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	<title>Arquivo de Saúde Corporativa | ABQV</title>
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	<description>Associação Brasileira de Qualidade de Vida</description>
	<lastBuildDate>Fri, 12 Jun 2026 21:02:06 +0000</lastBuildDate>
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		<title>ABQV e Sesc Santo Amaro debatem atualização da NR-1 e gestão de riscos psicossociais na Jornada do Conhecimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Corporativa]]></category>
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		<category><![CDATA[ambiente corporativo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Evento do projeto Empresas Saudáveis reuniu especialistas, executivos e profissionais para discutir os impactos da Norma Regulamentadora nº 1 na saúde mental e na construção de ambientes corporativos mais seguros Em um cenário marcado por mudanças regulatórias e crescente atenção<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Evento do projeto Empresas Saudáveis reuniu especialistas, executivos e profissionais para discutir os impactos da Norma Regulamentadora nº 1 na saúde mental e na construção de ambientes corporativos mais seguros</em></p>
<p>Em um cenário marcado por mudanças regulatórias e crescente atenção às condições psicossociais no ambiente de trabalho, a Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) e o Sesc Santo Amaro promoveram, em 10 de junho de 2026, a Jornada do Conhecimento: NR-1 – do diagnóstico à ação. O encontro integrou o projeto Empresas Saudáveis e reuniu especialistas, executivos e profissionais convidados para debater os impactos da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) na gestão de riscos psicossociais, na saúde mental e na construção de ambientes corporativos mais seguros e sustentáveis.</p>
<h2>ABQV destaca papel pioneiro em bem-estar corporativo</h2>
<p>Na abertura do evento, o presidente da ABQV, José Antônio Coelho Júnior, apresentou a trajetória da entidade, seus propósitos e números, reforçando o papel pioneiro da associação na promoção do bem-estar e da qualidade de vida no ambiente corporativo.</p>
<p>Em seguida, Rodrigo Vaz, auditor fiscal do Ministério do Trabalho em São Paulo, apresentou um panorama histórico da NR-1, sua integração com outras normas regulamentadoras e as atualizações que passaram a contemplar o gerenciamento dos riscos psicossociais.</p>
<p>Segundo Vaz, o ciclo previsto pela norma envolve desde a identificação dos riscos até a implementação de ações de prevenção e tratamento. Ele também detalhou como ocorrerão os procedimentos de fiscalização relacionados ao tema.</p>
<p>“O procedimento fiscal da auditoria voltada para a NR-1, ainda mais no tema do psicossocial, vai cuidar da parte de campo. Então, a gente vai entrevistar os trabalhadores, verificar se a empresa se comunicou com eles, se eles foram ouvidos e verificar a parte da liderança e da gestão da empresa.”</p>
<p>O auditor destacou ainda que a consulta aos trabalhadores é uma exigência da norma e que a ausência desse processo pode caracterizar irregularidade passível de autuação.</p>
<h2>Líderes humanizados reduzem presenteísmo e turnover</h2>
<p>A médica do trabalho e diretora da ABQV, Adriana Jardim Arias, abordou o papel estratégico da liderança na gestão dos riscos psicossociais. Segundo ela, líderes humanizados contribuem para a redução do presenteísmo e do turnover, impactando positivamente a saúde financeira das organizações.</p>
<p>A especialista ressaltou que o líder pode exercer tanto um papel protetivo quanto adoecedor, dependendo de sua postura diante da equipe e da forma como conduz o trabalho.</p>
<p>“O primeiro passo é ter uma escuta ativa. Ouvir o seu trabalhador, não sair pré-julgando. Colocar na prática a segurança psicológica que as empresas têm que ter. O líder precisa criar esse ambiente seguro para que sua equipe consiga trazer os problemas. Caso contrário, instala-se a ‘república do medo’, em que os problemas passam a ser escondidos.”</p>
<p>Adriana também enfatizou que os gestores precisam cuidar da própria saúde física e emocional para liderar equipes de forma eficaz diante dos desafios corporativos.</p>
<h2>Especialista alerta para soluções superficiais</h2>
<p>O médico do trabalho Fernando Akio Mariya apresentou casos práticos que demonstram a importância de uma gestão estruturada dos riscos psicossociais e destacou diferentes metodologias para avaliação desses fatores.</p>
<p>Um dos principais alertas de sua palestra foi sobre iniciativas superficiais que não atacam as causas dos problemas organizacionais.</p>
<p>“Práticas descritas como ‘ofurô corporativo’ não são eficazes para transformar a organização do trabalho e promover ações que verdadeiramente previnam os riscos psicossociais.”</p>
<h2>Movimento Gerar Bem-Estar apresenta metodologia de prevenção</h2>
<p>A diretora da ABQV, Ana Carolina Peuker, e o diretor médico da AON, José Carlos Arrojo Jr., apresentaram o Movimento Gerar Bem-Estar (MGBE), destacando sua metodologia e os resultados obtidos por empresas que vêm fortalecendo suas estratégias de promoção da saúde, bem-estar corporativo e adequação às exigências da NR-1.</p>
<p>Durante sua apresentação, Ana Carolina também abordou o aumento da carga cognitiva no ambiente de trabalho e os impactos da transformação digital, das crises globais e das mudanças sociais sobre a saúde mental dos trabalhadores.</p>
<p>“No passado, olhava-se muito para a questão fabril e para a capacidade física de produção. Hoje, a transformação digital, os fatores geopolíticos, as questões climáticas e outras crises emergentes afetam diretamente nossa condição emocional e cognitiva. Isso exige que as empresas passem a integrar e considerar essas questões em suas análises de risco.”</p>
<p>A especialista reforçou ainda a importância da corresponsabilidade entre empresas e colaboradores na preservação da saúde mental.</p>
<p>“As pessoas não adoecem mais apenas por causa da mesa e da cadeira. Podem adoecer pela sobrecarga cognitiva. Mas também é importante destacar que o trabalhador tem um papel ativo na preservação da sua capacidade cognitiva, por meio do lazer, dos hobbies e de hábitos saudáveis.”</p>
<h2>Saúde mental como estratégia de negócios</h2>
<p>Leonardo Rigoleto Soares, gestor corporativo de Saúde da Siemens, apresentou um case da companhia que demonstra como a gestão dos riscos psicossociais e o cuidado com a saúde mental passaram a ser tratados como temas estratégicos para os resultados do negócio.</p>
<p>A iniciativa da ABQV e do Sesc Santo Amaro reforça uma pauta cada vez mais relevante para as organizações: a saúde mental como elemento essencial para a sustentabilidade dos negócios, a produtividade e a qualidade de vida dos trabalhadores.</p>
<p>Em um contexto de transformação regulatória e crescente atenção aos riscos psicossociais, a Jornada do Conhecimento busca contribuir para a disseminação de boas práticas e reflexões que apoiem empresas e profissionais na adaptação a essa nova realidade.</p>
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		<title>Ergonomia no trabalho e NR-17: por que essas preocupações devem ir além da questão burocrática?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 11:53:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Corporativa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em muitas empresas, ergonomia no trabalho e NR-17 ainda são tratadas apenas como exigências legais. O problema é que, ao encarar o tema dessa forma, as organizações deixam de aproveitar uma ferramenta estratégica para cuidar das pessoas e sustentar seus<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em muitas empresas, ergonomia no trabalho e NR-17 ainda são tratadas apenas como exigências legais. O problema é que, ao encarar o tema dessa forma, <strong>as organizações deixam de aproveitar uma ferramenta estratégica para cuidar das pessoas e sustentar seus resultados.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, ergonomia vai muito além de cadeiras ajustáveis ou da altura dos monitores. Ela envolve a forma como o trabalho é organizado, impactando diretamente a saúde física e mental dos trabalhadores e, consequentemente, sua capacidade de produzir com qualidade ao longo do tempo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais os pontos mais importantes da NR-17?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-17-nr-17" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>NR-17, atualizada pela última vez em 2022 pelo Ministério do Trabalho e Emprego</u></a>, estabelece diretrizes para adaptar as condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos simples, o <a href="https://abqv.org.br/ergonomia-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>as diretrizes de ergonomia</u></a> indicam que o ambiente deve se ajustar à pessoa, e não o contrário. Para isso, são considerados diversos aspectos, que incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>critérios seguros de esforço físico</strong>, levando em conta a relação entre peso, postura e capacidade individual de cada trabalhador;</li>



<li><strong>mobiliário dos postos de trabalho</strong>, para que mesas, cadeiras e bancadas sejam ajustáveis e adequadas à tarefa executada, permitindo posturas que não comprometam a saúde musculoesquelética;</li>



<li><strong>adequação de ferramentas, dispositivos e </strong><a href="https://abqv.org.br/uso-de-tecnologia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>tecnologias</strong></u></a>às características de quem os utiliza, evitando posturas forçadas e movimentos repetitivos prejudiciais;</li>



<li><strong>condições ambientais,</strong> que abrangem iluminação, temperatura, umidade, ruído, vibração e outros fatores que, quando fora dos parâmetros adequados, geram fadiga, irritabilidade, queda de concentração e risco aumentado de doenças, lesões e acidentes;</li>



<li><strong>organização do trabalho</strong>, cujo foco é o ritmo das atividades, as pausas, o conteúdo das tarefas e as <a href="https://abqv.org.br/gestao-tempo-produtividade/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>exigências de tempo.</u></a></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Vale ressaltar que, ao incluir a organização do trabalho como objeto de análise ergonômica, a norma reconhece que o <strong>adoecimento ocupacional não decorre apenas de posturas incorretas, mas também de ritmos insustentáveis e da falta de autonomia sobre o próprio trabalho.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual o papel da Análise Ergonômica do Trabalho (AET) na construção de um ambiente saudável?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, a <strong>Análise Ergonômica do Trabalho (AET) é o instrumento que transforma a norma em ação concreta. </strong>Trata-se de um processo estruturado de investigação para entender como as atividades são de fato realizadas e quais riscos elas representam para quem as executa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acima de tudo, a AET exige observação direta e análise das condições reais do espaço em que as tarefas são desenvolvidas. Esse ponto é fundamental: são os próprios colaboradores que, por vivenciarem o trabalho diariamente, conseguem apontar riscos que uma inspeção superficial jamais identificaria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dessa investigação, a AET identifica inadequações que vão desde a regulagem do mobiliário até a forma como as metas são estabelecidas, o ritmo imposto às equipes e a ausência de pausas adequadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posteriormente, com base nesse diagnóstico, são propostas intervenções. Elas podem incluir <strong>ajustes físicos nos postos de trabalho, redesenho de tarefas, redistribuição de demandas e implementação de pausas programadas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://abqv.org.br/produtividade-toxica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>De que forma a produtividade tóxica é capaz de afetar o bem-estar como um todo</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como a ergonomia no trabalho colabora para consolidar uma produtividade sustentável?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Há uma crença comum no mundo corporativo de que investir no conforto e na saúde dos trabalhadores reduz o ritmo das entregas. Mas as melhores práticas organizacionais demonstram justamente o oposto: ambientes ergonomicamente adequados produzem mais e melhor. Ou seja, além de equivocada, tal ideia ainda pode gerar custos altos para as organizações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados e indicadores atuais ajudam a evidenciar bem essa relação. Um <a href="https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/01/26/brasil-tem-4-milhoes-de-afastamentos-do-trabalho-em-2025-maior-numero-em-cinco-anos.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>levantamento do portal G1, com base em registros do Ministério da Previdência Social</u></a>, mostra que o país atingiu a marca de <strong>4 milhões de afastados do trabalho em 2025</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as principais causas para esse fenômeno estão <a href="https://abqv.org.br/dor-nas-costas-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>dores nas costas </u></a>e hérnias de disco, que juntas somam mais de 450 mil casos de impedimento da atividade profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ambas as condições frequentemente têm origem em situações ergonômicas inadequadas. Mobiliário mal ajustado, ausência de suporte para punhos e excesso de esforço físico são apenas alguns dos gatilhos mais comuns para essas queixas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o cenário não se limita ao conforto físico, passando também pela forma como as atividades são estruturadas no dia a dia, com pausas programadas e organização saudável do trabalho. O aumento dos casos de <a href="https://abqv.org.br/burnout-digital/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">burnout</a> e os índices de absenteísmo ilustram os impactos emocionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> O burnout, reconhecido pela <a href="https://www.who.int/news/item/28-05-2019-burn-out-an-occupational-phenomenon-international-classification-of-diseases" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Organização Mundial da Saúde</u></a> como fenômeno ocupacional, é desencadeado pelo estresse crônico no trabalho que não foi adequadamente gerenciado. Entre os fatores de risco mais importantes estão a sobrecarga de tarefas e a falta de controle sobre o próprio trabalho, que também estão relacionados ao absenteísmo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, os <a href="https://abqv.org.br/afastamento-trabalho-doenca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>afastamentos</u></a> decorrentes de casos de burnout, entre <a href="https://abqv.org.br/saude-mental-dos-trabalhadores-assume-papel-importante-no-mundo-corporativo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>outras condições de saúde mental,</u></a> praticamente quadruplicaram em três anos: <strong>saltaram de 1.760, em 2023, para 6.985, em 2025</strong>, conforme aponta a <a href="https://www.anamt.org.br/portal/2026/01/27/levantamento-anamt-com-dados-oficiais-do-inss-revela-crescimento-dos-afastamentos-decorrentes-de-problemas-de-saude-mental-entre-2023-e-2025/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Associação Nacional de Medicina do Trabalho,</u></a> com base em dados do Ministério da Previdência Social.</p>



<h3 class="wp-block-heading">NR-17 como estratégia corporativa</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A NR-17 </strong><strong>propõe justamente a organização de todo o ambiente visando o bem-estar das pessoas</strong>. Ao estabelecer pausas obrigatórias, limitar a exposição a ritmos de trabalho extremos e exigir que as condições sejam avaliadas periodicamente, a norma atua na prevenção do esgotamento mental e de quadros físicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que tratar a NR-17 como burocracia é um equívoco caro. A norma existe porque o trabalho, quando mal organizado, <a href="https://abqv.org.br/fazer-a-gestao-dos-fatores-psicossociais-do-trabalho-e-essencial-para-evitar-o-adoecimento-dos-trabalhadores/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>oferece riscos.</u></a> E o adoecimento, seja físico ou emocional, tem consequências que se distribuem por toda a organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, <strong>empresas que assumem a atenção à ergonomia como política ativa,</strong> e não como mero cumprimento de obrigações, <strong>tendem a apresentar menor rotatividade, maior engajamento e uma produtividade sustentável, que se transforma em bons resultados para toda a operação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por falar em saúde no trabalho, <a href="https://abqv.org.br/saude-mental-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>saiba quais as melhores recomendações para acolher e encaminhar uma queixa de sofrimento psíquico e emocional no espaço profissional.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Referências</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Norma Regulamentadora No. 17 (NR-17)<br><a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-17-nr-17" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-17-nr-17</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo o que você precisa saber sobre a Análise Ergonômica do Trabalho (AET)<br><a href="https://www.sesipr.org.br/informacoes-sst/nrs/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-analise-ergonomica-do-trabalho-aet---1-38715-470968.shtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.sesipr.org.br/informacoes-sst/nrs/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-analise-ergonomica-do-trabalho-aet&#8212;1-38715-470968.shtml</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Burn-out an &#8220;occupational phenomenon&#8221;: International Classification of Diseases<br><a href="https://www.who.int/news/item/28-05-2019-burn-out-an-occupational-phenomenon-international-classification-of-diseases" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.who.int/news/item/28-05-2019-burn-out-an-occupational-phenomenon-international-classification-of-diseases</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Levantamento da ANAMT revela crescimento de afastamentos por problemas de saúde mental<br><a href="https://www.anamt.org.br/portal/2026/01/27/levantamento-anamt-com-dados-oficiais-do-inss-revela-crescimento-dos-afastamentos-decorrentes-de-problemas-de-saude-mental-entre-2023-e-2025/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.anamt.org.br/portal/2026/01/27/levantamento-anamt-com-dados-oficiais-do-inss-revela-crescimento-dos-afastamentos-decorrentes-de-problemas-de-saude-mental-entre-2023-e-2025/</a><br><a href="https://www.anamt.org.br/portal/2026/01/27/levantamento-anamt-com-dados-oficiais-do-inss-revela-crescimento-dos-afastamentos-decorrentes-de-problemas-de-saude-mental-entre-2023-e-2025/
"><br></a>Brasil tem 4 milhões de afastamentos do trabalho em 2025, maior número em cinco anos<br><a href="https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/01/26/brasil-tem-4-milhoes-de-afastamentos-do-trabalho-em-2025-maior-numero-em-cinco-anos.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/01/26/brasil-tem-4-milhoes-de-afastamentos-do-trabalho-em-2025-maior-numero-em-cinco-anos.ghtml<br></a><br>About Ergonomics and Work-Related Musculoskeletal Disorders<br><a href="https://www.cdc.gov/niosh/ergonomics/about/index.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.cdc.gov/niosh/ergonomics/about/index.html</a><br><a href="https://www.cdc.gov/niosh/ergonomics/about/index.html
"><br></a>Workplace Ergonomics and Safety: Tips, Equipment, and Examples<br><a href="https://publichealth.tulane.edu/blog/workplace-ergonomics-safety/">https://publichealth.tulane.edu/blog/workplace-ergonomics-safety/</a></p>
<p>O post <a href="https://abqv.org.br/ergonomia-no-trabalho-e-nr-17-por-que-essas-preocupacoes-devem-ir-alem-da-questao-burocratica/">Ergonomia no trabalho e NR-17: por que essas preocupações devem ir além da questão burocrática?</a> apareceu primeiro em <a href="https://abqv.org.br">ABQV</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como usar o Abril Verde para colocar a cultura de prevenção como pilar central da qualidade de vida no trabalho</title>
		<link>https://abqv.org.br/abril-verde/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 21:15:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Corporativa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Abril Verde é um movimento nacional de conscientização sobre saúde e segurança no trabalho, cujo auge é o dia 28 de abril, data em que se celebra o Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças Relacionadas<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Abril Verde é um movimento nacional de conscientização sobre saúde e segurança no trabalho, cujo auge é o dia <strong>28 de abril,</strong> data em que se celebra o<strong> Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças Relacionadas ao Trabalho. </strong>A data faz referência a uma explosão em uma mina que matou 78 mineiros norte-americanos no ano de 1969.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por consequência, para profissionais de RH e lideranças comprometidas com a qualidade de vida no trabalho, esse mês é uma oportunidade estratégica. Ele deve servir não apenas para cumprir protocolos de segurança, mas para revisitar o que a organização entende por ambiente seguro em todas as suas dimensões.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que é importante falar sobre segurança no trabalho?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os números respondem com clareza. Segundo dados do <a href="https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2025/abril/brasil-registra-83-6-acidentes-do-trabalho-por-hora" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho da Previdência,</u></a> o Brasil registra <strong>83,6 acidentes de trabalho por hora. </strong>Isso é o equivalente a mais de <strong>2.000 ocorrências por dia e 700 mil casos em um único ano.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Já conforme dados da plataforma do <a href="https://smartlabbr.org/sst"><u>Observatório de Saú</u></a><u><a href="https://smartlabbr.org/sst" target="_blank" rel="noreferrer noopener">d</a></u><a href="https://smartlabbr.org/sst" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>e e Segurança do Trabalho</u></a>, entre 2012 e 2024 ocorrem<strong>8 milhões de acidentes de trabalho e 32 mil mortes no país.</strong> Entre as lesões mais frequentes estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>escoriações;</li>



<li>cortes, lacerações e feridas abertas;</li>



<li>fraturas;</li>



<li>distensões, luxações e torções;</li>



<li><a href="https://abqv.org.br/dor-nas-costas-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>contusões</u></a> e lesões por esmagamento.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Se a dimensão humana desses números já não fosse suficiente, o alto volume de acidentes também tem impactos econômicos. O Observatório de Saúde e Segurança do Trabalho aponta que, desde 2012, <strong>o cenário resultou na perda de mais de 620 mil dias de trabalho e em gastos superiores a 190 bilhões em reabilitação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por consequência, acidentes laborais são também uma questão de saúde pública. Cada trabalhador afastado representa não apenas um impacto individual, mas também um custo coletivo que recai sobre as empresas, o sistema previdenciário, o sistema de saúde e, em última instância, a economia do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem o devido cuidado, incidentes no ambiente profissional são frequentemente responsáveis por uma parcela significativa dos anos de vida produtiva perdidos. Portanto, quando o ambiente de trabalho adoece ou lesiona as pessoas, toda a sociedade arca com as consequências.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais os principais objetivos do Abril Verde?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Campanha Abril Verde, promovida por entidades governamentais, sindicatos e empresas, tem como propósitos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>promover o debate público sobre as condições de trabalho no Brasil;</li>



<li>fortalecer as <a href="https://abqv.org.br/nova-legislacao-muda-nomenclatura-da-cipa-e-impoe-as-empresas-a-adocao-de-medidas-de-prevencao-e-combate-ao-assedio-sexual-e-moral/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e de Assédio </u></a>como instâncias efetivamente participativas;</li>



<li>estimular a integração de ações entre os órgãos governamentais de trabalho, saúde e previdência;</li>



<li>reconhecer que a <a href="https://abqv.org.br/cultura-de-seguranca-e-de-saude-sao-fundamentais-para-a-prevencao-de-acidentes-e-doencas-ocupacionais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>cultura de prevenção</u></a> é mais eficaz do que a reação ao acidente já consumado.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, o movimento também ampliou seu escopo para incluir os <a href="https://abqv.org.br/riscos-psicossociais-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>riscos psicossociais. </u></a>Em linha com as <a href="https://abqv.org.br/riscos-psicossociais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>atualizações da NR-1</u></a>, os espaços de trabalho devem ter em mente que ambientes tóxicos, assédio, jornadas excessivas e falta de reconhecimento são tão prejudiciais ao bem-estar quanto a ausência de um equipamento de proteção individual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por consequência, o <strong>Abril Verde precisa reforçar que a segurança não é apenas a ausência de acidentes.</strong> É a presença de condições que permitam ao trabalhador desenvolver seu potencial sem comprometer sua integridade física, mental e emocional. Essa é a base de qualquer agenda séria de qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, é <strong>possível garantir que os espaços de trabalho sejam psicologicamente seguros.</strong> Além de evitar complicações de saúde mental, esses espaços devem garantir que as pessoas se sintam à vontade para questionar uma decisão, admitir um erro, pedir ajuda ou sinalizar um problema sem temer punição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Colaboradores que têm medo de reportar uma falha ou um risco (por receio de punição, por exemplo) abrem brechas para acidentes. Logo, criar canais de comunicação aberta é uma <a href="https://abqv.org.br/seguranca-do-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>medida concreta de segurança.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://abqv.org.br/text-neck-sindrome-do-pescoco-de-texto/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Saiba o que é text neck e entenda como a síndrome do pescoço de texto afeta o bem-estar dentro e fora do trabalho</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como o RH pode fazer do Abril Verde um espaço para promover uma cultura de prevenção o ano todo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto de partida para fortalecer a segurança envolve a revisão de uma série de práticas cotidianas. Entre as mais relevantes estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>canais de escuta protegidos</strong> para que os colaboradores possam reportar riscos, queixas e situações de desconforto sem exposição ou represália, com uma liderança que responda às sinalizações com respeito e ação;</li>



<li><strong>treinamentos regulares e capacitações</strong> sobre segurança no trabalho que precisam ir além do cumprimento das <a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Normas Regulamentadoras (NR) </u></a>e estejam adaptados à realidade de cada segmento de atuação;</li>



<li><strong>revisão periódica de riscos físicos e ergonômicos</strong>, para a identificação e correção de ameaças ambientais (como iluminação inadequada, ruído excessivo, equipamentos sem manutenção e postos de trabalho ergonomicamente inadequados), de acordo com as NRs pertinentes;</li>



<li><strong>fortalecimento das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes</strong> e Assédio, para que funcionem com autonomia, representatividade e recursos, o que é uma forma concreta de democratizar a segurança dentro das organizações;</li>



<li><strong>monitoramento de indicadores internos</strong> <a href="https://abqv.org.br/saude-mental-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>(inclusive de saúde mental)</u></a>, como taxas de absenteísmo, afastamentos, rotatividade e resultados de pesquisas de engajamento.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Outro movimento estratégico que precisa ser levado para o restante do ano envolve mostrar a <strong>líderes e colaboradores que ambientes seguros não são apenas mais humanos e saudáveis, mas também mais produtivos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Times que operam com segurança física e psicológica cometem menos erros, comunicam-se melhor, enfrentam adversidades com mais resiliência e entregam resultados mais consistentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acima de tudo, <strong>o Abril Verde serve para lembrar que nenhum indivíduo deveria ter o próprio trabalho como causa de acidente ou adoecimento.</strong> Esse espaço, onde se passa boa parte da vida, precisa ser visto como um ambiente onde as pessoas possam, de fato, prosperar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba agora como uma <a href="https://abqv.org.br/gestao-e-lideranca-humanizada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>liderança humanizada compõe o caminho para fortalecer o bem-estar integral no trabalho</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Abril Verde alerta para a saúde e segurança no trabalho</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2025/abril/abril-verde-alerta-para-a-saude-e-seguranca-no-trabalho" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2025/abril/abril-verde-alerta-para-a-saude-e-seguranca-no-trabalho</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">12 Ideias para trabalhar o tema da saúde e segurança o ano inteiro</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.trt12.jus.br/portal/areas/ascom/extranet/documentos/E-BOOKAbrilVerde.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.trt12.jus.br/portal/areas/ascom/extranet/documentos/E-BOOKAbrilVerde.pdf</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O que é Abril Verde? Confira dicas de ações para empresas<br><a href="https://saude.sesisc.org.br/blog/seguranca-e-saude-no-trabalho/o-que-e-abril-verde/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://saude.sesisc.org.br/blog/seguranca-e-saude-no-trabalho/o-que-e-abril-verde/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Checklist de inspeção de segurança<br><a href="https://www.segurancadotrabalho.ufv.br/checklist-de-seguranca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.segurancadotrabalho.ufv.br/checklist-de-seguranca/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O que é Segurança do Trabalho?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.ufrb.edu.br/progep/index.php/avaliacao-de-desempenho/42" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.ufrb.edu.br/progep/index.php/avaliacao-de-desempenho/42</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Brasil registra 83,6 acidentes do trabalho por hora</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2025/abril/brasil-registra-83-6-acidentes-do-trabalho-por-hora" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2025/abril/brasil-registra-83-6-acidentes-do-trabalho-por-hora</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Observatório de Saúde e Segurança no Trabalho</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://smartlabbr.org/sst" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://smartlabbr.org/sst</a></p>
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		<title>Entenda qual o papel da inteligência emocional no trabalho e como esse atributo pode ser desenvolvido nas equipes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 12:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência emocional]]></category>
		<category><![CDATA[pilares da inteligência emocional]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental no trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em ambientes cada vez mais complexos, marcados por mudanças aceleradas, pressão por resultados e diversidade de perfis, a inteligência emocional no trabalho é o que distingue equipes que operam no limite daquelas que colaboram, se adaptam e evoluem juntas. Ou<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em ambientes cada vez mais complexos, marcados por mudanças aceleradas, pressão por resultados e diversidade de perfis, a inteligência emocional no trabalho é o que distingue equipes que operam no limite daquelas que colaboram, se adaptam e evoluem juntas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja: saber lidar com as próprias emoções e compreender as dos outros deixou de ser apenas um diferencial. Tornou-se, na verdade, uma demanda real do mundo corporativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, profissionais de RH e líderes devem ter ciência de que esse conceito é uma alavanca capaz de impactar desde o clima organizacional até os diversos indicadores do ambiente de trabalho (como absenteísmo e afastamentos). Logo, vale a pena entender como é possível traduzir a teoria em ações práticas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Qual é o verdadeiro significado de inteligência emocional?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora tenha ficado famosa pelo psicólogo Daniel Goleman, a ideia por trás do que conhecemos por inteligência emocional vem de trabalhos anteriores. Um dos primeiros registros do uso do termo aparece nos trabalhos dos pesquisadores Peter Salovey e John Mayer, ainda no começo da década de 1990.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com artigo publicado no periódico <a href="https://www.mdpi.com/2227-9032/9/12/1696"></a><a href="https://www.mdpi.com/2227-9032/9/12/1696" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Healthcare</em></a><a href="https://www.mdpi.com/2227-9032/9/12/1696">,</a> a inteligência emocional tem como base &#8220;a capacidade de raciocinar sobre as emoções e a capacidade de usar o conhecimento emocional para aprimorar o pensamento&#8221;. Isso levaria em conta tanto as próprias emoções quanto as das pessoas ao redor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posteriormente, Goleman organizou tal conceito em cinco pilares fundamentais que, juntos, formam a base do que seria reconhecido como comportamento emocionalmente inteligente:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>autoconhecimento (autoconsciência), </strong>que é a capacidade de reconhecer as próprias emoções e entender como elas influenciam pensamentos e comportamentos;</li>



<li><strong>autorregulação (autocontrole), </strong>cujo foco é a habilidade de gerenciar impulsos, adaptar-se a mudanças e manter o equilíbrio emocional diante de situações desafiadoras;</li>



<li><strong>motivação, </strong>para mantercomprometimento interno com objetivos propostos, independentemente de recompensas externas imediatas;</li>



<li><strong>empatia, </strong>que envolve ter a sensibilidade para compreender as emoções alheias e responder a elas de forma adequada;</li>



<li><strong>habilidades sociais, </strong>a competência necessária para construir relacionamentos sólidos, comunicar-se com clareza e influenciar positivamente o ambiente.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Vale sempre ressaltar que inteligência emocional não é sinônimo de ser simpático, <a href="https://abqv.org.br/o-que-e-comunicacao-nao-violenta/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">evitar conflitos </a>ou suprimir emoções. Pelo contrário: trata-se de reconhecê-las com precisão e usá-las de forma construtiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em situações críticas, uma pessoa com alto nível de inteligência emocional pode discordar, dar feedbacks difíceis e sustentar posições firmes. Todavia, isso é sempre conduzido com consciência e respeito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ambiente corporativo, isso significa líderes capazes de tomar decisões equilibradas sob pressão, equipes que resolvem divergências e colaboradores que mantêm a produtividade mesmo em períodos de alta demanda.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Leia também: </em><a href="https://abqv.org.br/saude-mental-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>A preocupação com a saúde mental no trabalho envolve entender como acolher e encaminhar uma queixa de sofrimento psíquico e emocional</em></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Benefícios de um alto nível de inteligência emocional dentro e fora do trabalho</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a inteligência emocional está presente de forma disseminada entre os <a href="https://abqv.org.br/promocao-da-felicidade-do-trabalhador-e-estrategia-para-as-organizacoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">indivíduos de uma organização</a>, seus efeitos são percebidos em múltiplas dimensões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista individual, o colaborador com maior inteligência emocional tende a apresentar mais resiliência diante de adversidades. Ao mesmo tempo, demonstra <a href="https://abqv.org.br/atividades-terapeuticas-ou-recreativas-com-animais-reduzem-estresse-melhoram-ambiente-de-trabalho-e-clima-organizacional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">menor propensão ao estresse </a>crônico e maior capacidade de manter o foco mesmo sob pressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto das equipes, os ganhos se ampliam. Times com alto índice coletivo de inteligência emocional tendem a se comunicar melhor, a colaborar de forma mais eficiente e a resolver conflitos com menos desgaste. Isso se reflete diretamente na qualidade das entregas e na redução de retrabalhos causados por ruídos interpessoais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No longo prazo, ambientes que valorizam traços associados à inteligência emocional no trabalho tendem a apresentar melhores indicadores em aspectos como engajamento, absenteísmo, presenteísmo e até mesmo afastamentos, uma preocupação cada vez maior para as organizações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fora do ambiente de trabalho, os efeitos se estendem à qualidade de vida e ao bem-estar como um todo. Exemplo disso é um estudo publicado no periódico <a href="https://www.frontiersin.org/journals/psychology/articles/10.3389/fpsyg.2023.1250636/full" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Frontiers in Psychology</em></a><a href="https://www.frontiersin.org/journals/psychology/articles/10.3389/fpsyg.2023.1250636/full">,</a> que demonstrou que melhorar habilidades emocionais intrapessoais tem o potencial de reduzir os sintomas da <a href="https://abqv.org.br/url-depressao-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">depressão </a>e de melhorar o funcionamento do sistema imunológico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro artigo, dessa vez publicado no <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0887618508000649?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Journal of Anxiety Disorders</em></a><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0887618508000649?via%3Dihub">,</a> mostrou que quanto menor a capacidade de processamento básico de emoções, maior a <a href="https://abqv.org.br/ansiedade-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ansiedade </a>experimentada em quadros de transtorno de ansiedade social.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Como é possível trabalhar a inteligência emocional nas equipes?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário do que se pensa frequentemente, a inteligência emocional não é uma característica com que alguns nascem e outros não. Portanto, ela é uma habilidade que evolui com prática, experiência e, sobretudo, espaço adequado para ser desenvolvida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe às <a href="https://abqv.org.br/atuacao-das-liderancas-e-fundamental-no-engajamento-dos-trabalhadores-e-na-promocao-da-qualidade-de-vida/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">áreas de RH e às lideranças criar as condições </a>para que esse desenvolvimento aconteça de forma contínua. Entre as iniciativas com maior chance de resultado positivo estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>programas de autoconhecimento, </strong>com treinamentos que utilizam dinâmicas para ajudar os colaboradores a identificar seus padrões emocionais e a compreender como reagem em situações de pressão;</li>



<li><strong>treinamento de líderes como multiplicadores de inteligência emocional</strong>, contemplando elementos como fortalecimento da empatia, gestão de conflitos e feedbacks construtivos;</li>



<li><strong>rodas de conversa e outros mecanismos de gestão de conflitos</strong>, que criam espaços seguros para que as tensões sejam trabalhadas antes de se tornarem rupturas;</li>



<li><strong>práticas de regulação emocional</strong>, como meditação e pausas guiadas, que ajudam os colaboradores a desenvolver a capacidade de responder às situações de forma mais consciente;</li>



<li><strong>estabelecimento de uma </strong><a href="https://abqv.org.br/cultura-de-seguranca-e-de-saude-sao-fundamentais-para-a-prevencao-de-acidentes-e-doencas-ocupacionais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>cultura psicologicamente segura</strong></a><a href="https://abqv.org.br/cultura-de-seguranca-e-de-saude-sao-fundamentais-para-a-prevencao-de-acidentes-e-doencas-ocupacionais/">,</a> uma vez que nenhuma das <a href="https://abqv.org.br/planejamento-estrategia-e-criatividade-sao-fundamentais-para-uma-comunicacao-assertiva-na-promocao-da-saude-dos-colaboradores/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estratégias </a>acima funciona em ambientes onde as pessoas têm medo de ser vulneráveis, dificultando até mesmo a expressão de perspectivas diferentes das habituais.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, estimular a inteligência emocional no trabalho é investir nas pessoas que sustentam os resultados da organização. Mais do que uma tendência passageira, essa é uma escolha estratégica que transforma a forma como as equipes se relacionam, produzem e, sobretudo, se mantêm saudáveis ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e saiba mais agora sobre o que é o <a href="https://abqv.org.br/quiet-cracking-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">quiet cracking e como essa forma de desgaste afeta a saúde mental e o desempenho profissional</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Referências</p>



<h6 class="wp-block-heading"><a></a>Inteligência Emocional no Trabalho: o que é e como desenvolver</h6>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.casadosaber.com.br/blog/inteligencia-emocional-no-trabalho-o-que-e-e-como-desenvolver" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.casadosaber.com.br/blog/inteligencia-emocional-no-trabalho-o-que-e-e-como-desenvolver</a></p>



<h6 class="wp-block-heading"><a></a>Association between level of emotional intelligence and severity of anxiety in generalized social phobia</h6>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0887618508000649?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0887618508000649?via%3Dihub</a></p>



<h6 class="wp-block-heading"><a></a>Relationship of depression with empathy, emotional intelligence, and symptoms of a weakened immune system</h6>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.frontiersin.org/journals/psychology/articles/10.3389/fpsyg.2023.1250636/full" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.frontiersin.org/journals/psychology/articles/10.3389/fpsyg.2023.1250636/full</a></p>



<h6 class="wp-block-heading"><a></a>Inteligência emocional no trabalho: conheça os 5 pilares</h6>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.alura.com.br/empresas/artigos/inteligencia-emocional?srsltid=AfmBOop_VpdiYQh7IQ4XZxm9MfISWfot8yoCgH27LOjarxVteX_eDyZ1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.alura.com.br/empresas/artigos/inteligencia-emocional?srsltid=AfmBOop_VpdiYQh7IQ4XZxm9MfISWfot8yoCgH27LOjarxVteX_eDyZ1</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Inteligência emocional no trabalho: 7 formas de desenvolver</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://blog.mbauspesalq.com/inteligencia-emocional-no-trabalho" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://blog.mbauspesalq.com/inteligencia-emocional-no-trabalho</a></p>



<h6 class="wp-block-heading"><a></a>Emotional Intelligence</h6>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.psychologytoday.com/us/basics/emotional-intelligence" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.psychologytoday.com/us/basics/emotional-intelligence</a></p>



<h6 class="wp-block-heading"><a></a>How to Improve Your Emotional Intelligence</h6>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://professional.dce.harvard.edu/blog/how-to-improve-your-emotional-intelligence" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://professional.dce.harvard.edu/blog/how-to-improve-your-emotional-intelligence</a></p>



<h6 class="wp-block-heading"><a></a>Emotional Intelligence Measures: A Systematic Review</h6>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.mdpi.com/2227-9032/9/12/1696" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.mdpi.com/2227-9032/9/12/1696</a></p>
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		<title>Descubra como saúde mental, gestão do tempo e produtividade andam juntos no dia a dia de trabalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar no trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[gestão do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ter a agenda cheia, responder mensagens fora do horário e acumular responsabilidades virou, em muitos ambientes, sinônimo de dedicação. O problema é que esse ritmo tem um custo silencioso, gerando casos de adoecimento emocional decorrentes da sobrecarga. Nesse cenário, conversar<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Ter a agenda cheia, responder mensagens fora do horário e acumular responsabilidades virou, em muitos ambientes, sinônimo de dedicação. O <strong>problema é que esse ritmo tem um custo silencioso, gerando casos de adoecimento emocional decorrentes da sobrecarga.</strong> Nesse cenário, conversar sobre <strong>gestão do tempo e produtividade </strong>é essencial ao fortalecimento do bem-estar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Compreender essa conexão é particularmente relevante a partir do modo como ela influencia diretamente a forma como as equipes organizam seus expedientes, lidam com as demandas e preservam a própria saúde mental. Pensando nisso, os tópicos abaixo exploram o tema em detalhes,&nbsp; trazendo também métodos práticos para colocar isso em ação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Por que é importante saber gerir e organizar o tempo no trabalho?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Acompanhar o passar das horas e minutos vai muito além de cumprir prazos ou ser eficiente. Trata-se de uma competência que impacta diretamente a qualidade de vida no trabalho, além de afetar a capacidade de tomar decisões e o nível de estresse ao qual o colaborador está exposto dia após dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não por menos, uma <a href="https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0245066">publicação de janeiro de 2021 no periódico científico PLOS ONE </a>concluiu que uma boa <strong>gestão do tempo está associada a níveis maiores de desempenho e bem-estar. </strong>Ao mesmo tempo, as evidências mostram que aqueles com melhor organização do tempo apresentaram menos sinais de estresse e uma correlação negativa moderada com esse fator.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras: quanto melhor a pessoa organiza seu tempo, menor tende a ser o <a href="https://abqv.org.br/saude-mental-trabalho/">sofrimento emocional</a> associado às demandas profissionais. Isso acontece porque, quando há uma administração adequada desse fator, é possível antecipar demandas, reduzir imprevistos e preservar espaços para o descanso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No sentido oposto, <strong>a sensação de que nunca há tempo suficiente para tudo é um dos principais gatilhos de ansiedade e de estresse crônico. </strong>Portanto, uma<a href="https://abqv.org.br/cultura-de-seguranca-e-de-saude-sao-fundamentais-para-a-prevencao-de-acidentes-e-doencas-ocupacionais/"> cultura de boa gestão do tempo </a>e produtividade não visa apenas incentivar a eficiência, mas investir no bem-estar emocional e na sustentabilidade de longo prazo dos resultados obtidos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais os impactos da falta de gestão do tempo sobre a produtividade e o bem-estar como um todo?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando a organização do tempo falha</strong> (seja por ausência de planejamento, excesso de demandas ou falta de limite entre horários de trabalho e descanso),<strong> as consequências são amplas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não se trata apenas de entregar tarefas com atraso, mas de um processo gradual de desgaste físico e emocional que, pouco a pouco, <a href="https://abqv.org.br/organizacoes-devem-adotar-a-cultura-em-saude-com-programas-de-qualidade-de-vida-para-seus-colaboradores/">corrói a qualidade de vida.</a> Assim sendo, entre os principais impactos da má gestão do tempo, estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>elevação do estresse,</strong> decorrente da sensação constante de urgência e da dificuldade em cumprir todas as obrigações dentro do tempo disponível;</li>



<li><a href="https://abqv.org.br/ansiedade-no-trabalho/"><strong>aumento da ansiedade, </strong></a>especialmente quando tarefas se acumulam sem que fique claro o que se deve priorizar;</li>



<li><strong>queda na qualidade das entregas,</strong> já que o trabalhador esgotado tende a errar mais;</li>



<li><strong>risco</strong><a href="https://abqv.org.br/afastamento-trabalho-doenca/"><strong> elevado de <em>burnout</em></strong></a><strong><em>,</em></strong> que tem na sobrecarga de trabalho um de seus principais fatores, como ressalta o <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sindrome-de-burnout">Ministério da Saúde.</a></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista organizacional, os impactos também são consideráveis. Equipes que não contam com uma cultura saudável de gestão do tempo<strong> tendem a apresentar maior rotatividade, menor engajamento e piores resultados coletivos. </strong>Por isso, o tema merece atenção prioritária nas <a href="https://abqv.org.br/tendencias-recursos-humanos/">agendas de RH.</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais são algumas das melhores estratégias para colocar ordem nas prioridades e ter um expediente mais tranquilo?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A boa notícia é que existem métodos acessíveis para melhorar a gestão do tempo e<a href="https://abqv.org.br/produtividade-toxica/"> produtividade no ambiente de trabalho.</a> Cada um deles funciona de modo diferente, então pode ser uma<a href="https://abqv.org.br/rotina-de-habito-saudaveis-e-fundamental-para-trabalhador-ter-saude/"> questão de hábito </a>e escolha pessoal identificar qual é o melhor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todavia, mais do que ferramentas de eficiência, esses recursos funcionam também para criar previsibilidade e reduzir o senso de urgência permanente. Conheça algumas alternativas para começar a colocar em prática esse tipo de organização.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Técnica Pomodoro, </strong>que defineciclos de 25 minutos de foco total seguidos por pausas curtas de 5 minutos. A cada quatro ciclos, uma pausa maior (entre 15 e 30 minutos) é realizada.</li>



<li><strong>Matriz de Eisenhower, </strong>em quetarefas urgentes e importantes devem ser feitas imediatamente; as importantes, mas não urgentes, devem ser planejadas com antecedência; as urgentes, mas pouco importantes, podem ser delegadas; e as que não se encaixam em nenhum desses critérios são eliminadas ou adiadas.</li>



<li><strong>Princípio de Pareto, </strong>cuja regra central baseia-se no fato de que uma parcela pequena das tarefas diárias (20%) é responsável pela maior parte do impacto real gerado pelo trabalho (80%). Na prática, isso significa identificar quais atividades são mais relevantes para priorizá-las em detrimento das demais.</li>



<li><strong><em>Time blocking</em></strong><strong> (ou bloqueio de tempo), </strong>que consiste em reservar janelas na agenda especificamente para cada tipo de atividade (reuniões, resposta a e-mails etc.). Isso reduz a fragmentação do trabalho e amplia o foco dedicado às tarefas desenvolvidas.</li>



<li><strong><em>Eat the Frog, </em></strong>em que se começa o dia pela tarefa mais desafiadora (ou seja, &#8220;engolindo o sapo&#8221; logo cedo) para não ter que lidar com uma carga mental acumulada ao longo do dia.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Leia também: </em><a href="https://abqv.org.br/saude-mental-no-trabalho/"><em>Saúde mental no trabalho: como acolher e encaminhar uma queixa de sofrimento psíquico e emocional</em></a><em></em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Qual o papel das empresas nesse processo de aprendizado?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda que a gestão do tempo envolva competências individuais, <strong>a organização tem responsabilidade central nesse processo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Culturas organizacionais que premiam o excesso de horas trabalhadas, que não estabelecem limites claros entre horários de trabalho e descanso ou que sobrecarregam sistematicamente suas equipes inviabilizam qualquer esforço de organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe às empresas, portanto, atuar em duas frentes: <strong>oferecer ferramentas e formação</strong> para que os colaboradores desenvolvam autonomia na gestão do próprio tempo e <strong>trabalhar com as lideranças</strong> para que as condições permitam essa organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as medidas efetivas para isso estão os espaços para planejamento coletivo, as políticas de desconexão e as revisões periódicas da carga de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim, a mensagem mais importante é que falar sobre gestão do tempo e produtividade é uma necessidade básica para que o trabalho não só traga bons resultados, mas seja<a href="https://abqv.org.br/colaboradores-precisam-se-sentir-acolhidos-para-que-um-ambiente-de-trabalho-seja-seguro-e-saudavel/"> saudável e satisfatório</a>, e nunca uma fonte de estresse e ansiedade ou de tudo o que costuma acompanhar essas emoções negativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por falar em tempo, você sabe o que é ócio criativo? Entenda <a href="https://abqv.org.br/ocio-criativo-produtividade/">agora como esse conceito pode ser mais importante do que você imagina para o bem-estar no trabalho!</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Gestão do tempo: como otimizar o uso do seu tempo</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/gestao-do-tempo-como-otimizar-o-uso-do-seu-tempo,bde539603d5ad710VgnVCM100000d701210aRCRD">https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/gestao-do-tempo-como-otimizar-o-uso-do-seu-tempo,bde539603d5ad710VgnVCM100000d701210aRCRD</a></p>



<h6 class="wp-block-heading"><a></a>Gestão do tempo: o caminho para a eficiência e produtividade</h6>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.gupy.io/blog/gestao-do-tempo">https://www.gupy.io/blog/gestao-do-tempo</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Does time management work? A meta-analysis</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0245066">https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0245066</a></p>



<h6 class="wp-block-heading"><a></a>Boosting productivity and wellbeing through time management: evidence-based strategies for higher education and workforce development</h6>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.frontiersin.org/journals/education/articles/10.3389/feduc.2025.1623228/full">https://www.frontiersin.org/journals/education/articles/10.3389/feduc.2025.1623228/full</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Entenda o que é ócio criativo e qual a importância dele para o bem-estar e o desempenho de indivíduos e equipes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[ócio]]></category>
		<category><![CDATA[procrastinação]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um mundo corporativo marcado pela hiperconectividade e demandas profissionais cada vez mais intensas, o conceito de ócio criativo desafia a lógica tradicional da produtividade. Apesar disso, ele é diferente da simples preguiça ou da procrastinação, ressignificando o valor do<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em um mundo corporativo marcado pela hiperconectividade e demandas profissionais cada vez mais intensas, o <strong>conceito de ócio criativo desafia a lógica tradicional da produtividade.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar disso, <strong>ele é diferente da simples preguiça ou da procrastinação</strong>, ressignificando o valor do tempo livre e transformando-o em uma ferramenta estratégica para impulsionar a criatividade e o desempenho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para lideranças que buscam cultivar ambientes de trabalho mais saudáveis, compreender e exercitar o ócio criativo é um diferencial relevante em prol de equipes mais satisfeitas e produtivas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Afinal, o que é o ócio criativo e de onde o conceito surgiu?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O ócio criativo é um conceito que vai além do simples <a href="https://abqv.org.br/o-que-e-estafa/">descanso </a>ou da pausa para recuperar energias. <strong>Trata-se de uma forma consciente de aproveitar o tempo livre para estimular a criatividade, o aprendizado e o desenvolvimento pessoal</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa perspectiva, os momentos longe das demandas imediatas do trabalho não representam tempo perdido, mas sim oportunidades valiosas para que a mente explore novas ideias, faça conexões inovadoras e encontre soluções criativas para desafios complexos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diferentemente do que ocorre no descanso passivo, <strong>o ócio criativo envolve atividades que trazem prazer e despertam a curiosidade.</strong> Entram nessa categoria ler sobre assuntos variados, praticar hobbies, explorar a natureza ou simplesmente permitir que a mente vagueie sem objetivos específicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O termo foi estruturado e popularizado pelo <a href="https://jornal.usp.br/cultura/domenico-de-masi-se-vai-mas-suas-licoes-ficam/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sociólogo italiano Domenico De Masi (falecido em 2023)</a>, em obra dedicada ao tema. Em linhas gerais, <strong>De Masi defendia que o ócio não deve ser visto como o oposto do trabalho, mas como parte fundamental de uma vida satisfatória.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o pensador italiano, o ócio criativo surge da combinação harmoniosa de três elementos essenciais: <strong>trabalho, estudo e lazer</strong>. Segundo ele, é por meio dessa integração que produzimos riqueza pelo trabalho, conhecimento pelo estudo e <a href="https://abqv.org.br/promocao-da-felicidade-do-trabalhador-e-estrategia-para-as-organizacoes/">alegria pela diversão.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A teoria de De Masi ganhou força especialmente ao questionar a cultura onde prevalece a crença de que trabalhar mais é sempre melhor, independentemente da produtividade real obtida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o <strong>ócio criativo se manifesta quando alguém tem insights enquanto passeia, conversa com amigos ou aprende algo novo fazendo algo prazeroso.</strong> Em última medida, essa perspectiva busca superar a separação tradicional entre &#8220;tempo de trabalho&#8221; e &#8220;tempo livre&#8221;.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>A diferença entre ócio criativo e procrastinação</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto a <strong>procrastinação representa o adiamento de responsabilidades</strong> importantes por meio de distrações improdutivas, <strong>o ócio criativo é uma escolha consciente e intencional.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a procrastinação geralmente vem acompanhada de sentimentos de culpa, <a href="https://abqv.org.br/ansiedade-no-trabalho/">ansiedade </a>e outras emoções negativas devido ao acúmulo de tarefas pendentes, como sustenta artigo publicado na revista científica <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12588926/"><em>Frontiers in </em></a><em><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12588926/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Psychiatry</a></em><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12588926/"><em>.</em></a><em><a href="#_msocom_1">[GH1]</a> </em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O ócio criativo tem propósito e planejamento</strong>. Trata-se de dedicar tempo deliberadamente para atividades que estimulam a mente e a criatividade, sem culpa envolvida, pois existe a consciência de que o retorno para desse tempo será positivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quais os benefícios desse tipo de prática?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fomentar o ócio criativo traz retornos positivos que vão muito além do <a href="https://abqv.org.br/sentimento-de-pertencimento-no-trabalho/">bem-estar individual</a>, gerando impactos para toda a estrutura corporativa, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>estímulo à inovação e à criatividade</strong>, uma vez que momentos de desconexão permitem que a mente processe informações e estabeleça conexões entre ideias aparentemente desconexas;</li>



<li><strong>redução do estresse</strong>, já que pausas intencionais ajudam a combater a fadiga cognitiva e emocional, criando um <a href="https://abqv.org.br/colaboradores-precisam-se-sentir-acolhidos-para-que-um-ambiente-de-trabalho-seja-seguro-e-saudavel/">ambiente mais equilibrado e saudável</a>;</li>



<li><strong>melhoria na tomada de decisões</strong>, pois profissionais que têm tempo para reflexão tendem a tomar decisões mais ponderadas, evitando escolhas baseadas apenas na urgência;</li>



<li><strong>aumento do engajamento e </strong><a href="https://abqv.org.br/como-diminuir-turnover/"><strong>da retenção de talentos</strong></a>, especialmente porque colaboradores que se sentem estimulados e respeitados em sua necessidade de <a href="https://abqv.org.br/equilibrio-saudavel/">equilíbrio entre vida pessoal e profissional </a>tendem a demonstrar maior comprometimento;</li>



<li><strong>ampliação do repertório cultural e intelectual</strong>, permitindo que os profissionais desenvolvam perspectivas mais abrangentes e tragam insights valiosos de diferentes áreas do conhecimento para seus projetos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Leia também: </em><a href="https://abqv.org.br/produtividade-toxica/"><em>De que forma a produtividade tóxica é capaz de afetar o bem-estar como um todo?</em></a><em></em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Como estimular o ócio criativo dentro e fora do trabalho?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para que o ócio criativo se torne parte da rotina, <strong>algumas estratégias práticas podem ser implementadas em diferentes espaços</strong>. Dentro do ambiente de trabalho, é possível:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>criar espaços dedicados ao descanso</strong>, como áreas de convivência onde os colaboradores possam compartilhar momentos;</li>



<li><strong>implementar políticas de pausas estruturadas</strong>, incentivando intervalos regulares sem que isso seja visto como falta de comprometimento;</li>



<li><strong>oferecer atividades complementares</strong>, como workshops, palestras sobre temas diversos ou sessões de <em>brainstorming</em> sem pressão por resultados imediatos;</li>



<li><strong>valorizar resultados em vez de horas trabalhadas</strong>, mudando o foco da <a href="https://abqv.org.br/mulheres-a-frente-da-gestao-e-da-promocao-da-saude-fortalecem-a-cultura-organizacional-e-a-torna-mais-inclusiva-e-diversa/">cultura organizacional </a>para a qualidade das entregas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Já no dia a dia fora do trabalho<strong>, o ócio criativo pode ser estimulado por meio de medidas que incluam</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>reservar tempo livre na agenda</strong>, tratando esses momentos com a mesma importância de compromissos profissionais importantes;</li>



<li><strong>explorar hobbies e interesses pessoais</strong>, dedicando tempo regular a atividades que trazem prazer e satisfação, como esportes ou qualquer forma de arte;</li>



<li><strong>praticar a desconexão digital</strong>, estabelecendo períodos do dia em que se está completamente <a href="https://abqv.org.br/burnout-digital/">livre de distrações tecnológicas</a> (o que pode ser bastante desafiador, principalmente quando se leva em conta que os <a href="https://www.bain.com/pt-br/about/media-center/press-releases/south-america/2023/brasileiros-querem-diminuir-tempo-de-tela-mas-passam-mais-de-9-horasdia-conectados/">brasileiros estão entre as populações mais conectadas do mundo</a>);</li>



<li><strong>buscar experiências novas</strong>, como visitar lugares diferentes, assistir a filmes de gêneros variados ou ler livros sobre temas inusitados;</li>



<li><strong>cultivar momentos de contemplação</strong>, inclusive para meditar ou deixar a mente vagar sem direcionamento específico.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, em um cenário em que a <a href="https://abqv.org.br/planejamento-estrategia-e-criatividade-sao-fundamentais-para-uma-comunicacao-assertiva-na-promocao-da-saude-dos-colaboradores/">criatividade e a capacidade de inovação </a>são <strong>diferenciais cada vez mais valorizados</strong>, investir no ócio criativo representa uma estratégia inteligente para alcançar resultados de modo saudável e duradouro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e saiba o que é verdade ou não quando falamos em <a href="https://abqv.org.br/cerebro-multitarefa/">cérebro multitarefa e quais os riscos de se trabalhar em muita coisa ao mesmo tempo.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como praticar ócio criativo nos dias de hoje, segundo Domenico de Masi</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://vocesa.abril.com.br/carreira/como-praticar-ocio-criativo-nos-dias-de-hoje-segundo-domenico-de-masi" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://vocesa.abril.com.br/carreira/como-praticar-ocio-criativo-nos-dias-de-hoje-segundo-domenico-de-masi</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ócio criativo: qual a relação com a produtividade no trabalho?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.gupy.io/blog/ocio-criativo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.gupy.io/blog/ocio-criativo</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ócio criativo: o que é e como ele impulsiona sua produtividade</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.ticket.com.br/blog/saude-e-bem-estar/ocio-criativo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.ticket.com.br/blog/saude-e-bem-estar/ocio-criativo</a></p>
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		<title>Saúde mental no trabalho: como acolher e encaminhar uma queixa de sofrimento psíquico e emocional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[atendimento psicológico]]></category>
		<category><![CDATA[clima organizacional]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando a saúde mental no trabalho vira pauta e o colaborador compartilha uma queixa relacionada ao sofrimento psíquico ou emocional, o modo como essa situação é manejada faz toda a diferença, inclusive na construção de um ambiente organizacional mais saudável<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Quando a saúde mental no trabalho vira pauta e o colaborador compartilha uma queixa relacionada ao sofrimento psíquico ou emocional, <strong>o modo como essa situação é manejada faz toda a diferença,</strong> inclusive na construção de um ambiente organizacional mais saudável e acolhedor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, <strong>compreender os impactos de tais complicações, identificar sinais de alerta e saber como proceder de forma adequada</strong> são competências essenciais para quem lidera ou faz a gestão de pessoas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O impacto das complicações de saúde mental no trabalho</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O adoecimento psíquico é algo relativamente comum na sociedade como um todo. O <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/depressao" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ministério da Saúde estima </a>que em torno de <strong>15% de toda a população terá ao menos um episódio depressivo ao longo da vida. </strong>Com isso, pode haver impactos significativos em todas as dimensões de um indivíduo, inclusive no âmbito profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, as questões relacionadas à saúde mental no trabalho geram consequências que extrapolam parâmetros individuais, afetando toda a dinâmica organizacional. Entre alguns dos principais impactos estão a <strong>elevação de custos, a queda na produtividade, o aumento do absenteísmo e a elevação das taxas de rotatividade</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme dados do <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-03/afastamentos-por-transtornos-mentais-dobram-em-dez-anos-chegam-440-mil" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ministério da Previdência Social</a>, <strong>os afastamentos por transtornos mentais duplicaram na última década. </strong>Enquanto em 2013 os registros eram de 203 mil casos, <strong>em 2024 foram mais de 440 mil </strong>(sobretudo por <a href="https://abqv.org.br/url-depressao-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">depressão,</a> <a href="https://abqv.org.br/ansiedade-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ansiedade</a> e <a href="https://abqv.org.br/burnout-digital/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>burnout</em></a>, entre outros quadros).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar disso, um dos maiores obstáculos para o enfrentamento adequado dessas questões é o estigma que ainda cerca os transtornos mentais. O preconceito faz com que muitos colaboradores evitem buscar ajuda por medo de serem vistos como fracos, incapazes ou inadequados para suas funções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa barreira invisível não apenas agrava o sofrimento individual, mas também <strong>impede que as organizações identifiquem e abordem gargalos </strong>que afetam o clima organizacional.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Os sinais de que algo pode não estar bem</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Antes que a queixa surja, notar sinais de que um colaborador está atravessando dificuldades relacionadas à saúde mental pode ser relevante para uma intervenção precoce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora cada pessoa reaja de maneira única ao sofrimento psíquico, alguns indicadores merecem atenção especial:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>mudanças comportamentais persistentes</strong> afetando o desempenho no trabalho, como alterações no <a href="https://abqv.org.br/empresas-precisam-estar-mais-atentas-ao-sono-de-seus-colaboradores/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">padrão de sono </a>(insônia ou sonolência excessiva) e no apetite;</li>



<li><strong>isolamento social progressivo</strong>, quando colaboradores que antes eram comunicativos passam a evitar interações e demonstram desinteresse por atividades que anteriormente consideravam prazerosas;</li>



<li><strong>oscilações frequentes de humor</strong>, acompanhadas de irritabilidade aumentada e dificuldade de concentração;</li>



<li><strong>queda no desempenho profissional</strong>, especialmente quando associada a faltas recorrentes, atrasos constantes ou à presença no ambiente de trabalho sem que haja condições para o trabalho (o chamado presenteísmo).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">É importante ressaltar que <strong>a presença de um ou mais desses sinais não confirma automaticamente a existência de um transtorno mental</strong>. Todavia, isso deve despertar a atenção para a necessidade de uma abordagem cuidadosa e empática por parte dos gestores e da equipe de RH.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Leia também: </em><a href="https://abqv.org.br/riscos-psicossociais-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Como “EPIs para a mente” amenizam riscos psicossociais nas empresas</em></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais as iniciativas adequadas para lidar com esse tipo de situação</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o colaborador manifesta uma queixa relacionada ao sofrimento psíquico ou emocional, o primeiro passo deve ser sempre o acolhimento respeitoso e livre de julgamentos. Ou seja, <strong>criar um espaço seguro onde a pessoa se sinta confortável para falar.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o acolhimento inicial, profissionais de RH devem adotar uma postura de escuta ativa, demonstrando empatia genuína e validando as aflições expressas pelo colaborador. Após essa primeira conversa, é fundamental encaminhar o colaborador para profissionais especializados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que contam com programas de assistência psicológica ou convênios com <a href="https://abqv.org.br/saude-mental-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">serviços de saúde mental </a>devem, dentro do viável, facilitar esse acesso imediatamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso a organização não disponha desses recursos internamente, é pertinente orientar o colaborador sobre como buscar apoio profissional na rede pública ou privada. Do mesmo modo, a organização deve dispor da assistência necessária em caso de <a href="https://abqv.org.br/afastamento-trabalho-doenca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">afastamento do trabalho</a>, conforme contrato de trabalho ou legislação vigente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do encaminhamento individual, <strong>avaliar se as condições de trabalho podem estar contribuindo para o sofrimento também faz parte de uma abordagem responsável.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobrecarga de tarefas, falta de reconhecimento e ambientes hostis são fatores que podem agravar ou desencadear problemas de saúde mental. Por isso, <a href="https://abqv.org.br/fazer-a-gestao-dos-fatores-psicossociais-do-trabalho-e-essencial-para-evitar-o-adoecimento-dos-trabalhadores/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">avalie e mitigue esse tipo de risco de modo apropriado.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">No mais, <strong>implementar ações preventivas torna-se igualmente crucial</strong>. Isso inclui promover programas educativos sobre saúde mental, realizar pesquisas de clima organizacional regularmente e capacitar lideranças para identificar sinais de alerta e conduzir conversas sobre o tema.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>Limites que devem sempre ser respeitados</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o acolhimento seja fundamental, <a href="https://abqv.org.br/atuacao-das-liderancas-e-fundamental-no-engajamento-dos-trabalhadores-e-na-promocao-da-qualidade-de-vida/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">profissionais de RH e líderes</a> precisam ter clareza sobre seus limites de atuação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>papel de ambos não é diagnosticar transtornos mentais nem atuar como médico ou psicólogo</strong>, mas sim oferecer suporte inicial e direcionar o colaborador para os canais adequados. Entre os principais cuidados que devem ser observados para isso estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>evitar perguntas invasivas </strong>sobre detalhes que não sejam diretamente relevantes para o encaminhamento, uma vez que questões específicas devem ser deixadas para profissionais de saúde mental;</li>



<li><strong>garantir confidencialidade</strong>, tratando informações com total discrição e compartilhando apenas com pessoas diretamente envolvidas no suporte ao caso, sempre com o devido consentimento;</li>



<li><strong>não tomar decisões precipitadas</strong>, como afastar o colaborador de suas funções sem uma avaliação adequada ou tratá-lo de forma diferenciada indevidamente, mantendo o equilíbrio entre cuidado e respeito à autonomia e dignidade da pessoa;</li>



<li><strong>estar ciente das responsabilidades legais</strong> relacionadas à saúde mental no trabalho, especialmente quando o sofrimento está relacionado a condições inadequadas de trabalho.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, abordar adequadamente as questões de saúde mental no trabalho exige sensibilidade, conhecimento e estrutura organizacional apropriada. <strong>Mais do que uma obrigação ou estratégia de gestão, trata-se de um compromisso com o bem-estar das pessoas que compõem a organização</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entenda agora por que <a href="https://abqv.org.br/saude-mental-e-tabu-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">quase metade dos profissionais considera que a saúde mental é um tabu no trabalho e o que deve ser feito para reverter isso.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Saúde mental: afastamentos dobram em dez anos e chegam a 440 mil</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-03/afastamentos-por-transtornos-mentais-dobram-em-dez-anos-chegam-440-mil" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-03/afastamentos-por-transtornos-mentais-dobram-em-dez-anos-chegam-440-mil</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A importância do cuidado com a saúde mental no ambiente de trabalho</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.gov.br/ebserh/pt-br/comunicacao/noticias/a-importancia-do-cuidado-com-a-saude-mental-no-ambiente-de-trabalho" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.gov.br/ebserh/pt-br/comunicacao/noticias/a-importancia-do-cuidado-com-a-saude-mental-no-ambiente-de-trabalho</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Atenção à saúde mental cobra novas práticas de gestão e combate a ambientes de trabalho tóxicos</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.tst.jus.br/-/aten%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-sa%C3%BAde-mental-cobra-novas-pr%C3%A1ticas-de-gest%C3%A3o-e-combate-a-ambientes-de-trabalho-t%C3%B3xicos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.tst.jus.br/-/aten%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-sa%C3%BAde-mental-cobra-novas-pr%C3%A1ticas-de-gest%C3%A3o-e-combate-a-ambientes-de-trabalho-t%C3%B3xicos</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Psychological Distress</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.peoplehum.com/glossary/psychological-distress" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.peoplehum.com/glossary/psychological-distress</a></p>
<p>O post <a href="https://abqv.org.br/saude-mental-no-trabalho/">Saúde mental no trabalho: como acolher e encaminhar uma queixa de sofrimento psíquico e emocional</a> apareceu primeiro em <a href="https://abqv.org.br">ABQV</a>.</p>
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		<title>Quiet cracking: o desgaste invisível que afeta a saúde mental e prejudica o desempenho profissional</title>
		<link>https://abqv.org.br/quiet-cracking-no-trabalho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jan 2026 13:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[burnout]]></category>
		<category><![CDATA[cultura organizacional]]></category>
		<category><![CDATA[engajamento]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental no tratabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se antes termos como burnout e quiet quitting dominavam as discussões sobre saúde ocupacional, um fenômeno ainda mais sutil e preocupante vem recebendo cada vez mais destaque: o quiet cracking (ou rachadura silenciosa, em tradução livre). Apesar de silencioso, ele<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Se antes termos como <em>burnout </em>e <em>quiet quitting </em>dominavam as discussões sobre saúde ocupacional, um fenômeno ainda mais sutil e preocupante vem recebendo cada vez mais destaque<strong>: o <em>quiet cracking</em> (ou rachadura silenciosa, em tradução livre).</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de silencioso, <strong>ele enfraquece lentamente a relação entre o colaborador e seu trabalho, </strong>gerando consequências profundas para indivíduos e organizações. Por isso, exige atenção urgente das lideranças e dos profissionais de recursos humanos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Entenda o que é o <em>quiet cracking</em></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>quiet cracking</em> pode ser compreendido como uma desconexão gradual e lenta no laço que vincula o colaborador ao <a href="https://abqv.org.br/saude-mental-e-tabu-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ambiente de trabalho</a> e aos objetivos e metas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo permanecendo no emprego e cumprindo as obrigações, o profissional afetado experimenta um sentimento persistente de infelicidade que aos poucos leva ao <strong>desengajamento, à queda no desempenho e à perda do</strong> <a href="https://abqv.org.br/sentimento-de-pertencimento-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">senso de pertencimento.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não se sabe ao certo a origem do termo, mas é possível apontar que ele ganhou força ao longo de 2025 devido ao contexto atual do mercado de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os <a href="https://abqv.org.br/fazer-a-gestao-dos-fatores-psicossociais-do-trabalho-e-essencial-para-evitar-o-adoecimento-dos-trabalhadores/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fatores que contribuem para o seu surgimento </a>estão as expectativas crescentes em torno do que se espera de um emprego, o aumento nas demandas profissionais e a falta de reconhecimento dentro do cargo ocupado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Diferenças entre <em>quiet cracking</em>, <em>burnout </em>e <em>quiet quitting</em></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora frequentemente comparados, esses três fenômenos têm características distintivas. O <strong><em>burnout </em>caracteriza-se principalmente pela exaustão física e emocional extrema, resultante de exposição prolongada a altos níveis de estresse</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É geralmente mais evidente, manifestando-se por meio de sintomas claros como fadiga intensa, esgotamento e incapacidade de manter o ritmo de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também é uma síndrome ocupacional reconhecida pela <a href="https://www.who.int/news/item/28-05-2019-burn-out-an-occupational-phenomenon-international-classification-of-diseases" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Organização Mundial da Saúde (OMS)</a> desde 2019 e oficialmente catalogada na <a href="https://icd.who.int/browse/2025-01/mms/pt#129180281" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Classificação Internacional de Doenças (CID-11)</a>, <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/saude/audio/2024-08/afastamento-por-sindrome-de-burnout-cresceu-1000-em-relacao-2014" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aparecendo cada vez mais como causa de afastamento do trabalho.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong><em>quiet quitting, por sua vez, </em>representa uma decisão deliberada de fazer apenas o mínimo necessário. </strong>O colaborador estabelece limites claros e conscientemente se recusa a ir além do que está em suas responsabilidades. É uma forma de desengajamento frequentemente intencional e perceptível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o <em>quiet cracking</em> é um termo recente associado às transformações no mundo do trabalho contemporâneo e pode passar despercebido por longos períodos. Entre os sinais de alerta mais comuns estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>mudanças sutis no comportamento e desempenho</strong>, com menos dedicação às tarefas do dia a dia ou maior número de erros;</li>



<li><strong>distanciamento emocional progressivo</strong>, com queda na participação em projetos coletivos e no entusiasmo;</li>



<li><strong>sensação de não ser ouvido</strong>, valorizado ou ter suas preocupações atendidas;</li>



<li><strong>insegurança sobre o futuro profissional</strong>, gerando ansiedade sobre perspectivas de crescimento e desenvolvimento.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Procurar identificar o <em>quiet cracking </em>precocemente é fundamental para prevenir consequências mais graves.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Leia também: </em><a href="https://abqv.org.br/riscos-psicossociais-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Riscos psicossociais e como “EPIs para a mente” podem reduzir a ameaça ao bem-estar nas empresas</em></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Impactos do <em>quiet cracking</em></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os impactos do <em>quiet cracking</em> vão muito <strong>além da esfera individual</strong>, gerando repercussões significativas para as organizações e para a economia toda, incluindo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>queda de produtividade</strong> por conta da redução do desempenho, com diminuição na qualidade e na quantidade do trabalho entregue;</li>



<li><strong>aumento da rotatividade</strong>, pois esses indivíduos estão mais propensos a buscar novas oportunidades de emprego, mesmo que não manifestem isso abertamente;</li>



<li><strong>prejuízos na </strong><a href="https://abqv.org.br/saude-mental-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>saúde mental</strong></a><a href="https://abqv.org.br/saude-mental-trabalho/">,</a> uma vez que o <em>quiet cracking</em> pode ser um primeiro estágio para quadros de <a href="https://abqv.org.br/url-depressao-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">depressão</a>, <a href="https://abqv.org.br/ansiedade-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ansiedade</a> ou mesmo <a href="https://abqv.org.br/burnout-digital/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>burnout;</em></a></li>



<li><strong>danos à </strong><a href="https://abqv.org.br/saude-mental-3/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>cultura organizacional</strong></a>, podendo gerar repercussão de experiências negativas capazes de comprometer a capacidade de atração e retenção de talentos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, <strong>abordar a questão é de extrema importância </strong>para que líderes e profissionais de gestão de pessoas possam planejar estratégias para combatê-la.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Como líderes podem identificar e reverter esse fenômeno</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Combater o <em>quiet cracking</em> exige uma abordagem proativa por parte das <a href="https://abqv.org.br/atuacao-das-liderancas-e-fundamental-no-engajamento-dos-trabalhadores-e-na-promocao-da-qualidade-de-vida/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">lideranças</a>, em conjunto sempre com os profissionais da área de recursos humanos. Algumas das medidas mais pertinentes incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>investir em desenvolvimento contínuo</strong> para despertar novos interesses e habilidades entre os colaboradores;</li>



<li><strong>promover diálogos abertos e regulares</strong>, construindo espaços seguros para que preocupações sejam expressas livremente;</li>



<li><strong>reconhecer e valorizar contribuições</strong>, destacando as conquistas de cada colaborador frente às metas propostas;</li>



<li><a href="https://abqv.org.br/habilidades-de-um-lider-mais-importantes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>capacitar gestores</strong></a> <a href="https://abqv.org.br/habilidades-de-um-lider-mais-importantes/"></a>para identificar mudanças sutis em comportamento, humor e desempenho;</li>



<li><strong>oferecer novas oportunidades e desafios</strong>, sobretudo diante de<a href="https://abqv.org.br/job-crafting/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> sinais de desengajamento</a>.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Espaços de trabalho que reconhecem a existência do <em>quiet cracking </em>e implementam <strong>medidas preventivas consistentes protegem seus colaboradores e ainda constroem culturas mais saudáveis</strong>, incorporando essa missão de modo efetivo em seus valores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite agora e confira como a <a href="https://abqv.org.br/produtividade-toxica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">produtividade tóxica é nociva ao bem-estar integral no trabalho.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quiet Cracking: Como Fenômeno Silencioso Prejudica a Produtividade e o Engajamento</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://forbes.com.br/carreira/2025/08/quiet-cracking-como-fenomeno-silencioso-prejudica-a-produtividade-e-o-engajamento-no-trabalho" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://forbes.com.br/carreira/2025/08/quiet-cracking-como-fenomeno-silencioso-prejudica-a-produtividade-e-o-engajamento-no-trabalho</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quiet cracking: a desconexão do profissional que coloca empresas em risco</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://vocerh.abril.com.br/politicasepraticas/quiet-cracking-a-desconexao-do-profissional-que-coloca-empresas-em-risco" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://vocerh.abril.com.br/politicasepraticas/quiet-cracking-a-desconexao-do-profissional-que-coloca-empresas-em-risco</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">‘Quiet cracking’ is spreading in offices: Half of workers are at breaking point, and it’s costing companies $438 billion in productivity loss</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://fortune.com/2025/08/18/quiet-cracking-workplace-culture-employees-burnout-disengagement-mental-health-billions-business-loss-managers-ai-promotions" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://fortune.com/2025/08/18/quiet-cracking-workplace-culture-employees-burnout-disengagement-mental-health-billions-business-loss-managers-ai-promotions</a></p>



<h6 class="wp-block-heading"><a></a>Assunto do momento: o que é (e por que preocupa) o quiet cracking?</h6>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://rhpravoce.com.br/redacao/o-que-e-e-por-que-preocupa-o-quiet-cracking" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://rhpravoce.com.br/redacao/o-que-e-e-por-que-preocupa-o-quiet-cracking</a></p>



<h6 class="wp-block-heading"><a></a>Quiet Cracking: ameaça invisível nas empresas</h6>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://rhportal.com.br/noticias/gestao-de-pessoas/quiet-cracking" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://rhportal.com.br/noticias/gestao-de-pessoas/quiet-cracking</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Text neck: entenda como a síndrome do pescoço de texto afeta o bem-estar dentro e fora do trabalho</title>
		<link>https://abqv.org.br/text-neck-sindrome-do-pescoco-de-texto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2026 12:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[dor nas costas]]></category>
		<category><![CDATA[ergonomia]]></category>
		<category><![CDATA[síndrome do pescoço de texto]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Itens como os smartphones revolucionaram nossa forma de trabalhar e nos comunicar. No entanto, essa transformação digital trouxe consigo o potencial de uma série de desconfortos físicos que, muitas vezes, passam despercebidos até desencadearem queixas sérias. Entre eles, o text<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Itens como os <em>smartphones</em> revolucionaram nossa forma de trabalhar e nos comunicar. No entanto, essa <strong>transformação digital trouxe consigo o potencial de uma série de desconfortos físicos que, muitas vezes, passam despercebidos</strong> até desencadearem queixas sérias. Entre eles, o <em>text neck</em> (síndrome do pescoço de texto) vem recebendo cada vez mais destaque.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele também é relevante em ambientes corporativos, onde o uso de dispositivos móveis é intenso e frequente. Por isso, <strong>cabe reforçar a importância de compreender o fenômeno e implementar medidas preventivas capazes de preservar a saúde e o bem-estar</strong> dos colaboradores, visando ambientes de trabalho mais saudáveis e produtivos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Afinal, o que é o <em>text neck</em> ou síndrome do pescoço de texto?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>text neck</em> é uma condição ortopédica caracterizada por <a href="https://abqv.org.br/dor-nas-costas-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dores e tensões na região do pescoço, ombros e parte superior das costas</a>, resultantes do <strong>uso prolongado e inadequado de dispositivos móveis como <em>smartphones, notebooks </em>e<em>tablets.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja: o termo, que em português significa &#8220;pescoço de texto&#8221;, foi cunhado para descrever especificamente os problemas causados pela postura incorreta ao digitar mensagens ou visualizar conteúdos nessas telas portáteis. Embora ainda não seja um diagnóstico oficial, é cada vez mais utilizado para descrever o incômodo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, quando a cabeça está em posição correta, com as orelhas alinhadas aos ombros, ela exerce determinado peso sobre pescoço e coluna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, <strong>com um grau de inclinação para frente</strong> (justamente aquele utilizado para digitar ou ler algo na tela), <strong>essa carga aumenta de modo significativo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal sobrecarga contínua compromete músculos, ligamentos e outras estruturas do pescoço e da parte superior da coluna, provocando desconfortos que, pouco a pouco, progridem para dores mais acentuadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale lembrar que os <strong>brasileiros estão entre os maiores usuários de telefone celular em todo o mundo. </strong>Dados obtidos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a partir de um estudo com 14 mil pessoas de 14 nações, incluindo o Brasil, apontam que <a href="https://static.poder360.com.br/2025/12/Como-as-pessoas-vivenciam-as-novas-tecnologias-e-a-IA-generativa.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">48% dos brasileiros passam mais de cinco horas por dia em contato com dispositivos eletrônicos.</a><a href="#_msocom_1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">[GH1]</a> </p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o IBGE (<a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/44032-no-brasil-88-9-da-populacao-de-10-anos-ou-mais-tinha-celular-em-2024" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</a>) indica que quase <strong>89% dos brasileiros com 10 anos ou mais possuíam um aparelho celular em 2024.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Que tipo de desconforto essa alteração costuma causar?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os sintomas mais característicos do<em> text neck</em> variam conforme a intensidade e a frequência do uso inadequado dos dispositivos móveis. De qualquer maneira, é comum que eles se manifestem por meio de queixas que incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>dor e rigidez no pescoço</strong>, especialmente na região cervical, que pode se intensificar com o passar do dia;</li>



<li><strong>tensão muscular nos ombros,</strong> que provoca uma sensação de peso ou aperto constante;</li>



<li><strong>dores de cabeça tensionais,</strong> localizadas principalmente na região de trás da cabeça;</li>



<li><strong>limitação no movimento do pescoço</strong>, com dificuldade para girar a cabeça ou olhar para cima;</li>



<li><strong>fadiga muscular crônica</strong>, que compromete a capacidade de manter a postura adequada por períodos prolongados;</li>



<li><strong>formigamento ou dormência nos braços e mãos</strong>, diante de possível compressão de nervos cervicais.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Junto dos sintomas físicos, a<em> text neck</em> pode desencadear consequências mais graves quando não tratada adequadamente. Entre os tratamentos mais utilizados estão medicamentos para aliviar a dor, além de sessões de fisioterapia e readequação da postura para evitar que o episódio se repita.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://abqv.org.br/rotina-de-habito-saudaveis-e-fundamental-para-trabalhador-ter-saude/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Leia também: Rotina de hábitos saudáveis é fundamental para ter saúde</em></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais os impactos da síndrome do pescoço de texto no trabalho?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os <strong>reflexos dessa condição transcendem o âmbito individual</strong>, afetando diretamente indicadores relevantes do desempenho coletivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista da <a href="https://abqv.org.br/workaholic-reduz-produtividade/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">produtividade,</a> colaboradores que sofrem com dores crônicas no pescoço e nos ombros apresentam redução na capacidade de trabalho, comprometendo o desempenho satisfatório das atividades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No longo prazo, <strong>a exposição prolongada a essa postura inadequada favorece o desenvolvimento de alterações estruturais precoces</strong>, incluindo artroses e hérnias de disco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o <em>text neck</em> contribui para o aumento do <a href="https://abqv.org.br/como-diminuir-o-absenteismo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">absenteísmo</a> e do <a href="https://abqv.org.br/presenteismo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">presenteísmo</a>. Enquanto alguns profissionais precisam se afastar temporariamente de suas funções para tratamento, outros continuam trabalhando mesmo com dor, caracterizando o presenteísmo (situação em que o colaborador está presente fisicamente, mas com capacidade laboral significativamente reduzida).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há também reflexos importantes na <a href="https://abqv.org.br/saude-mental-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">saúde mental.</a> A dor crônica é algo frequentemente relacionado a quadros de estresse, <a href="https://abqv.org.br/ansiedade-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ansiedade </a>e até <a href="https://abqv.org.br/url-depressao-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">depressão</a>, criando um ciclo vicioso que agrava tanto os sintomas físicos quanto emocionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exemplo disso é um <a>estudo publicado no periódico Pain, que mostrou que </a><a href="https://journals.lww.com/pain/abstract/2007/06000/mental_disorders_among_persons_with_chronic_back.13.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener">quadros depressivos e ansiosos são até duas vezes mais comuns </a><a href="#_msocom_2">[GH2]</a> entre quem enfrenta dor crônica nas costas e no pescoço.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Como as empresas podem prevenir e amenizar esse incômodo?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Evitar o <em>text neck</em> no ambiente corporativo depende de ações integradas que envolvam conscientização, adequação da ergonomia e mudanças comportamentais. Algumas iniciativas fundamentais incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>promover campanhas educativas sobre a <strong>importância da postura adequada</strong> em todas as situações;</li>



<li>implementar e reforçar a importância de <a href="https://abqv.org.br/uso-de-tecnologia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pausas durante a jornada de trabalho,</a> estimulando os colaboradores a <strong>realizarem alongamentos específicos para pescoço, ombros e coluna</strong>, preferencialmente com a devida supervisão profissional;</li>



<li>adequar postos de trabalho <a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/arquivos/normas-regulamentadoras/nr-17-atualizada-2022.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">conforme as normas sobre o tema</a>, de forma que <strong>monitores, teclados e cadeiras estejam posicionados adequadamente;</strong></li>



<li>incentivar a <a href="https://abqv.org.br/pratica-regular-de-atividade-fisica-auxilia-no-combate-as-doencas-cronicas-e-melhora-a-qualidade-de-vida/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">prática regular de exercícios físicos,</a> especialmente aqueles <strong>voltados para reforçar a musculatura e orientar uma melhor postura no dia a dia.</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Essas medidas, quando implementadas de forma consistente, contribuem ainda para a construção de uma <strong>cultura organizacional que valoriza a saúde integral.</strong> Por consequência, tal investimento é pertinente para reverter o peso dos custos diretos e indiretos relacionados a <a href="https://abqv.org.br/cultura-de-seguranca-e-de-saude-sao-fundamentais-para-a-prevencao-de-acidentes-e-doencas-ocupacionais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">indisposições ocupacionais.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, compreender e combater o <em>text neck</em> é mais um passo essencial para garantir ambientes de trabalho mais saudáveis e produtivos, alinhados a um compromisso genuíno com o <a href="https://abqv.org.br/empresas-precisam-desenvolver-olhar-humanizado-para-promover-a-qualidade-de-vida-dos-trabalhadores/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">bem-estar de cada membro das equipes.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e <a href="https://abqv.org.br/ergonomia-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">entenda outras razões para jamais ignorar a ergonomia no trabalho e assim fortalecer a qualidade de vida.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>Você conhece a síndrome do pescoço de texto?</h5>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://educacaomedica.afya.com.br/blog/voce-conhece-a-sindrome-do-pescoco-de-texto" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://educacaomedica.afya.com.br/blog/voce-conhece-a-sindrome-do-pescoco-de-texto</a></p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>Text Neck</h5>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.physio-pedia.com/Text_Neck#cite_note-1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.physio-pedia.com/Text_Neck#cite_note-1</a></p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>Text Neck Symptoms and Diagnosis</h5>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.spine-health.com/conditions/neck-pain/text-neck-symptoms-and-diagnosis" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.spine-health.com/conditions/neck-pain/text-neck-symptoms-and-diagnosis</a></p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>Mental disorders among persons with chronic back or neck pain: Results from the world mental health surveys</h5>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://journals.lww.com/pain/abstract/2007/06000/mental_disorders_among_persons_with_chronic_back.13.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://journals.lww.com/pain/abstract/2007/06000/mental_disorders_among_persons_with_chronic_back.13.aspx</a></p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>No Brasil, 88,9% da população de 10 anos ou mais tinha celular em 2024</h5>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/44032-no-brasil-88-9-da-populacao-de-10-anos-ou-mais-tinha-celular-em-202" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/44032-no-brasil-88-9-da-populacao-de-10-anos-ou-mais-tinha-celular-em-202</a></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>1º lugar Sessão de Pôsteres do 23º CBQV – SOBRECARGA DO TRABALHO VIRTUAL: PERCEPÇÕES, FRONTEIRAS E SOLUÇÕES</title>
		<link>https://abqv.org.br/sobrecarga-do-trabalho-virtual/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2025 22:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[burnout]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[gestão de pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[liderança no trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental no trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[sobrecarga virtual]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho remoto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>USP/FIA – Autores: Ana Cristina Limongi-França, Edson Miranda Martins, Thiago Gruber, Paulo Mendes, Bárbara Freitag, Ana Carlota France, Manuel Athanazio INTRODUÇÃO Qualidade é o atributo de excelência das atividades, produtos, serviços e insumos das mais diversas origens e perspectivas. A<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">USP/FIA – Autores: Ana Cristina Limongi-França, Edson Miranda Martins, Thiago Gruber, Paulo Mendes, Bárbara Freitag, Ana Carlota France, Manuel Athanazio</p>



<h3 class="wp-block-heading">INTRODUÇÃO</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Qualidade é o atributo de excelência das atividades, produtos, serviços e insumos das mais diversas origens e perspectivas. A Qualidade quando relacionada ao trabalho coletivo ou individual refere-se a resultados ótimos, seguros, padronizados, que satisfazem os desejos, expectativas e necessidades com segurança, saúde e sustentabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sobrecarga do trabalho não traz qualidade nem pessoal, nem organizacional, pois trata-se de acúmulo de entregas, processos sob pressão, metas incompatíveis com tempo, cargos, competências e contratos. Este é um fenômeno que gera adoecimento e problemas de natureza pessoal, produtiva, da comunidade e da sociedade como um todo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fenômeno da sobrecarga virtual apresentou imenso impacto durante e após a Pandemia Covid-19 em decorrência dos fatores psicossociais sanitários. Milhões de decisões simultâneas em todo mundo foram tomadas com ênfase na emergência e sustentadas por confiança, realinhamento do contrato psicológico de trabalho, engajamento, dedicação, parcerias e performances de relacionamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sobrecarga virtual do trabalho pode levar a vários tipos de transtorno mental, entre eles o Burnout. Os transtornos mentais são situações individuais de alteração no comportamento social e afetivo decorrente de fatores emocionais, neurológicos, físicos, familiares, sociais, econômicos, ambientais e das características do trabalho em si.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observa-se que há grande capacidade inovadora de natureza tecnológica, lideranças, comunicação e busca da sobrevivência de pessoas, negócios e vida.</p>



<h3 class="wp-block-heading">OBJETIVOS</h3>



<ol start="1" style="list-style-type:lower-alpha" class="wp-block-list">
<li>Demonstrar a importância dos impactos negativos para Qualidade de Vida relacionada ao trabalho em atividade remota, síncrona e ao vivo.</li>



<li>Apresentar parte dos resultados das percepções de trabalhadores docentes e gestores durante a Pandemia Covid-19.</li>



<li>Descrever fatores que impactam positivamente e negativamente a Qualidade de Vida das Pessoas que realizam atividades virtuais.</li>



<li>Relatar dados qualitativos sobre a importância da atividade realizada para a Qualidade de Vida de Terceiros e da Sociedade.</li>



<li>Fortalecer a visibilidade das dimensões biológicas, psicológicas, sociais e organizacionais no estudo de fatores psicossociais, tanto os riscos, como as ações.</li>



<li>Relacionar os achados da pesquisa à Agenda do Clima, com ênfase nos ODS 1: Pobreza, 4: Educação e 8: Trabalho.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: <a href="https://h12sse.blogspot.com/2015/01/empregados-lutam-com-o-excesso-de.html">https://h12sse.blogspot.com/2015/01/empregados-lutam-com-o-excesso-de.html</a></p>



<h3 class="wp-block-heading">MÉTODO, PROTOCOLO E ACHADOS</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Foi utilizado o protocolo &#8220;Trabalho Virtual e suas consequências para sobrecarga&#8221; (<a href="http://www.nucleogqvt.com.br">www.nucleogqvt.com.br</a>). Apresenta-se aqui recortes da pesquisa, que já foi submetida a fóruns internacionais sobre educação, saúde ocupacional e gestão de pessoas. Obteve-se aproximadamente 800 respostas válidas entre maio e dezembro de 2020. Mais da metade dos respondentes trabalhava em instituições públicas (50,2%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Achados da pesquisa realizada de forma remota, com formulário Google Forms:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>66,5% perceberam mais horas de atividades no modo virtual do que presencial.</li>



<li>63,5% dedicaram muito mais horas ao trabalho e às obrigações domésticas.</li>



<li>71,6% relataram maior carga cognitiva (dados e informações) e afetiva (emoções e sentimentos).</li>



<li>75,3% perceberam excesso de trabalho.</li>



<li>60% deram notas entre 7 e 9 sobre satisfação profissional, com 25,8% pontuando 8.</li>



<li>75% dos docentes atribuíram notas entre 8 e 10 sobre a importância do trabalho para sua qualidade de vida pessoal e familiar, com 27,8% dando nota 9.</li>



<li>92,7% utilizaram equipamentos próprios para trabalhar.</li>



<li>50,4% sentiram-se amparados pela instituição de ensino superior (IES).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Estes achados e dezenas de pesquisas semelhantes inspiraram diretrizes para ações, programas e medidas de proteção, reparação e educação diante da sobrecarga do trabalho virtual.</p>



<h3 class="wp-block-heading">FATORES PROTETIVOS – Adaptado de Frank Pot – Arbeid University</h3>



<h3 class="wp-block-heading">DISCUSSÃO</h3>



<p class="wp-block-paragraph">I – Fatores de Qualidade de Vida Protetivos para Riscos Psicossociais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A busca da qualidade de vida como indicador de saúde mental no trabalho.</li>



<li>Autoestima e heteroestima como pré-requisito.</li>



<li>Segurança psicológica: nada é só psicológico.</li>



<li>Bem-estar, respeito e dignidade no trabalho como competência profissional.</li>



<li>Alimentação, carga de trabalho e estilo de vida no trabalho incluídos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">II – Políticas e Valores:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Avaliar continuamente atividades que geram bem-estar ou causam mal-estar.</li>



<li>Usar o tempo livre sem trabalhar.</li>



<li>Reduzir até eliminar a sobrecarga do trabalho virtual.</li>



<li>Repor energia com descanso, como sono, relaxamento e ausência real.</li>



<li>Observar os sinais do corpo: mal-estar contínuo, dores, somatizações, mau humor.</li>



<li>Diagnosticar possíveis TAG: Transtorno de Ansiedade Generalizada.</li>



<li>Atuar com presença de realização e companheirismo.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">ROTAS PARA GESTÃO DE FATORES PROTETIVOS</h3>



<p class="wp-block-paragraph">I – Fundamentar a saúde como completo bem-estar psicológico, biológico e social, e não apenas ausência de doença.<br>II – Observar que o comportamento humano não acontece ao acaso, sendo direcionado por necessidades e interesses pessoais, coletivos e situacionais.<br>III – Durante o trabalho, há necessidades pessoais a serem atendidas e integradas ao contrato psicológico de trabalho.<br>IV – Cultura organizacional e subculturas interferem diretamente nos fatores psicossociais.<br>V – Hierarquia, processos e alçadas da organização trazem fatores de pressão e competitividade.<br>VI – Saúde mental e liderança ativa requerem compreensão da cultura organizacional e sincronia com o ambiente econômico e o potencial criativo das pessoas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">CONCLUSÕES</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os desafios atuais e futuros da Gestão da Qualidade de Vida no Trabalho, incluindo demandas de saúde mental das organizações e pessoas, enfrentam com grande potência os novos desafios da sociedade global. O tema sobrecarga do trabalho virtual será alinhado à ênfase no método, ferramentas, inovação e alta tecnologia a serviço das pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É necessário compreender e preparar o uso da combinação da linguagem codificada, tecnológica e universal com os processadores de Inteligência Artificial para textos, audiovisuais e outras aplicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estilos de liderança autênticos, humanizados e humildes são indispensáveis para validar os princípios da Qualidade e Excelência, consolidando a gestão para melhores condições de vida no trabalho remoto ao vivo, síncrono e em equipes virtuais, com redução da sobrecarga e prática da produtividade saudável, feliz, sustentável e inspiradora, integradas à Agenda do Clima e aos ODS 1: Pobreza, ODS 4: Educação e ODS 8: Trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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