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19º CBQV - Saúde financeira e qualidade de vida andam lado a lado

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Planejamento é necessário para manter equilibrados saúde, bem-estar e expectativas

Ter uma boa qualidade de vida é algo muito subjetivo. Diversos fatores podem estar envolvidos neste aspecto e devem ser considerados quando o assunto é o bem-estar.

Para alguns, ter muito dinheiro é essencial, já outros podem achar muito importante morar em um local melhor, ter a família por perto ou ser bem-sucedido no trabalho. A qualidade de vida indica o nível das situações básicas para um ser humano viver bem e o bem-estar financeiro é um dos aspectos que desempenha um importante papel neste cenário.

Independentemente das metas de vida de cada um, segundo o neurocirurgião, educador financeiro e escritor Francinaldo Gomes, que fez a conferência “Enriquecer faz bem à saúde”, no primeiro dia 19º Congresso Brasileiro de Qualidade de Vida (CBQV), promovido pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), entre os dias 17 e 20 de maio, as finanças devem estar sempre saudáveis para que o resto se mantenha estável.

“Apesar de não ser prioridade para muita gente, a saúde financeira e a qualidade de vida andam lado a lado”, explicou o Gomes, que é autor do livro que tem o mesmo nome de sua palestra, onde mostra uma estratégia para a independência financeira que permite se trabalhar com o que se gosta, com tempo para cuidar da família, dos amigos e da saúde.

Gomes disse que, de fato, muitas coisas boas da vida não precisam ser compradas. Entretanto, para se ter um bem-estar mínimo, alguns itens são indispensáveis e precisam ser adquiridos.

Se considerarmos o conforto como característica importante para a satisfação, por exemplo, pode-se concluir que ter qualidade de vida pode custar caro.

“Isso não significa que é necessário ganhar muito dinheiro para ser feliz. Mas ter uma base financeira sólida é importante para alcançar os objetivos que você julga importantes para viver melhor”, frisou o neurocirurgião.

Nesse sentido, a educação financeira pode lhe auxiliar, já que o conhecimento e o planejamento são ótimas estratégias para o bem-estar econômico, independente do salário recebido.

O escritor informou que viver bem com o que se ganha é um grande desafio para muitas pessoas. Para se blindar desse problema é preciso contar com um bom planejamento financeiro.

Sendo assim, um controle econômico eficiente deve permitir o pagamento das contas atuais e garantir uma reserva para o futuro. Para isso, ter conhecimento sobre finanças e uma boa educação financeira, é primordial.

“Há uma relação direta entre o nível de conhecimento financeiro e a redução das situações de estresse referentes às finanças. Indivíduos mais conscientes quanto à sua condição econômica demonstram menor preocupação com endividamentos e riscos em investimentos ruins”, alertou Gomes.

Esse indicador demonstra a grande influência de um bom planejamento financeiro sobre a qualidade de vida, que, segundo o especialista, é fundamental para manter uma vida mais equilibrada e alinhada às suas expectativas.

“A meta de enriquecer e viver bem é possível quando se estrutura a árvore da riqueza com raízes profundas e sólidas, fincadas na otimização do tempo, no planejamento financeiro, que é o que deve nutrir suas finanças, para que sua árvore cresça e dê bons furtos”, destacou o neurocirurgião.

Segundo Gomes, o equilíbrio financeiro é uma forma de manter a qualidade de vida  e há formas mais acessíveis para se conquistar uma vida mais satisfatória financeiramente na sua visão, como comprar as coisas no atacado,  viajar pagando menos; usufruir de bens sem precisar ser dono, como uso de carro por assinatura; programas de cashback; compras on-line; aproveitar o custo pela oportunidade ao realizar uma aquisição material; e utilizar instituições digitais.  

“Para sermos saudáveis financeiramente precisamos gastar menos do que ganhamos, poupar parte dos recursos e investir para multiplicar. Além disso, precisamos estar preparados para adversidades e nos permitir ter prazeres de forma planejada. Por isso, devemos fazer uma gestão financeira para ter uma vida satisfatória e com qualidade”, garantiu o escritor, para quem aprender a investir melhor seu dinheiro e tomar boas decisões de investimentos, de acordo com o planejamento pessoal, é a melhor maneira de seu dinheiro trabalhar para se conquistar os objetivos financeiros.

Para isso, Gomes propõe fazer investimentos mais seguros, como em títulos do Tesouro Nacional, ter um bom seguro de vida e de acidentes pessoais e manter o controle do caixa para tentar garantir recursos capazes de pagar as contas por um ano, pelo menos, para que caso fique impedido de gerar renda, tenha recursos o suficiente para manter a si, a família e a qualidade de vida. 

“Os problemas financeiros causam preocupações, estresse, desmotivação e falta de concentração no desenvolvimento das atividades profissionais, além de prejudicar o lazer, a qualidade da alimentação e da educação dos filhos, influenciando nos níveis de satisfação e de bem-estar no trabalho, inclusive”, afirmou o educador financeiro.

Satisfação profissional

O fator qualidade de vida no trabalho, por sua vez, apresenta correlações elevadas para as dimensões dos indicadores econômicos, psicológicos e sociológicos, segundo Gomes e por isso as organizações precisam planejar a implantação de um programas de saúde e bem-estar, com enfoque preventivo, baseado numa proposta de avaliação e manutenção do nível de satisfação dos colaboradores.

Ele explicou que as organizações são constituídas por pessoas e o objetivo de qualquer indivíduo é um dia a dia satisfatório e recompensador, que proporcione o sentimento de realização pessoal e coletivo.

“Todas as empresas têm a responsabilidade de participar de maneira saudável desse processo, contribuindo para desenvolver trabalhadores mais felizes e completos”, ressaltou Gomes.

Assim como Judd Allen, que fez a palestra magna na abertura do CBQV, Francinaldo Gomes afirmou que não adianta as organizações definir ações para uma cultura saudável se não existe suporte adequado para os colaboradores. Para que os programas de qualidade de vida sejam efetivos, ele alegou ser importante trabalhar também estratégias de incentivo e estímulo, para que o engajamento seja satisfatório e os resultados sejam alcançados.

“Os programas de QV contribuem para aumentar a produtividade das pessoas e das empresas, bem como para motivá-las a crescer, prosperar e tornarem-se seres humanos melhores. Motivação, produtividade e propósito são requisitos necessários para quem deseja enriquecer com saúde. Portanto, o enriquecimento por meio da educação financeira e os ganhos obtidos com os programas de qualidade de vida ajudam as pessoas a atingirem os mesmos objetivos”, garantiu Gomes.

Educação financeira

Para o diretor de diretor de Educação e Conhecimento na ABQV, Eduardo Bahia Santiago, as pessoas não criaram o hábito de se planejar financeiramente, pois as escolas não ensinam, assim como as famílias também não e muito menos o governo, por isso, a maioria ainda se endivida constantemente e não sabe como sair dessa situação.

“A gestão financeira nos permite viver com menos preocupações geradas pela falta de dinheiro reservado, além de trazer autonomia as nossas decisões e permitindo-nos planejar o nosso futuro e o de nossos filhos. Resumindo, a gestão financeira é necessária para deixarmos a vida em equilíbrio”, afirmou Bahia.

A diretora de Eventos na ABQV, Cecília Cibella Shibuya, concordou e lembrou que é essencial refletir sobre o que é qualidade de vida para cada um e o que é necessário para obtê-la.

Assim, para ela, trabalhar demais, alcançar diversos objetivos pessoais e não ter tempo para desfrutar deles não é saudável. Viver no limite, sempre almejando ter uma vida mais tranquila e confortável, mas não se esforçar para isso, também não é interessante.

“Buscar qualidade de vida é uma das maiores metas do ser humano. O que muitos se esquecem é que esse estado de espírito também está associado à saúde financeira e, se mal resolvido, pode impactar diretamente a nossa vida”, alertou Cecília.

Uma família com boa saúde financeira tem mais qualidade de vida, isso é certo, principalmente na questão mental.

Por isso, explicou Bahia, quando se fala em de saudabilidade financeira, a saúde mental precisa estar em dia igualmente. “Quem vive estressado, focado nas preocupações financeiras, não consegue ter qualidade de vida”, concluiu.

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