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Palestrantes do 20º CBQV destacam que os novos modelos de trabalho desafiam as formas de controle e as relações de confiança

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Marcia Agosti e Glauco Callia vão debater no evento os caminhos para ajudar as empresas na trajetória de promoção da qualidade de vida

O 20º Congresso Brasileiro de Qualidade de Vida (CBQV), promovido pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), entre os dias 4 e 5 de outubro, em formato híbrido, no Instituto de Ensino e Pesquisa Sírio-Libanês, em São Paulo, contará com a participação de especialistas e lideranças que atuam em empresas e instituições internacionais, com vasta experiência na promoção à saúde e bem-estar dos profissionais nas organizações.

“Será uma honrosa oportunidade de voltar a debater de forma aprofundada os caminhos e meios que podemos construir para ajudar as empresas na trajetória de promoção da qualidade de vida de seus profissionais”, revela Marcia Agosti, médica, pós-graduada em Saúde Pública e Epidemiologia e em Saúde Ocupacional e consultora médica corporativa para a América Latina e Gerenciamento de Riscos à Saúde na General Eletric (GE), que irá participar da mesa-redonda “Visão das novas configurações do trabalho e soluções em qualidade de vida”, na manhã do primeiro dia do 20º CBQV.

Ela explica que o trabalho representa 80% do tempo de vida dos trabalhadores e esse ambiente tem o papel social de educar as pessoas para o bem-estar, além da obrigação de oferecer um local e um ambiente laboral seguro e saudável, promotor de saúde. Já as empresas devem buscar não somente o empregado com uma experiência diferenciada, e sim ser:

  • Inclusivas;
  • Integradoras do ser humano de forma genuína;
  • Promotoras de segurança física e emocional; e
  • Ser espaços onde as pessoas sentem prazer em estar, tendendo a permanecer por mais tempo.

Sobre os novos modelos de trabalho decorrentes da intensa digitalização e da pandemia, a médica conta que eles desafiam as formas de controle e as relações de confiança entre liderados e líderes.

“As facilidades trazidas pelo home office e também pelo formato híbrido como oportunidade de usar as horas de deslocamento em atividades saudáveis, alimentação mais equilibrada, ajuste de horários para maior convivência com a família, sem dúvidas trouxeram um olhar de ‘humanização’ dos trabalhadores e uma integração com seu ‘ser integral’. Afinal as empresas passaram a fazer parte de seu ambiente doméstico. Por outro lado, promoveu a necessidade de revisão das relações humanas de trabalho. Todos tiveram oportunidade de ajustar-se ao modelo, adequando horários, funções domésticas e claro, qualidade de vida”, salienta Marcia.

Olhar atento

Glauco Callia, médico, especialista em Medicina do Trabalho e chefe global de Governança, Planejamento e Capacidade de Saúde e Bem-Estar na GSK, que estará na mesa-redonda com Marcia, também comenta que a partir de indicadores é possível dizer que os novos modelos de trabalho mostram haver aspectos que precisam do olhar atento por parte das organizações para reverter os possíveis impactos ao bem-estar dos colaboradores.

“Um dos programas de qualidade de vida que eu gerenciava relacionado a exercícios físicos demonstrou que o modelo hibrido carrega em si um maior risco para sedentarismo, quando comparado ao presencial. Do ponto de vista de sobrecarga cognitiva, o home office diminui a interação entre as equipes, levando a um maior conflito, resultado de um menor senso de empatia dos que não se tem contato. Também há uma significativa perda de propósito e senso de pertencimento por parte de novos funcionários que já entram nas empresas sob um modelo hibrido com mais peso para o trabalho remoto”, pondera o médico.

Propósito

Em sua participação no 20º CBQV, Callia revela que vai apresentar:

  • Dados sobre indicadores de estresse organizacional relacionados ao período pré e pôs pandêmico;
  • Uma reavaliação do propósito do trabalho; e
  • Tendências sobre as relações de trabalho no ambiente VUCA/BANI pós-pandemia sob a ótica da grande renúncia.

“Eu acredito que se o modelo atual de trabalho que compões o dogma das organizações quiser sobreviver, uma reavaliação profunda nas relações de trabalho deve ser realizada imediatamente”, afirma o especialista.

Já Marcia antecipa que no evento vai abordar:

  • Promoção do bem-estar: o que realmente precisamos fazer para endereçar as necessidades destas pessoas?
  • O que considerar nos propósitos e valores da empresa para o que se deseja atrair e manter?
  • Qual o valor para a experiência do empregado na organização?

“O debate é crítico para humanizar o tema. O que as pessoas precisam para sentirem-se melhor, mais fortalecidas, integradas, reconhecidas em sua humanidade e necessidades passa a fazer parte do dia-a-dia da empresas. Contextualizá-las em sua realidade social é um acelerador para a promoção de um desenvolvimento sustentável e pode levar oportunidades de transformação a todo um grupo familiar”, esclarece Marcia.

Todo esse debate e muitas outras questões sobre o mundo híbrido serão discutidas no 20º Congresso Brasileiro de Qualidade de Vida. Acesse o site do evento, confira a programação e faça sua inscrição. Descontos especiais para associados ABQV.

 

 

 

 

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