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	<title>Arquivo de Sem categoria | ABQV</title>
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	<description>Associação Brasileira de Qualidade de Vida</description>
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		<title>Encontro ABQV reúne profissionais para debater novos caminhos de enfrentamento à obesidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 20:55:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Evento, realizado no Beneficência Portuguesa, em São Paulo, discutiu caminhos, soluções e impactos do avanço da doença A obesidade e suas múltiplas implicações para a saúde pública, empresas e bem-estar estiveram no centro do encontro promovido pela Associação Brasileira de<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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<p>Evento, realizado no Beneficência Portuguesa, em São Paulo, discutiu caminhos, soluções e impactos do avanço da doença</p>



<p>A obesidade e suas múltiplas implicações para a saúde pública, empresas e bem-estar estiveram no centro do encontro promovido pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), realizado no hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, no último 29 de abril. O evento reuniu especialistas de diferentes áreas para discutir desafios, lacunas no sistema de saúde e possíveis caminhos para enfrentar uma condição cada vez mais prevalente e complexa.</p>



<p>Com o tema “Obesidade e novos modelos de abordagem”, o encontro contou com a participação da vice-presidente da ABQV, Grácia Fragalá, e dos especialistas José Henrique Castro, Maria Edna de Melo, Kátia Audi, Débora Kinoshita Kussunoki, Elaine Brégola e Rosicler Rodriguez, mediadora do evento!</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> <strong>Epidemiologia mostra avanço da obesidade e correlação com outras doenças</strong></h2>



<p>Os dados apresentados por José Henrique Castro, médico do trabalho especialista na LWART Soluções Ambientais com gestão em saúde ocupacional e qualidade de vida, evidenciam a magnitude e a rápida evolução da obesidade como um dos principais desafios de saúde pública no Brasil e no mundo.</p>



<p>No Brasil, 68% da população adulta apresenta excesso de peso, enquanto 31% vive com obesidade — o equivalente a aproximadamente um em cada três brasileiros. O cenário é agravado pelo crescimento acelerado da condição, com aumento de 72% na prevalência em apenas 13 anos.</p>



<p>No contexto global, estima-se que, em 2025, 2,3 bilhões de adultos estejam com excesso de peso, sendo 700 milhões com obesidade (IMC ≥ 30 kg/m²). As projeções indicam que, até 2030, esse número pode chegar a 1,13 bilhão — um aumento de 115% em relação a 2010. Além disso, a obesidade está associada a cerca de 1,6 milhão de mortes prematuras por ano, superando os óbitos por acidentes de trânsito.</p>



<p>A progressão dos casos mais graves também preocupa. A obesidade classe II ou superior deve crescer até 2030 especialmente no Pacífico Ocidental (+362%) e no Sudeste Asiático (+301%), seguidos por África e Mediterrâneo (+215%) e Américas (+116%), reforçando o caráter global da epidemia.</p>



<p>Débora Kinoshita Kussunoki, médica psiquiatra com atuação em obesidade, síndrome metabólica e transtornos alimentares, destacou que o avanço da obesidade ocorre em paralelo ao aumento dos transtornos mentais, evidenciando a complexidade do problema.</p>



<p>Globalmente, os transtornos mentais atingiram cerca de 970 milhões de pessoas em 2019, com crescimento significativo após a pandemia de Covid-19, incluindo aumento de mais de 18% nos casos de depressão e 19% de ansiedade entre 2019 e 2021.</p>



<p>A relação entre obesidade e saúde mental foi destacada como bidirecional: pessoas com obesidade têm maior risco de desenvolver transtornos psiquiátricos, enquanto condições como depressão aumentam em até 71% a probabilidade de obesidade.</p>



<p>A psiquiatra também ressaltou que essa interseção ainda é pouco abordada de forma integrada. Pacientes com obesidade apresentam maior prevalência de transtornos psiquiátricos, o que impacta diretamente a adesão ao tratamento e os resultados clínicos.</p>



<p>O estigma foi apontado como um dos principais entraves. Mais de 50% dos pacientes com obesidade relatam experiências negativas com profissionais de saúde, e muitos evitam buscar atendimento por esse motivo.</p>



<p>Outro ponto central foi o impacto do reconhecimento — ou da falta dele — da obesidade como doença. Quando não reconhecida, há culpabilização do paciente, ausência de tratamento adequado, subnotificação em prontuários, negativa de cobertura por planos de saúde e abandono do cuidado. Por outro lado, o reconhecimento formal permite uma abordagem clínica estruturada, amplia o acesso a terapias eficazes, garante acompanhamento adequado e fortalece o vínculo terapêutico, melhorando a adesão ao tratamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> <strong>Desafios no acesso ao tratamento</strong></h2>



<p>Durante sua apresentação, Maria Edna de Melo, especialista em Endocrinologia e Metabologia titulada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, destacou lacunas importantes no cuidado à obesidade no Brasil. Entre os principais desafios estão a ausência de medicamentos para tratamento da obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS) e o alto custo das terapias disponíveis, que podem ultrapassar R$ 1.700 por mês.</p>



<p>Outro ponto crítico é o acesso à cirurgia bariátrica, ainda limitado por longas filas e pela falta de critérios mais eficientes de priorização. A especialista reforçou que programas estruturados de mudança de estilo de vida, com acompanhamento contínuo e equipe multiprofissional, são a base do tratamento e precisam ser ampliados.</p>



<p>Kátia Audi Curci, Assessora de Estímulo à Inovação e Avaliação da Qualidade Setorial da ANS (Agência Nacional de Saúde), trouxe a visão regulatória sobre o tema. Segundo ela, o modelo assistencial vigente foi estruturado para condições agudas, e não para o cuidado contínuo. Isso gera fragmentação, foco em procedimentos em vez de desfechos, baixa coordenação entre níveis de atenção e atuação predominantemente reativa.</p>



<p>Como consequência, há baixa efetividade no manejo de condições crônicas como a obesidade, além de custos elevados, menor eficiência e pior experiência para o beneficiário. Em síntese, o sistema ainda está voltado para tratar eventos, e não para cuidar das pessoas ao longo do tempo.</p>



<p>Como alternativa, ela destacou a necessidade de migrar para um modelo de cuidado contínuo, estruturado e centrado no paciente. Esse modelo começa com a identificação precoce de riscos, com olhar ampliado além do IMC, seguido por acompanhamento contínuo, coordenação do cuidado e avaliação de desfechos clínicos, qualidade de vida e uso de serviços.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> <strong>Caminhos possíveis</strong></h2>



<p>Dra. Elaine Brégola, médica especialista em ginecologia e obstetrícia, com atuação em auditoria médica e responsável técnica pelos planos de saúde da Fundação Copel, apresentou uma perspectiva prática sobre o enfrentamento da obesidade na saúde suplementar.</p>



<p>A médica apresentou um programa baseado na metodologia Slimpass, estruturado a partir de um modelo preventivo e multidisciplinar. Em três anos, foram reduzidos mais de 5 toneladas de peso, com mais de 800 pacientes atendidos. O programa também gerou redução significativa de custos para a operadora e diminuição de doenças associadas, como a Hipertensão Arterial.</p>



<p>A apresentação também destacou o desafio crescente da incorporação de novas terapias, especialmente farmacológicas, reforçando a necessidade de equilíbrio entre inovação, acesso e sustentabilidade no sistema de saúde.</p>
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		<title>O amor também é qualidade de vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jun 2025 17:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[escuta ativa]]></category>
		<category><![CDATA[feliz]]></category>
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		<category><![CDATA[relações]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde integral]]></category>
		<category><![CDATA[vínculos afetivos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Ana Carolina Peuker* Quando falamos em bem-estar, muitas vezes pensamos em alimentação, sono, atividade física, saúde emocional. Mas há um pilar essencial por trás de tudo isso: as relações que cultivamos ao longo da vida. No Dia dos Namorados,<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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<p>Por Ana Carolina Peuker*</p>



<p>Quando falamos em <strong>bem-estar</strong>, muitas vezes pensamos em alimentação, sono, atividade física, saúde emocional. Mas há um pilar essencial por trás de tudo isso: as relações que cultivamos ao longo da vida.</p>



<p>No Dia dos Namorados, celebramos o <strong>amor</strong> em todas as suas formas e, com ele, a importância de <strong>vínculos afetivos</strong> <strong>saudáveis</strong> para uma <strong>vida mais equilibrada</strong>, com mais <strong>saúde</strong>, propósito e alegria.</p>



<p>Essa não é apenas uma percepção subjetiva, é um dado cientificamente sustentado. O estudo de desenvolvimento adulto de Harvard, que acompanha pessoas há mais de 85 anos, revelou que <strong>relacionamentos de qualidade</strong> são o fator mais determinante para uma vida longa, saudável e <strong>feliz</strong>. Mais do que dinheiro, fama ou status, o que realmente protege o corpo e a mente é o afeto genuíno, a sensação de pertencimento e o apoio mútuo.</p>



<p>Essas descobertas nos ajudam a entender por que cuidar das nossas relações, inclusive nas organizações, é uma estratégia de bem-estar tão poderosa.</p>



<p>No <strong>ambiente de trabalho</strong>, vínculos respeitosos e<strong> relações baseadas em confiança e empatia</strong> criam espaços emocionalmente seguros, fortalecem a colaboração e reduzem o risco de adoecimento. Fora do trabalho, o apoio emocional de uma relação amorosa estável, respeitosa e nutritiva pode ser um verdadeiro antídoto contra o estresse e a sobrecarga.</p>



<p>Amor que faz bem é aquele que respeita, que cuida, que se expressa em gestos cotidianos. Não se trata de perfeição, mas de presença. De conversas honestas, gentilezas espontâneas, escuta ativa e vontade de seguir cultivando a relação mesmo nos dias difíceis.</p>



<p>Neste Dia dos Namorados, nosso convite é simples e profundo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Reforce os vínculos que fazem bem.</li>



<li>⁠Invista tempo e afeto nas relações que sustentam você.</li>



<li>⁠<strong>Valorize o amor </strong>como parte da sua<strong> saúde integral</strong>.</li>
</ul>



<p>Porque amar e ser amado é, também, uma forma de se cuidar. Relações saudáveis, no trabalho e na vida, são um dos caminhos mais sólidos para uma vida com mais qualidade e sentido.</p>



<p>Feliz Dia dos Namorados!</p>



<p>Com afeto, presença e bem-estar.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="493" height="776" src="https://abqv.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Ana-Carolina-Peuker.jpeg" alt="" class="wp-image-53643" style="width:191px;height:auto" srcset="https://abqv.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Ana-Carolina-Peuker.jpeg 493w, https://abqv.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Ana-Carolina-Peuker-191x300.jpeg 191w, https://abqv.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Ana-Carolina-Peuker-48x75.jpeg 48w, https://abqv.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Ana-Carolina-Peuker-480x756.jpeg 480w" sizes="(max-width:767px) 480px, 493px" /></figure>



<p><em>*Ana Carolina Peuker é PhD e pós-doutora em Psicologia e diretora de Mercado e Expansão da ABQV</em></p>
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