhecimento. É muito importante pensarmos que toda ação voltada ao envelhecimento dentro das empresas é bem vinda”, declarou. 


“O que mais determina a saúde de uma pessoa é o aspecto comportamental. Precisamos trabalhar com enfoque na saúde e não na doença. A atitude preventiva reduz em até 80% dos custos nas empresas, sem precisar levar a um atendimento mais complexo de alto custo e busca por especialistas”, explicou a palestrante Haidinne Fernandes Coelho, enfermeira do Trabalho pela Universidade Estadual do Ceará – UECE e coordenadora de projetos no Centro de Inovação SESI em Economia para Saúde e Segurança. 

“Precisamos ver que as incapacidades causadas pelas doenças crônicas está aumentando dia a dia. Temos que conhecer os fatores de risco, como o tabagismo, o consumo de álcool e a desnutrição, para atuar na prevenção, pois podem ser modificados. Se o risco é comportamental conseguimos sim fazer alguma coisa em relação a isso”, disse a palestrante Marina Tavares Ribeiro, fonoaudióloga e especialista em Saúde do SESI/SP.

“Aliado ao conceito precisamos de fatos e dados para caminhar. Vimos aqui informações baseadas em conhecimento acadêmico e procuramos traduzir este conhecimento para a prática do dia a dia das empresas. As organizações podem começar a implantar seus programas de qualidade de vida da maneira mais simples possível, por identificar ações isoladas que já existem e juntá-las. E é claro que boas ideias também precisam de ambientes adequados para ter sucesso”, resume o moderador do debate Eduardo Bahia, médico e diretor de Educação e Conhecimento da ABQV

Na apresentação “Promoção da cultura, lazer e esporte para o trabalhador e suas famílias. A experiência do SESC/SP”, Maria Luiza Dias, membro do Conselho Deliberativo da ABQV e gerente de Desenvolvimento Físico e Esportivo no SESC São Paulo, mostrou aos participantes do evento os programas permanentes e eventuais que o SESC realiza com o objetivo de estimular a ampliação às experiências relacionadas aos esportes e a prática de atividade física. “Somos os pioneiros em implantar os programas funcionais no Brasil, o que tem dado muito resultado deste então. Outra maneira que utilizamos tanto para estimular como para manter hábitos saudáveis, é abordar a questão da cultura esportiva com exposições, publicações, exibições e seminários para ampliar o conhecimento das pessoas”, afirmou Maria Luiza.

O tema “Meditação e Bem-Estar” foi abordado por Elisa Harumi Kozasa, pesquisadora e docente na área de Neurociências e Comportamento do Hospital Israelita Albert Einstein e coordenadora do curso de pós-graduação em Gestão Emocional nas Organizações: Cultivanting Emotional Balance. “Algumas organizações já desenvolveram seu próprio protocolo em relação às práticas de meditação. Antes de contratar alguém é necessário verificar se a pessoa tem as certificações necessárias e o treinamento correto para ensinar a prática aos seus colaboradores. Existem empresas de grande porte que tem se preocupado com esta questão relacionada ao bem-estar dos seus colaboradores, tendo em vista não só a questão do stress, mas também da depressão, ansiedade e outros problemas. Estão percebendo cada vez mais que saúde mental é algo que precisa ser levado a sério. O quanto antes a organização perceber essa importância é melhor para evitar problemas crônicos nos seus funcionários”, declarou.

Para Mauro Barros, professor da UPE e presidente da Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde (SBAFS), analisar o estilo de vida é algo importante, pois os programas de qualidade de vida são pensados a partir destes índices. “Independente do tamanho da empresa há sempre o que se pensar se é possível fazer alguma coisa para melhorar a atenção à saúde dos trabalhadores. O que vai mudar de uma empresa pequena para uma empresa grande é a complexidade da intervenção que vai ser feita. Hoje, temos no mercado empresas especializadas no atendimento consultivo em questões de saúde, bem-estar e qualidade de vida, e em geral estas empresas tem o khow-how de como avaliar. O SESI é a empresa que mais avançou neste sentido e tem metodologias assertivas para ajudar outras empresas a identificarem onde é que estão os pontos que merecem mais atenção, quando se pensa em um programa de qualidade de vida, saúde e segurança. A melhor estratégia é buscar ajuda destas entidades que já existem com esta finalidade social, de oferecer este tipo de suporte às empresas. O importante é entender que estilo de vida é um pilar fundamental da avalição em saúde e que nós precisamos olhar para isso para poderpensar em intervenções mais efetivas e eficientes”, concluiu o palestrante.


Sobre a ABQV – Fundada em 1995, a ABQV – Associação Brasileira de Qualidade de Vida, é uma organização sem fins lucrativos, que tem como objetivo estimular ações e programas de qualidade de vida em ambientes corporativos, bem como desenvolver parcerias e convênios com importantes entidades da sociedade brasileira. Tem como foco desenvolver e integrar profissionais para atuação em Qualidade de Vida e influenciar processos de transformação organizacionais e sociais. Para atingir tal meta, oferece subsídios atualizados e relevantes a profissionais que desejam ampliar seus conhecimentos na área, e atuar como multiplicadores de uma rotina que alie harmoniosamente trabalho e bem-estar. Atua em âmbito nacional e possui empresas associadas em todo o Brasil. 

A ABQV é parceira do Global Healthy Workplace Awards (GHWA), premiação internacional que reúne os principais líderes em saúde e bem-estar do mundo, idealizada com o objetivo de reconhecer os programas de promoção da saúde no ambiente de trabalho que se destacam globalmente, que também estejam de acordo com o Modelo de Ambiente de Trabalho Saudável estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).  

Mais informações à Imprensa: 

Contato: Rosangela Andrade 

E-mail: imprensa@assessoriandrade.com; assessoria.andrade@ymail.com 

Cel.: (11) 9.9914-6556 


Site: http://assessoriandrade.com/ 

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