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Webinar - Qual o cenário e as oportunidades para os profissionais de promoção de saúde e qualidade de vida

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Profissional de promoção da saúde deve ampliar sua atuação pós-pandemia

Crise gerada pela Covid-19 fez empresas perceberem a importância de cuidar da qualidade de vida dos colaboradores

A pandemia e o necessário isolamento social decorrente dela trouxeram apreensão e angústia. Afinal, as mudanças foram muito bruscas nas relações pessoais, nas rotinas de vida e no trabalho. Mas o momento também pode ser usado para fazer planos, repensar rumos e buscar soluções criativas para aquelas questões que vinham sendo arrastadas ou proteladas.

O webinar “Qual o cenário e as oportunidades para os profissionais de promoção de saúde e qualidade de vida”, promovido pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), em 24 de junho, mostrou que em meio ao cenário de crise sanitária o protagonismo dos profissionais de saúde evidenciou que o cenário adverso pode ser a possibilidade de ampliar a área de atuação. “Os profissionais de saúde vão ter de se adequar às mudanças que vieram apesar das incertezas que ainda nos cercam e, juntamente com as empresas, promover a melhoria dos processos e das pessoas cuidando da saúde, bem-estar e a qualidade vida”, acredita Rosicler Rodriguez, consultora em Sustentabilidade, Qualidade de Vida e Nutrição/Atendimento Nutricional Clínico, que participou do evento.

Para ela, a situação de emergência em saúde pública mostrou três aspectos importantes: os problemas urgentes, a antecipação de decisões e o ressignificar de valores, ações essas que irão preparar para o futuro quem atua na gestão da promoção da saúde. As pessoas ficaram ansiosas e estressadas pelo situação profissional e tristes pelas perdas de entes queridos. O trabalho remoto foi instituído por muitas empresas e a educação a distância passou a fazer parte da vida das crianças e de seus pais. A busca pela sustentabilidade para que as instituições e companhias sejam mais responsáveis do ponto de vista social aumentou. O mundo mais do que nunca se tornou digital e a telemedicina foi autorizada enquanto durar a pandemia. “Apesar do cenário adverso, abre-se uma quantidade enorme de oportunidades para quem atua na atenção ao cuidado e qualidade de vida das pessoas.  O momento também serve para repensar sobre aspectos de suas vidas e estabelecer novas metas para quando tudo isso acabar, encarando o confinamento como um novo começo e até como uma oportunidade para evoluir na carreira”, acredita Rosicler.

A consultora aposta que o leque de oportunidade para médicos, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e demais categorias que atuam na promoção de saúde dentro e fora das empresas será vasto pelo fato de as pessoas estarem ou não se cuidando durante a quarentena.

Há os que estão dormindo mal, consumindo mais bebidas alcoólicas e cigarros, descuidando da alimentação e vão precisar de ajuda profissional para cuidar da saúde. Por outro lá, há os que passaram a praticar atividade física, debater sobre a qualidade vida, ter uma alimentação saudável e cuidar da saúde mental, tudo com o auxílio da tecnologia. “Desenvolver serviços que sejam essenciais para qualidade de vida das pessoas é um nicho que será ampliado devido às questões de saúde tão impactadas pelo novo coronavírus. Essas mudanças vieram e cabe ao profissional de saúde promover a melhoria dos processos, atender e ajudar essa população”, destaca.

E se a pandemia proporcionou uma ruptura social, com milhões de casos, milhares de mortes e significativas mudanças à rotina, também mudou a mentalidade dos empresários, acredita Rosicler. As empresas passaram a considerar como essencial a qualidade de vida e a ideia de viver melhor está relacionado ao equilíbrio do corpo, da mente, das emoções e do espírito, segundo a consultoria, por isso, os empresários perceberam que não se trata só de obter bons resultados nos indicadores, cumprir metas no trabalho e ganhar dinheiro, é preciso cuidar de vidas. “Disseminar a prática do viver melhor com relações mais humanas é positivo e transformador. Neste cenário, os profissionais de saúde serão fundamentais para manter o equilíbrio e o bem-estar dos colaboradores”, garante.

Mais oportunidades

Para Viviane Lourenço, especialista em Inovação e Gestão de Saúde Corporativa, que também participou do evento digital da ABQV, o próprio significado da palavra crise remete a oportunidades e é assim que ela vê o momento atual. “Nós, profissionais de saúde, precisamos repensar para entender as chances para o pós-Covid-19.”

Ela defende que é preciso se imaginar no centro de várias setas no movimento VUCA (volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade), que se aplica também ao ambiente atual, como um desafio tanto para os profissionais quanto para as organizações. “Temos a obrigação de promover ambientes saudáveis e seguros e a tecnologia pode ajudar nesse reposicionamento que precisamos fazer”, afirma Viviane.

A transformação digital é aliada da saúde 4.0 que atua na modelagem do novo a ser oferecido à população que quer ter qualidade de vida, investindo em um modelo de atenção focado na experiência do paciente, com cuidado híbrido. Para a especialista, pôr o colaborador no centro do cuidado, saber suas necessidades, analisar as lacunas da saúde populacional e entender as doenças de maneira antecipada e preventiva são o caminho para os profissionais que atuam no processo do cuidar do indivíduo. “Usar os quatro Ps da saúde: promoção, prevenção, personalizada e participativa de maneira assertiva é a forma de promover o autocuidado do colaborador e vai ser o diferencial para se manter atuante no mercado”, explica.

A internet das coisas (IoT), com o cuidado do sigilo e segurança dos dados, e o olhar digital atento do profissional de saúde são diferenciais que irão auxiliá-lo nas demandas que estão mudando e ensiná-lo a lidar com evolução digital e a comunicação tão necessárias para administrar e inovar nos negócios. “Os melhores resultados e posições serão daqueles que souberam aproveitar melhor o tempo durante o isolamento, daqueles que não ficaram parados esperando tudo passar para começar a agir”, alerta Viviane.

Karla Costa Kurtz, médica e especialista em Gestão de Promoção da Saúde e Qualidade de Vida pela ABQV, que também participou do webinar que teve como coordenador Eduardo Bahia Santiago, diretor de Educação e Conhecimento da entidade, concorda com a especialista. “Nunca um profissional de saúde foi tão valorizado quanto agora. Os que se adequarem ao modelo digital, com foco na qualidade de vida e na saúde física, irão se sobressair”, afirma.

Karla acrescenta que a capacidade de se adaptar ao “novo normal” será fator determinante para as empresas sobreviverem à pandemia e ao pós-crise e elas contam com os profissionais de saúde para isso.  “Não sabemos o que acontecerá e não temos garantias, mas quem conseguir responder ao momento com soluções inovadoras e virtuais, e demonstrar uma adaptação constante, certamente sairá à frente e terá mais chances de estar bem quando toda a situação se acalmar”, ressalta.

A médica crê que resiliência, criatividade e empatia são tendências a serem mantidas no pós-pandemia e nos negócios as oportunidades com a saúde podem ser grandes. “Já vivíamos numa era tecnológica, digital, o que está sendo intensificado pela pandemia. Acredito que isso só vem mostrar que é possível, sim, facilitar e desburocratizar as coisas, a telemedicina vem mostrando isso, e tudo dependente de foco e boa vontade. Contudo, o ser humano tem se mostrado cada vez mais necessário e as empresas já perceberam. Os cuidados com a saúde e o bem-estar devem continuar em alta. O grande desafio está em como melhorar a saúde das pessoas para um modelo tangível de negócio”, conclui.

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