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	<description>Associação Brasileira de Qualidade de Vida</description>
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		<title>Saiba o que define a qualidade de vida no trabalho e como as empresas podem fortalecê-la</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Corporativa]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">Alterações organizacionais aceleradas, metas cada vez mais desafiadoras e a busca por resultados consistentes tornaram a capacidade de se adaptar e de se recuperar de adversidades um dos atributos mais procurados. <strong>É nesse contexto que a resiliência dos colaboradores deixa de ser um traço de personalidade desejável e passa a ser uma competência estratégica.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o que exatamente significa ser resiliente no trabalho? E o que as organizações podem fazer para cultivar essa habilidade de maneira sustentável? <strong>Confira esse e outros pontos importantes nos tópicos abaixo e arregace as mangas para consolidar esse atributo tão importante!</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Afinal de contas, o que define a resiliência dentro e fora do trabalho?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O termo tem origem na física e descreve a propriedade de determinados materiais de retornar ao seu estado original após sofrerem deformação sob pressão. Ainda que essa imagem seja importante, precisamos ir além quando abordamos a resiliência das pessoas, em qualquer contexto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, a <a href="https://www.apa.org/topics/resilience" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Associação Americana de Psicologia (APA)</u></a> define resiliência como o processo e o resultado de uma <strong>adaptação bem-sucedida a experiências difíceis ou desafiadoras, especialmente por meio da flexibilidade mental, emocional e comportamental diante de demandas internas e externas. </strong>Segundo a entidade, três fatores se destacam nesse processo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>a forma como o indivíduo percebe e se engaja com o mundo;</li>



<li>a disponibilidade e a qualidade dos seus recursos sociais;</li>



<li>as estratégias de enfrentamento que ele mobiliza diante das adversidades.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que a resiliência profissional vai além de suportar momentos difíceis, envolvendo ainda a capacidade de adaptar-se rapidamente, aprender com experiências adversas e manter uma postura positiva e produtiva, mesmo sob desconforto considerável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras, <strong>não se trata apenas de &#8220;aguentar&#8221; e sim de transformar o impacto em aprendizado e seguir adiante com mais recursos do que antes.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A própria APA reforça que as <a href="https://abqv.org.br/habilidades-de-um-lider-mais-importantes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>habilidades associadas a uma adaptação mais positiva </u></a>podem ser cultivadas e praticadas. Portanto, deve ficar claro que resiliência não é um traço fixo com o qual se nasce ou não.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em paralelo, ela parece trazer benefícios para o bem-estar individual. Estudo publicado em 2022 no <a href="https://www.mdpi.com/1660-4601/19/23/15944" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>International Journal of Environmental Research and Public Health</u></em></a>, com dados de 3.762 adultos, mostrou que pessoas com maior resiliência apresentaram significativamente menos problemas de saúde mental (como <a href="https://abqv.org.br/ansiedade-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>ansiedade</u></a> e <a href="https://abqv.org.br/url-depressao-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>depressão</u></a>, por exemplo).</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que a resiliência dos colaboradores é algo tão relevante nos ambientes profissionais?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Empresas que operam em ambientes voláteis, incertos e de alta competitividade sentem os efeitos da baixa resiliência de maneira concreta: <strong>aumento do absenteísmo, queda no </strong><a href="https://abqv.org.br/job-crafting/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>engajamento</strong></u></a><strong>, maior rotatividade e deterioração do clima organizacional</strong>. Logo, o impacto é emocional, mas também financeiro e produtivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando uma organização incentiva a resiliência em seu ambiente, os colaboradores sentem-se mais seguros e motivados a enfrentar desafios, o que reduz a rotatividade de pessoas e aumenta a lealdade ao posto de trabalho. Esse efeito se multiplica. Assim sendo, equipes resilientes tendem a inovar mais, a colaborar melhor e a manter a <a href="https://abqv.org.br/produtividade-toxica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>produtividade </u></a>mesmo diante de turbulências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Profissionais resilientes tendem a ser mais<a href="https://abqv.org.br/apoio-emocional-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> adaptáveis e emocionalmente equilibrados,</u></a> o que impacta positivamente suas carreiras e relações interpessoais. Para as organizações, isso se traduz em equipes mais coesas, capazes de atravessar períodos de crise sem colapsar os processos nem comprometer os resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há ainda uma dimensão de saúde que não pode ser ignorada.<strong> Fortalecer a resiliência dos colaboradores é, também, uma estratégia de promoção da saúde mental.</strong> Isso certamente contribui para o cumprimento das crescentes <a href="https://abqv.org.br/riscos-psicossociais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>obrigações legais</u></a> relacionadas aos<a href="https://abqv.org.br/riscos-psicossociais-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> riscos psicossociais no trabalho.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://abqv.org.br/saude-mental-e-tabu-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>49% acreditam que a saúde mental é um tabu no trabalho, então veja como criar um ambiente de trabalho saudável.</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Quais as melhores estratégias para fortalecer a resiliência no contexto profissional?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não existe fórmula mágica, mas a resiliência pode ser desenvolvida, como já destacado. Tal iniciativa funciona melhor quando acontece de maneira estruturada, com ações que envolvem tanto o indivíduo quanto a organização. Entre os exemplos estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>fomentar o desenvolvimento da inteligência emocional,</strong> entendendo como se reage em momentos de frustração para tomar atitudes mais adequadas;</li>



<li><strong>cultivar uma cultura de aprendizagem com os erros</strong>, incentivando os colaboradores a aprenderem com equívocos e a se adaptarem a novas circunstâncias;</li>



<li><strong>fortalecer as relações interpessoais</strong>, uma vez que equipes que se sentem psicologicamente seguras, onde há confiança e espaço para expressar dificuldades, desenvolvem muito mais capacidade de atravessar adversidades coletivas;</li>



<li>i<strong>nvestir em comunicação interna de qualidade</strong>, garantindo que todos estejam alinhados durante uma crise e reduzindo cenários de incerteza;</li>



<li><strong>praticar a flexibilidade diante das mudanças,</strong> encarando uma alteração de rota como uma oportunidade de aprendizado, em vez de uma ameaça.</li>



<li><strong>promover o bem-estar como política e não como benefício pontual, </strong>pois ações isoladas têm efeito limitado, com melhor potencial de oferecer vantagem competitiva no longo prazo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Acima de tudo, vale sempre considerar que a resiliência dos colaboradores não nasce espontaneamente. Ela é cultivada em ambientes onde as pessoas se sentem seguras para errar, aprender e se reinventar. Organizações que entendem isso têm mais chance de sair mais fortes diante de momentos adversos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e descubra agora como <a href="https://abqv.org.br/gestao-tempo-produtividade/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>saúde mental, gestão do tempo e produtividade andam juntos no dia a dia de trabalho</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Resilience<br><a href="https://www.apa.org/topics/resilience" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.apa.org/topics/resilience</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">The Association of Resilience with Mental Health in a Large Population-Based Sample (LIFE-Adult-Study)<br><a href="https://www.mdpi.com/1660-4601/19/23/15944" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.mdpi.com/1660-4601/19/23/15944</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Resiliência no trabalho: o que significa e como desenvolver em 7 passos<br><a href="https://solides.com.br/blog/resiliencia-no-trabalho">https://solides.com.br/blog/resilie</a><a href="https://solides.com.br/blog/resiliencia-no-trabalho" target="_blank" rel="noreferrer noopener">n</a><a href="https://solides.com.br/blog/resiliencia-no-trabalho">cia-no-trabalho</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Resiliência profissional: o que é e por que ela é essencial para a sua carreira<br><a href="https://solides.com.br/blog/resiliencia-no-trabalho" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://solides.com.br/blog/resiliencia-no-trabalho</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Resiliência profissional: o que é, características e como desenvolver<br><a href="https://hirenow.company/resiliencia-profissional-por-que-empresas-valorizam/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://hirenow.company/resiliencia-profissional-por-que-empresas-valorizam/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Resiliência: 5 dicas para conseguir desenvolver no trabalho <a href="https://www.gupy.io/blog/resiliencia" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.gupy.io/blog/resiliencia</a></p>
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		<title>ABQV e AON reúnem empresas signatárias do Movimento Gerar Bem-Estar para debate sobre NR-1, saúde mental e impacto da tecnologia na saúde dos colaboradores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Encontro trouxe executivos, membros da ABQV e representantes das empresas que integram o Movimento Gerar Bem-Estar (MGBE) Na manhã da última quinta-feira (11), a ABQV e a AON reuniram, na sede da companhia em São Paulo, empresas signatárias do Movimento<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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<p class="wp-block-paragraph">Encontro trouxe executivos, membros da ABQV e representantes das empresas que integram o Movimento Gerar Bem-Estar (MGBE)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na manhã da última quinta-feira (11), a ABQV e a AON reuniram, na sede da companhia em São Paulo, empresas signatárias do Movimento Gerar Bem-Estar (MGBE) para discutir os desafios e oportunidades relacionados à saúde mental, aos riscos psicossociais e à implementação da NR-1.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O encontro foi aberto pelo presidente da ABQV, José Antônio Coelho Júnior, ao lado de Carolina Pazianotto, diretora executiva de Healthcare Advisory da AON. José destacou a importância de iniciativas como o MGBE para o ambiente corporativo brasileiro e reforçou o papel pioneiro da associação na promoção da qualidade de vida e do bem-estar nas organizações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vice-presidente da ABQV, Grácia Fragalá, ressaltou a relevância do movimento e a adoção de práticas capazes de promover o engajamento dos trabalhadores sem perder de vista a satisfação pessoal em seus diferentes papéis sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sequência, a diretora de mercado e expansão da ABQV, Ana Carolina Peuker, conduziu uma palestra sobre o papel cognitivo da atenção, relacionando o tema ao avanço tecnológico, às políticas públicas internacionais voltadas à prevenção dos riscos psicossociais, como a ISO 45003, e à recente atualização da NR-1.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Troca de experiências e desmistificação da NR-1</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Para Juliana Oresco, gerente de Saúde, Benefícios e Bem-Estar do Iguatemi, o encontro foi uma oportunidade importante para compartilhar experiências e compreender os desafios comuns enfrentados pelas organizações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Já somos signatários do Movimento Gerar Bem-Estar há alguns anos, e cada encontro tem sido uma troca muito positiva. É uma oportunidade de entender que muitas empresas enfrentam desafios semelhantes, principalmente em relação ao engajamento das equipes e das lideranças. Também foi importante desmistificar um pouco as mudanças da NR-1 e entender que muitas organizações já realizam diversas ações em prol do bem-estar dos colaboradores. Não se trata apenas de fiscalização, mas de reconhecer e fortalecer práticas que já fazem parte da realidade das empresas.”</p>



<h3 class="wp-block-heading">Saúde mental e estratégia corporativa</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O diretor médico da AON, José Carlos Arrojo Júnior, abordou os impactos da NR-1 nas organizações e apresentou dados sobre saúde mental nas diferentes gerações presentes no mercado de trabalho, suas percepções sobre bem-estar e tempo livre e os desafios enfrentados pelas lideranças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O propósito comum da AON e da ABQV é promover ambientes de trabalho mais saudáveis e apoiar as empresas na tomada das melhores decisões para suas pessoas. O Movimento Gerar Bem-Estar fortalece essa conexão por meio do compartilhamento de conhecimento e experiências. Hoje reunimos mais de 90 participantes presencialmente e outros 90 online, demonstrando o interesse crescente das empresas em avançar nessa agenda. Muitas organizações já evoluíram na identificação dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho. Agora, o próximo passo é transformar esse diagnóstico em ação e construir estratégias efetivas para melhorar a saúde mental dos colaboradores.”</p>



<h3 class="wp-block-heading">Liderança como fator de proteção</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Aline Viollini, diretora de RH da AON, falou sobre o papel estratégico das lideranças na prevenção dos riscos psicossociais e destacou a importância de conectar bem-estar e resultados de negócio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A parceria entre a AON e a ABQV vai além das organizações. Quando melhoramos os ambientes de trabalho, contribuímos para uma sociedade melhor. O impacto gerado é muito maior do que apenas os resultados corporativos. Acreditamos que é possível alcançar produtividade e resultados sem abrir mão do bem-estar. A NR-1 traz agora um aspecto regulatório importante, mas essa já era uma agenda estratégica para muitas empresas. A norma fortalece um movimento que já estava em curso e reforça a necessidade de tratar os riscos psicossociais como parte da estratégia de negócio.”</p>



<h3 class="wp-block-heading">Aplicando conhecimento na prática</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os convidados, Luciano Dacio Gallo Gerente de Serviços Médicos e Plano de Saúde da Mercedes-Benz, destacou a clareza das discussões e a relevância prática dos conteúdos apresentados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O evento contribuiu significativamente para ampliar a clareza sobre a NR-1, evidenciando que o risco psicossocial vai muito além de uma exigência regulatória. Ficou claro que esses aspectos não se limitam ao ambiente interno da empresa, sendo também influenciados por diversos fatores externos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As discussões proporcionaram uma compreensão mais aprofundada sobre a importância de cuidar da saúde, do bem-estar e de promover a escuta ativa dos colaboradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas das reflexões apresentadas estão diretamente alinhadas às iniciativas que já desenvolvemos na Mercedes-Benz. Saímos do encontro com insights relevantes e aplicáveis na prática, com potencial de gerar impactos positivos para nossas equipes.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O encontro reforçou o compromisso da ABQV e da AON em apoiar empresas na construção de ambientes mais saudáveis, sustentáveis e preparados para os desafios contemporâneos relacionados à saúde mental e à gestão dos riscos psicossociais.</p>



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		<title>ABQV e Sesc Santo Amaro debatem atualização da NR-1 e gestão de riscos psicossociais na Jornada do Conhecimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Sesc Santo Amaro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Evento do projeto Empresas Saudáveis reuniu especialistas, executivos e profissionais para discutir os impactos da Norma Regulamentadora nº 1 na saúde mental e na construção de ambientes corporativos mais seguros Em um cenário marcado por mudanças regulatórias e crescente atenção<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Evento do projeto Empresas Saudáveis reuniu especialistas, executivos e profissionais para discutir os impactos da Norma Regulamentadora nº 1 na saúde mental e na construção de ambientes corporativos mais seguros</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um cenário marcado por mudanças regulatórias e crescente atenção às condições psicossociais no ambiente de trabalho, a Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) e o Sesc Santo Amaro promoveram, em 10 de junho de 2026, a Jornada do Conhecimento: NR-1 – do diagnóstico à ação. O encontro integrou o projeto Empresas Saudáveis e reuniu especialistas, executivos e profissionais convidados para debater os impactos da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) na gestão de riscos psicossociais, na saúde mental e na construção de ambientes corporativos mais seguros e sustentáveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading">ABQV destaca papel pioneiro em bem-estar corporativo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na abertura do evento, o presidente da ABQV, José Antônio Coelho Júnior, apresentou a trajetória da entidade, seus propósitos e números, reforçando o papel pioneiro da associação na promoção do bem-estar e da qualidade de vida no ambiente corporativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, Rodrigo Vaz, auditor fiscal do Ministério do Trabalho em São Paulo, apresentou um panorama histórico da NR-1, sua integração com outras normas regulamentadoras e as atualizações que passaram a contemplar o gerenciamento dos riscos psicossociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Vaz, o ciclo previsto pela norma envolve desde a identificação dos riscos até a implementação de ações de prevenção e tratamento. Ele também detalhou como ocorrerão os procedimentos de fiscalização relacionados ao tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O procedimento fiscal da auditoria voltada para a NR-1, ainda mais no tema do psicossocial, vai cuidar da parte de campo. Então, a gente vai entrevistar os trabalhadores, verificar se a empresa se comunicou com eles, se eles foram ouvidos e verificar a parte da liderança e da gestão da empresa.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O auditor destacou ainda que a consulta aos trabalhadores é uma exigência da norma e que a ausência desse processo pode caracterizar irregularidade passível de autuação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Líderes humanizados reduzem presenteísmo e turnover</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A médica do trabalho e diretora da ABQV, Adriana Jardim Arias, abordou o papel estratégico da liderança na gestão dos riscos psicossociais. Segundo ela, líderes humanizados contribuem para a redução do presenteísmo e do turnover, impactando positivamente a saúde financeira das organizações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista ressaltou que o líder pode exercer tanto um papel protetivo quanto adoecedor, dependendo de sua postura diante da equipe e da forma como conduz o trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O primeiro passo é ter uma escuta ativa. Ouvir o seu trabalhador, não sair pré-julgando. Colocar na prática a segurança psicológica que as empresas têm que ter. O líder precisa criar esse ambiente seguro para que sua equipe consiga trazer os problemas. Caso contrário, instala-se a ‘república do medo’, em que os problemas passam a ser escondidos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adriana também enfatizou que os gestores precisam cuidar da própria saúde física e emocional para liderar equipes de forma eficaz diante dos desafios corporativos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Especialista alerta para soluções superficiais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O médico do trabalho Fernando Akio Mariya apresentou casos práticos que demonstram a importância de uma gestão estruturada dos riscos psicossociais e destacou diferentes metodologias para avaliação desses fatores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais alertas de sua palestra foi sobre iniciativas superficiais que não atacam as causas dos problemas organizacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Práticas descritas como ‘ofurô corporativo’ não são eficazes para transformar a organização do trabalho e promover ações que verdadeiramente previnam os riscos psicossociais.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Movimento Gerar Bem-Estar apresenta metodologia de prevenção</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A diretora da ABQV, Ana Carolina Peuker, e o diretor médico da AON, José Carlos Arrojo Jr., apresentaram o Movimento Gerar Bem-Estar (MGBE), destacando sua metodologia e os resultados obtidos por empresas que vêm fortalecendo suas estratégias de promoção da saúde, bem-estar corporativo e adequação às exigências da NR-1.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante sua apresentação, Ana Carolina também abordou o aumento da carga cognitiva no ambiente de trabalho e os impactos da transformação digital, das crises globais e das mudanças sociais sobre a saúde mental dos trabalhadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“No passado, olhava-se muito para a questão fabril e para a capacidade física de produção. Hoje, a transformação digital, os fatores geopolíticos, as questões climáticas e outras crises emergentes afetam diretamente nossa condição emocional e cognitiva. Isso exige que as empresas passem a integrar e considerar essas questões em suas análises de risco.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista reforçou ainda a importância da corresponsabilidade entre empresas e colaboradores na preservação da saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As pessoas não adoecem mais apenas por causa da mesa e da cadeira. Podem adoecer pela sobrecarga cognitiva. Mas também é importante destacar que o trabalhador tem um papel ativo na preservação da sua capacidade cognitiva, por meio do lazer, dos hobbies e de hábitos saudáveis.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Saúde mental como estratégia de negócios</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Leonardo Rigoleto Soares, gestor corporativo de Saúde da Siemens, apresentou um case da companhia que demonstra como a gestão dos riscos psicossociais e o cuidado com a saúde mental passaram a ser tratados como temas estratégicos para os resultados do negócio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa da ABQV e do Sesc Santo Amaro reforça uma pauta cada vez mais relevante para as organizações: a saúde mental como elemento essencial para a sustentabilidade dos negócios, a produtividade e a qualidade de vida dos trabalhadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um contexto de transformação regulatória e crescente atenção aos riscos psicossociais, a Jornada do Conhecimento busca contribuir para a disseminação de boas práticas e reflexões que apoiem empresas e profissionais na adaptação a essa nova realidade.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="73727" src="https://abqv.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0850-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-73727" srcset="https://abqv.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0850-1024x683.jpg 1024w, https://abqv.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0850-300x200.jpg 300w, https://abqv.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0850-768x512.jpg 768w, https://abqv.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0850-1536x1024.jpg 1536w, https://abqv.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0850-2048x1365.jpg 2048w, https://abqv.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0850-113x75.jpg 113w, https://abqv.org.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG_0850-480x320.jpg 480w" sizes="auto, (max-width:767px) 480px, (max-width:1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



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		<title>Conheça as melhores estratégias para fortalecer a resiliência dos colaboradores em cenários de mudança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[RH]]></category>
		<category><![CDATA[colaboradores resilientes]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolver resiliência]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência]]></category>
		<category><![CDATA[resiliência no trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Alterações organizacionais aceleradas, metas cada vez mais desafiadoras e a busca por resultados consistentes tornaram a capacidade de se adaptar e de se recuperar de adversidades um dos atributos mais procurados. <strong>É nesse contexto que a resiliência dos colaboradores deixa de ser um traço de personalidade desejável e passa a ser uma competência estratégica.</strong></p>
<p>Mas o que exatamente significa ser resiliente no trabalho? E o que as organizações podem fazer para cultivar essa habilidade de maneira sustentável? <strong>Confira esse e outros pontos importantes nos tópicos abaixo e arregace as mangas para consolidar esse atributo tão importante!</strong></p>
<h2>Afinal de contas, o que define a resiliência dentro e fora do trabalho?</h2>
<p>O termo tem origem na física e descreve a propriedade de determinados materiais de retornar ao seu estado original após sofrerem deformação sob pressão. Ainda que essa imagem seja importante, precisamos ir além quando abordamos a resiliência das pessoas, em qualquer contexto.</p>
<p>Desse modo, a <a target="_blank" href="https://www.apa.org/topics/resilience">Associação Americana de Psicologia (APA)</a> define resiliência como o processo e o resultado de uma <strong>adaptação bem-sucedida a experiências difíceis ou desafiadoras, especialmente por meio da flexibilidade mental, emocional e comportamental diante de demandas internas e externas.</strong> Segundo a entidade, três fatores se destacam nesse processo:</p>
<ul>
<li>a forma como o indivíduo percebe e se engaja com o mundo;</li>
<li>a disponibilidade e a qualidade dos seus recursos sociais;</li>
<li>as estratégias de enfrentamento que ele mobiliza diante das adversidades.</li>
</ul>
<p>Isso significa que a resiliência profissional vai além de suportar momentos difíceis, envolvendo ainda a capacidade de adaptar-se rapidamente, aprender com experiências adversas e manter uma postura positiva e produtiva, mesmo sob desconforto considerável.</p>
<p>Em outras palavras, <strong>não se trata apenas de &#8220;aguentar&#8221; e sim de transformar o impacto em aprendizado e seguir adiante com mais recursos do que antes.</strong></p>
<p>A própria APA reforça que as <a target="_blank" href="https://abqv.org.br/habilidades-de-um-lider-mais-importantes/">habilidades associadas a uma adaptação mais positiva</a> podem ser cultivadas e praticadas. Portanto, deve ficar claro que resiliência não é um traço fixo com o qual se nasce ou não.</p>
<p>Em paralelo, ela parece trazer benefícios para o bem-estar individual. Estudo publicado em 2022 no <a target="_blank" href="https://www.mdpi.com/1660-4601/19/23/15944"><em>International Journal of Environmental Research and Public Health</em></a>, com dados de 3.762 adultos, mostrou que pessoas com maior resiliência apresentaram significativamente menos problemas de saúde mental (como <a target="_blank" href="https://abqv.org.br/ansiedade-no-trabalho/">ansiedade</a> e <a target="_blank" href="https://abqv.org.br/url-depressao-no-trabalho/">depressão</a>, por exemplo).</p>
<h2>Por que a resiliência dos colaboradores é algo tão relevante nos ambientes profissionais?</h2>
<p>Empresas que operam em ambientes voláteis, incertos e de alta competitividade sentem os efeitos da baixa resiliência de maneira concreta: <strong>aumento do absenteísmo, queda no </strong><a target="_blank" href="https://abqv.org.br/job-crafting/"><strong>engajamento</strong></a><strong>, maior rotatividade e deterioração do clima organizacional</strong>. Logo, o impacto é emocional, mas também financeiro e produtivo.</p>
<p>Quando uma organização incentiva a resiliência em seu ambiente, os colaboradores sentem-se mais seguros e motivados a enfrentar desafios, o que reduz a rotatividade de pessoas e aumenta a lealdade ao posto de trabalho. Esse efeito se multiplica. Assim sendo, equipes resilientes tendem a inovar mais, a colaborar melhor e a manter a <a target="_blank" href="https://abqv.org.br/produtividade-toxica/">produtividade</a> mesmo diante de turbulências.</p>
<p>Profissionais resilientes tendem a ser mais<a target="_blank" href="https://abqv.org.br/apoio-emocional-no-trabalho/"> adaptáveis e emocionalmente equilibrados,</a> o que impacta positivamente suas carreiras e relações interpessoais. Para as organizações, isso se traduz em equipes mais coesas, capazes de atravessar períodos de crise sem colapsar os processos nem comprometer os resultados.</p>
<p>Há ainda uma dimensão de saúde que não pode ser ignorada. <strong>Fortalecer a resiliência dos colaboradores é, também, uma estratégia de promoção da saúde mental.</strong> Isso certamente contribui para o cumprimento das crescentes <a target="_blank" href="https://abqv.org.br/riscos-psicossociais/">obrigações legais</a> relacionadas aos<a target="_blank" href="https://abqv.org.br/riscos-psicossociais-no-trabalho/">&nbsp;riscos psicossociais no trabalho.</a></p>
<p class="leia"><em>Leia também: </em><a href="https://abqv.org.br/saude-mental-e-tabu-no-trabalho/">49% acreditam que a saúde mental é um tabu no trabalho, então veja como criar um ambiente de trabalho saudável.</a></p>
<h2>Quais as melhores estratégias para fortalecer a resiliência no contexto profissional?</h2>
<p>Não existe fórmula mágica, mas a resiliência pode ser desenvolvida, como já destacado. Tal iniciativa funciona melhor quando acontece de maneira estruturada, com ações que envolvem tanto o indivíduo quanto a organização. Entre os exemplos estão:</p>
<ul>
<li><strong>fomentar o desenvolvimento da inteligência emocional,</strong> entendendo como se reage em momentos de frustração para tomar atitudes mais adequadas;</li>
<li><strong>cultivar uma cultura de aprendizagem com os erros</strong>, incentivando os colaboradores a aprenderem com equívocos e a se adaptarem a novas circunstâncias;</li>
<li><strong>fortalecer as relações interpessoais</strong>, uma vez que equipes que se sentem psicologicamente seguras, onde há confiança e espaço para expressar dificuldades, desenvolvem muito mais capacidade de atravessar adversidades coletivas;</li>
<li>i<strong>nvestir em comunicação interna de qualidade</strong>, garantindo que todos estejam alinhados durante uma crise e reduzindo cenários de incerteza;</li>
<li><strong>praticar a flexibilidade diante das mudanças,</strong> encarando uma alteração de rota como uma oportunidade de aprendizado, em vez de uma ameaça.</li>
<li><strong>promover o bem-estar como política e não como benefício pontual, </strong>pois ações isoladas têm efeito limitado, com melhor potencial de oferecer vantagem competitiva no longo prazo.</li>
</ul>
<p>Acima de tudo, vale sempre considerar que a resiliência dos colaboradores não nasce espontaneamente. Ela é cultivada em ambientes onde as pessoas se sentem seguras para errar, aprender e se reinventar. Organizações que entendem isso têm mais chance de sair mais fortes diante de momentos adversos.</p>
<p>Aproveite e descubra agora como <a target="_blank" href="https://abqv.org.br/gestao-tempo-produtividade/">saúde mental, gestão do tempo e produtividade andam juntos no dia a dia de trabalho</a></p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>Resilience</p>
<p><a target="_blank" href="https://www.apa.org/topics/resilience">https://www.apa.org/topics/resilience</a></p>
<p>The Association of Resilience with Mental Health in a Large Population-Based Sample (LIFE-Adult-Study)</p>
<p><a target="_blank" href="https://www.mdpi.com/1660-4601/19/23/15944">https://www.mdpi.com/1660-4601/19/23/15944</a></p>
<p>Resiliência no trabalho: o que significa e como desenvolver em 7 passos</p>
<p><a target="_blank" href="https://solides.com.br/blog/resiliencia-no-trabalho/">https://solides.com.br/blog/resiliencia-no-trabalho/</a></p>
<p>Resiliência profissional: o que é e por que ela é essencial para a sua carreira</p>
<p><a target="_blank" href="https://solides.com.br/blog/resiliencia-no-trabalho/">https://solides.com.br/blog/resiliencia-no-trabalho/</a></p>
<p>Resiliência profissional: o que é, características e como desenvolver</p>
<p><a target="_blank" href="https://hirenow.company/resiliencia-profissional-por-que-empresas-valorizam/">https://hirenow.company/resiliencia-profissional-por-que-empresas-valorizam/</a></p>
<p>Resiliência: 5 dicas para conseguir desenvolver no trabalho</p>
<p><a target="_blank" href="https://www.gupy.io/blog/resiliencia">https://www.gupy.io/blog/resiliencia</a></p>
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		<title>Saiba mais sobre o conceito de nanodegree e descubra se esse é um bom caminho para o seu desenvolvimento profissional</title>
		<link>https://abqv.org.br/desenvolvimento-profissional/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[RH]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizado contínuo]]></category>
		<category><![CDATA[especialização]]></category>
		<category><![CDATA[futuro do trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[nanodegree]]></category>
		<category><![CDATA[novas habilidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mercado de trabalho muda em um ritmo que poucos conseguem acompanhar. Novas tecnologias surgem com velocidade inédita, cargos antes considerados estáveis se transformam (ou simplesmente desaparecem) e habilidades que eram diferenciais se tornam requisitos básicos. Nesse contexto, esperar anos<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O mercado de trabalho muda em um ritmo que poucos conseguem acompanhar. Novas tecnologias surgem com velocidade inédita, cargos antes considerados estáveis se transformam (ou simplesmente desaparecem) e habilidades que eram diferenciais se tornam requisitos básicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, esperar anos por uma formação tradicional pode ser tarde demais para qualquer plano de desenvolvimento profissional. <strong>É exatamente nessa lacuna que o chamado </strong><strong><em>nanodegree</em> </strong><strong>se estabelece</strong>. Esse modelo de formação reflete uma mudança estrutural na forma como profissionais e organizações entendem o aprimoramento de habilidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entender o que é, como funciona e quando vale a pena investir em um <em>nanodegree</em> pode ser decisivo para carreiras sustentáveis no longo prazo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Entenda o que é e como funciona um <em>nanodegree</em></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O termo <em>nanodegree</em> (junção, em inglês, de nano + graduação) foi criado pela plataforma norte-americana <em>Udacity, startup</em> que identificou um problema recorrente no ensino online: a maioria das pessoas começava os cursos, mas poucos chegavam ao fim.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A solução encontrada foi estruturar trilhas de aprendizado mais curtas, com foco em projetos práticos e suporte de mentores especializados.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, um <strong><em>nanodegree</em> </strong>é um programa educacional online com duração de cerca de seis meses, voltado para o desenvolvimento de habilidades específicas e diretamente aplicáveis ao mercado. A maioria das trilhas trabalha com módulos sequenciais, projetos práticos, revisão por especialistas e, ao final, uma certificação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, além da Udacity, diversas plataformas oferecem programas nesse formato, como Coursera, edX e outros <em>MOOCs</em> (os chamados <em>Massive Open Online Courses</em>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As áreas mais procuradas incluem ciência de dados, inteligência artificial, marketing digital, programação e <em>machine learning,</em> justamente algumas das competências que mais crescem em demanda nas organizações.</p>



<p class="leia wp-block-paragraph"><em>Leia também: </em><a href="https://abqv.org.br/gestao-tempo-produtividade/">Descubra como saúde mental, gestão do tempo e produtividade andam juntos no dia a dia de trabalho</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Em que situações o <em>nanodegree</em> pode ser um recurso estratégico para o desenvolvimento profissional</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>nanodegree </em>não substitui uma graduação ou uma pós-graduação (nem é reconhecido oficialmente como tal), mas tampouco precisa competir com elas. <strong>Trata-se de uma ferramenta complementar.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, <strong>em determinados momentos da trajetória profissional, ela pode ser a escolha mais inteligente.</strong> Seu papel tende a ser especialmente relevante em situações como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>transição de carreira:</strong> quando o profissional <a href="https://abqv.org.br/planejamento-estrategia-e-criatividade-sao-fundamentais-para-uma-comunicacao-assertiva-na-promocao-da-saude-dos-colaboradores/">planeja</a> migrar para uma área diferente e precisa validar novas competências sem abandonar sua atividade atual;</li>



<li><strong>atualização em áreas de rápida evolução:</strong> especialmente nas que envolvem tecnologia, dados e automação, onde as mudanças acontecem o tempo todo;</li>



<li><strong>complementação do currículo:</strong> para profissionais que já têm uma formação consolidada, mas percebem <em>gaps</em> em <a href="https://abqv.org.br/habilidades-de-um-lider-mais-importantes/">habilidades</a> técnicas específicas exigidas pelo mercado;</li>



<li><strong>requalificação diante da automação:</strong> à medida que tarefas repetitivas são progressivamente automatizadas, muitos profissionais precisam desenvolver novas habilidades para permanecer relevantes.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Esse último ponto merece atenção especial. Um <a href="https://www.learningpeople.com/uk/resources/blog/65-of-the-skills-needed-for-existing-jobs-will-have-changed-by-2030-due-to-ai-according-to-pearson-report/" target="_blank" rel="noopener">relatório da Pearson </a>aponta que <strong>65% das habilidades exigidas pelos empregos que já existem hoje vão mudar até 2030</strong>. Tais mudanças serão impulsionadas, sobretudo, pelo avanço da inteligência artificial e da automação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa que os empregos vão simplesmente desaparecer. O<a href="https://www.weforum.org/press/2025/01/future-of-jobs-report-2025-78-million-new-job-opportunities-by-2030-but-urgent-upskilling-needed-to-prepare-workforces/" target="_blank" rel="noopener"> Fóru m Econômico Mundial </a>projeta que <strong>170 milhões de novos cargos serão criados até 2030, ao mesmo tempo em que 92 milhões serão transformados.</strong> O que muda, de forma estrutural, é o perfil de competências que cada função passará a exigir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, a aprendizagem contínua deixa de ser um diferencial e passa a ser condição de permanência no mercado. É exatamente aqui que o <em>nanodegree </em>se destaca: ele permite atualizar competências com agilidade, sem abrir mão da vida profissional em curso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para<a href="https://abqv.org.br/tendencias-recursos-humanos/" target="_blank" rel="noopener"> recrutadores,</a> a opção por essa forma de aperfeiçoamento sinaliza ainda a capacidade de aprendizado contínuo e a disposição para se adaptar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como escolher o <em>nanodegree</em> ideal para os seus objetivos profissionais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A oferta de <em>nanodegrees </em>cresceu de forma expressiva nos últimos anos, o que torna a escolha ao mesmo tempo mais rica e mais desafiadora. Se não faltam opções, o que pode faltar é clareza sobre qual delas realmente faz sentido para cada trajetória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto de partida é o autoconhecimento profissional. Antes de escolher qualquer programa, vale se perguntar: <strong>quais são as habilidades que o mercado da minha área está exigindo agora? Onde estão as minhas lacunas? Qual é o próximo passo que quero dar na minha carreira?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas a essas perguntas funcionam como um filtro natural para evitar investir tempo e dinheiro em uma formação desconectada dos próprios objetivos. Além disso, alguns critérios práticos merecem atenção na hora da escolha:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>verificar se o programa foi desenvolvido em parceria com empresas reconhecidas no setor é um indicador importante de relevância e aplicabilidade do conteúdo;</li>



<li>avaliar se há projetos práticos, suporte de mentores e <a href="https://abqv.org.br/como-dar-feedback/">feedback real,</a> e não apenas videoaulas gravadas na estrutura do programa;</li>



<li>pesquisar como recrutadores e empresas da área percebem aquela plataforma ou programa;</li>



<li>analisar a compatibilidade do curso com a rotina, pois, ainda que a maioria dos <em>nanodegrees </em>seja 100% online e flexível, é necessário garantir uma dedicação consistente.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, um <em>nanodegree</em> é um<strong> instrumento capaz de entregar qualificação sólida em um tempo compatível com as exigências do desenvolvimento profissional do presente.</strong> Mais do que turbinar o currículo, eles representam a disposição de aprender o que o mercado está demandando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba agora o que é o <a href="https://abqv.org.br/polywork/" target="_blank" rel="noopener">polywork e como esse conceito pode representar uma nova forma de encarar o trabalho</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Future of Jobs Report 2025: 78 Million New Job Opportunities by 2030 but Urgent Upskilling Needed to Prepare Workforces<br><a href="https://www.weforum.org/press/2025/01/future-of-jobs-report-2025-78-million-new-job-opportunities-by-2030-but-urgent-upskilling-needed-to-prepare-workforces">https://www.weforum.org/press/2025/01/future-of-jobs-report-2025-78-million-new-job-opportunities-by-2030-but-urgent-upskilling-needed-to-prepare-workforces</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Workforce 2030 : Skills for thriving in the green and digital transition<br><a href="https://www.ilo.org/publications/workforce-2030-skills-thriving-green-and-digital-transition">https://www.ilo.org/publications/workforce-2030-skills-thriving-green-and-digital-transition</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O que é, como funciona e para que serve um nanodegree<br><a href="https://www.estudarfora.org.br/como-funciona-para-que-nanodegree/">https://www.estudarfora.org.br/como-funciona-para-que-nanodegree/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nanodegrees, os cursos &#8216;online&#8217; que mudarão sua vida<a href="https://www.iberdrola.com/talentos/nanodegrees-ensino-personalizado">https://www.iberdrola.com/talentos/nanodegrees-ensino-personalizado</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nanodegree: o futuro das especializações?<br><a href="https://blog.espm.br/pos/nanodegree-o-futuro-das-especializacoes">https://blog.espm.br/pos/nanodegree-o-futuro-das-especializacoes</a><br><br>Nanodegree: possibilidade de formação online, compacta e especializada<br><a href="https://napratica.org.br/noticias/nanodegree-formacao-especializada">https://napratica.org.br/noticias/nanodegree-formacao-especializada</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">What is a Nanodegree and Should You Study One in 2026?<a href="https://www.mastersportal.com/articles/2852/what-is-a-nanodegree-should-i-study.html">https://www.mastersportal.com/articles/2852/what-is-a-nanodegree-should-i-study.html</a></p>
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		<title>Entenda o que você e sua empresa devem esperar do futuro do trabalho</title>
		<link>https://abqv.org.br/futuro-do-trabalho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[RH]]></category>
		<category><![CDATA[engajamento no trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida no trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O debate sobre o futuro do trabalho costuma oscilar entre extremos. De um lado, visões apocalípticas sobre a substituição de humanos por máquinas; de outro, narrativas excessivamente otimistas sobre a automatização total de tarefas entediantes. A realidade, como de costume,<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O debate sobre o futuro do trabalho costuma oscilar entre extremos. De um lado, visões apocalípticas sobre a substituição de humanos por máquinas; de outro, narrativas excessivamente otimistas sobre a automatização total de tarefas entediantes. <strong>A realidade, como de costume, mostra-se mais complexa.</strong></p>
<p>O que se desenha diante de nós não é um cenário de substituição em massa, mas de profunda transformação. O avanço da tecnologia está, simultaneamente, criando novas ferramentas e exigindo que empresas e profissionais se adaptem a uma lógica em que inovação e cuidado com as pessoas são faces da mesma moeda.</p>
<p><strong>Ou seja: não cabe um cenário em que se escolhe entre eficiência e bem-estar.</strong> Trata-se de compreender que, no ambiente profissional contemporâneo, uma não existe sem a outra.</p>
<h2>Quais fatores estão mudando o mundo do trabalho atualmente?</h2>
<p>Diversas forças atuam lado a lado para remodelar o ambiente profissional. A principal delas é, sem dúvida, a aceleração tecnológica.</p>
<p>A IA generativa (conhecida sobretudo por ferramentas como o ChatGPT e o Gemini, entre outras) e recursos similares estão automatizando não apenas tarefas repetitivas, mas também funções complexas, como análise de dados, criação de conteúdo e até tomada de decisões supervisionadas.</p>
<p>Ao mesmo tempo, um relatório de 2026 do <a href="https://www.imf.org/en/blogs/articles/2026/01/14/new-skills-and-ai-are-reshaping-the-future-of-work" target="_blank" rel="noopener" data-wplink-edit="true">Fundo Monetário Internacional aponta que 40% dos postos de trabalho estão expostos à IA</a>, fazendo com que eles possam diminuir ou desaparecer nos próximos anos.</p>
<p>Com isso, não é possível negligenciar a necessidade de evolução das próprias organizações. <strong>Empresas que antes funcionavam em estruturas rígidas e hierárquicas estão sendo forçadas a adotar modelos mais ágeis, colaborativos e orientados por dados.</strong></p>
<p>Isso cria novas funções ao mesmo tempo em que torna obsoletas aquelas baseadas exclusivamente em tarefas repetitivas ou em diferenciais de qualificação e qualidade nas entregas.</p>
<h2>Quais os impactos de novas tecnologias na produtividade e na inovação?</h2>
<p>A integração de novas tecnologias está gerando impactos mensuráveis em diferentes setores. A consultoria PwC, em seu <a href="https://www.pwc.com/gx/en/issues/artificial-intelligence/job-barometer/2025/report.pdf" target="_blank" rel="noopener"><em>AI Jobs Barometer</em></a>, descobriu que trabalhadores com habilidades em IA obtêm, em média, rendimentos <strong>56% maiores do que aqueles sem tal diferencial</strong>.</p>
<p>Além disso, o mesmo estudo sustenta que, entre os trabalhadores entrevistados que utilizam ferramentas do tipo:</p>
<ul>
<li>92% notaram um aumento de produtividade;</li>
<li>90% se mostraram capazes de entregar um trabalho com mais qualidade;</li>
<li>85% disseram se sentir mais criativos com o auxílio da tecnologia.</li>
</ul>
<p>Esses dados são fundamentais para demonstrar que a tecnologia não torna as pessoas descartáveis e sim mais valiosas.</p>
<p>Contudo, a adoção ainda é desigual. Apenas <strong>14% dos funcionários usam ferramentas de IA generativa diariamente. Entre trabalhadores manuais, esse número cai para 5%</strong>. Por fim, menos de <strong>6% do total da força de trabalho utilizam agentes de IA,</strong> que são capazes de agir de forma autônoma (algo visto como o próximo passo para esse tipo de tecnologia).</p>
<p>Isso revela uma enorme oportunidade, mas também um risco. Organizações que não investirem em capacitação e em uma cultura de experimentação segura correm o risco de ficar para trás.</p>
<p>A inovação não vem apenas da tecnologia em si, mas da capacidade das organizações de integrá-la ao trabalho de forma significativa, permitindo que os colaboradores se concentrem em atividades de maior valor estratégico, como criatividade, resolução complexa de problemas e relacionamento interpessoal.</p>
<p class="leia"><em>Leia também: </em><a href="https://abqv.org.br/produtividade-toxica/">Como a produtividade tóxica é capaz de afetar o bem-estar como um todo</a></p>
<h2>Por que a qualidade de vida no trabalho é um tema que não vai sair de pauta?</h2>
<p>A resposta é simples: porque ela se tornou um diferencial competitivo central. Em um mercado de trabalho cada vez mais transparente e com alta rotatividade, reter talentos exige mais do que um contracheque competitivo. A <a href="https://abqv.org.br/empresas-precisam-desenvolver-olhar-humanizado-para-promover-a-qualidade-de-vida-dos-trabalhadores/" target="_blank" rel="noopener">qualidade de vida</a> é um fator determinante na <a href="https://abqv.org.br/como-diminuir-turnover/" target="_blank" rel="noopener">atração e retenção de profissionais.</a></p>
<p>Um levantamento da <a href="https://www.rhevistarh.com.br/portal/qualidade-de-vida-e-o-principal-fator-de-desempate-entre-vagas-para-29-dos-profissionais-aponta-edc-group/" target="_blank" rel="noopener">EDC Group indica que 69% dos profissionais buscam um emprego estável e de longo prazo,</a> mas a <a href="https://abqv.org.br/modelo-hibrido-de-trabalho-necessidades/" target="_blank" rel="noopener">flexibilidade</a> de horário é desejada por 54% e oferecida por apenas 32% das <a href="https://abqv.org.br/qualidade-de-vida-brasil/" target="_blank" rel="noopener">empresas.</a></p>
<p>Além disso, ao comparar duas ofertas de mesmo salário, <strong>29% dos profissionais escolhem aquela que oferece melhor qualidade de vida, um critério que supera plano de carreira (16,8%) e trabalho 100% remoto (14,5%)</strong>. Bônus financeiros aparecem como o fator menos relevante nesse desempate, com apenas 2,9% das preferências.</p>
<p>O novo escopo das <a href="https://abqv.org.br/riscos-psicossociais/" target="_blank" rel="noopener">Normas Regulamentadoras</a> do trabalho reforça também que ambientes de trabalho tóxicos, jornadas excessivas e falta de reconhecimento são <a href="https://abqv.org.br/riscos-psicossociais-no-trabalho/" target="_blank" rel="noopener">fatores de risco tão graves quanto a ausência de equipamentos de proteção individual.</a></p>
<p>Por isso, organizações que tratam o bem-estar como um investimento, e não como um custo, observam equipes mais motivadas, criativas e resilientes. Isso se reflete em indicadores concretos: <strong>menor absenteísmo, menor rotatividade, maior engajamento e, por consequência, melhores resultados financeiros e o pleno atendimento às obrigações legais.</strong></p>
<p>Em resumo, o futuro do trabalho estará, sobretudo, na noção permanente de que devemos cuidar uns dos outros. Isso significa criar ambientes psicologicamente seguros, onde o erro é visto como oportunidade de aprendizado, as lideranças exercem a escuta ativa e o ritmo de trabalho não leva ao adoecimento.</p>
<p>Aproveite e <a href="https://abqv.org.br/a-importancia-estrategica-da-felicidade-corporativa-e-do-bem-estar-das-equipes/" target="_blank" rel="noopener">confira agora qual é a importância estratégica da felicidade corporativa e do bem-estar das equipes</a>.</p>
<p>Referências</p>
<p>Salário vs. Qualidade de Vida: O Que as Novas Gerações Priorizam?</p>
<p><a href="https://www.pluxee.com.br/blog/salario-vs-qualidade-de-vida-o-que-as-novas-geracoes-priorizam/" target="_blank" rel="noopener">https://www.pluxee.com.br/blog/salario-vs-qualidade-de-vida-o-que-as-novas-geracoes-priorizam/</a></p>
<p>New Skills and AI Are Reshaping the Future of Work</p>
<p><a href="https://www.imf.org/en/blogs/articles/2026/01/14/new-skills-and-ai-are-reshaping-the-future-of-work" target="_blank" rel="noopener">https://www.imf.org/en/blogs/articles/2026/01/14/new-skills-and-ai-are-reshaping-the-future-of-work</a></p>
<p>The Fearless Future: 2025 Global AI Jobs Barometer</p>
<p>https://www.pwc.com/gx/en/issues/artificial-intelligence/job-barometer/2025/report.pdf</p>
<p>Qualidade de vida é o principal fator de desempate entre vagas para 29% dos profissionais, aponta EDC Group</p>
<p><a href="https://www.rhevistarh.com.br/portal/qualidade-de-vida-e-o-principal-fator-de-desempate-entre-vagas-para-29-dos-profissionais-aponta-edc-group/" target="_blank" rel="noopener">https://www.rhevistarh.com.br/portal/qualidade-de-vida-e-o-principal-fator-de-desempate-entre-vagas-para-29-dos-profissionais-aponta-edc-group/</a></p>
<p>O futuro do trabalho está em cuidarmos uns dos outros</p>
<p>https://ihu.unisinos.br/78-noticias/594305-o-futuro-do-trabalho-esta-em-cuidarmos-uns-dos-outros</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Encontro ABQV reúne profissionais para debater novos caminhos de enfrentamento à obesidade</title>
		<link>https://abqv.org.br/encontro-abqv-reune-profissionais-para-debater-novos-caminhos-de-enfrentamento-a-obesidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 20:55:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Evento, realizado no Beneficência Portuguesa, em São Paulo, discutiu caminhos, soluções e impactos do avanço da doença A obesidade e suas múltiplas implicações para a saúde pública, empresas e bem-estar estiveram no centro do encontro promovido pela Associação Brasileira de<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Evento, realizado no Beneficência Portuguesa, em São Paulo, discutiu caminhos, soluções e impactos do avanço da doença</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obesidade e suas múltiplas implicações para a saúde pública, empresas e bem-estar estiveram no centro do encontro promovido pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), realizado no hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, no último 29 de abril. O evento reuniu especialistas de diferentes áreas para discutir desafios, lacunas no sistema de saúde e possíveis caminhos para enfrentar uma condição cada vez mais prevalente e complexa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o tema “Obesidade e novos modelos de abordagem”, o encontro contou com a participação da vice-presidente da ABQV, Grácia Fragalá, e dos especialistas José Henrique Castro, Maria Edna de Melo, Kátia Audi, Débora Kinoshita Kussunoki, Elaine Brégola e Rosicler Rodriguez, mediadora do evento!</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> <strong>Epidemiologia mostra avanço da obesidade e correlação com outras doenças</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados apresentados por José Henrique Castro, médico do trabalho especialista na LWART Soluções Ambientais com gestão em saúde ocupacional e qualidade de vida, evidenciam a magnitude e a rápida evolução da obesidade como um dos principais desafios de saúde pública no Brasil e no mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, 68% da população adulta apresenta excesso de peso, enquanto 31% vive com obesidade — o equivalente a aproximadamente um em cada três brasileiros. O cenário é agravado pelo crescimento acelerado da condição, com aumento de 72% na prevalência em apenas 13 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto global, estima-se que, em 2025, 2,3 bilhões de adultos estejam com excesso de peso, sendo 700 milhões com obesidade (IMC ≥ 30 kg/m²). As projeções indicam que, até 2030, esse número pode chegar a 1,13 bilhão — um aumento de 115% em relação a 2010. Além disso, a obesidade está associada a cerca de 1,6 milhão de mortes prematuras por ano, superando os óbitos por acidentes de trânsito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A progressão dos casos mais graves também preocupa. A obesidade classe II ou superior deve crescer até 2030 especialmente no Pacífico Ocidental (+362%) e no Sudeste Asiático (+301%), seguidos por África e Mediterrâneo (+215%) e Américas (+116%), reforçando o caráter global da epidemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Débora Kinoshita Kussunoki, médica psiquiatra com atuação em obesidade, síndrome metabólica e transtornos alimentares, destacou que o avanço da obesidade ocorre em paralelo ao aumento dos transtornos mentais, evidenciando a complexidade do problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Globalmente, os transtornos mentais atingiram cerca de 970 milhões de pessoas em 2019, com crescimento significativo após a pandemia de Covid-19, incluindo aumento de mais de 18% nos casos de depressão e 19% de ansiedade entre 2019 e 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação entre obesidade e saúde mental foi destacada como bidirecional: pessoas com obesidade têm maior risco de desenvolver transtornos psiquiátricos, enquanto condições como depressão aumentam em até 71% a probabilidade de obesidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A psiquiatra também ressaltou que essa interseção ainda é pouco abordada de forma integrada. Pacientes com obesidade apresentam maior prevalência de transtornos psiquiátricos, o que impacta diretamente a adesão ao tratamento e os resultados clínicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estigma foi apontado como um dos principais entraves. Mais de 50% dos pacientes com obesidade relatam experiências negativas com profissionais de saúde, e muitos evitam buscar atendimento por esse motivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto central foi o impacto do reconhecimento — ou da falta dele — da obesidade como doença. Quando não reconhecida, há culpabilização do paciente, ausência de tratamento adequado, subnotificação em prontuários, negativa de cobertura por planos de saúde e abandono do cuidado. Por outro lado, o reconhecimento formal permite uma abordagem clínica estruturada, amplia o acesso a terapias eficazes, garante acompanhamento adequado e fortalece o vínculo terapêutico, melhorando a adesão ao tratamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> <strong>Desafios no acesso ao tratamento</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Durante sua apresentação, Maria Edna de Melo, especialista em Endocrinologia e Metabologia titulada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, destacou lacunas importantes no cuidado à obesidade no Brasil. Entre os principais desafios estão a ausência de medicamentos para tratamento da obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS) e o alto custo das terapias disponíveis, que podem ultrapassar R$ 1.700 por mês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto crítico é o acesso à cirurgia bariátrica, ainda limitado por longas filas e pela falta de critérios mais eficientes de priorização. A especialista reforçou que programas estruturados de mudança de estilo de vida, com acompanhamento contínuo e equipe multiprofissional, são a base do tratamento e precisam ser ampliados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Kátia Audi Curci, Assessora de Estímulo à Inovação e Avaliação da Qualidade Setorial da ANS (Agência Nacional de Saúde), trouxe a visão regulatória sobre o tema. Segundo ela, o modelo assistencial vigente foi estruturado para condições agudas, e não para o cuidado contínuo. Isso gera fragmentação, foco em procedimentos em vez de desfechos, baixa coordenação entre níveis de atenção e atuação predominantemente reativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como consequência, há baixa efetividade no manejo de condições crônicas como a obesidade, além de custos elevados, menor eficiência e pior experiência para o beneficiário. Em síntese, o sistema ainda está voltado para tratar eventos, e não para cuidar das pessoas ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como alternativa, ela destacou a necessidade de migrar para um modelo de cuidado contínuo, estruturado e centrado no paciente. Esse modelo começa com a identificação precoce de riscos, com olhar ampliado além do IMC, seguido por acompanhamento contínuo, coordenação do cuidado e avaliação de desfechos clínicos, qualidade de vida e uso de serviços.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> <strong>Caminhos possíveis</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Dra. Elaine Brégola, médica especialista em ginecologia e obstetrícia, com atuação em auditoria médica e responsável técnica pelos planos de saúde da Fundação Copel, apresentou uma perspectiva prática sobre o enfrentamento da obesidade na saúde suplementar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A médica apresentou um programa baseado na metodologia Slimpass, estruturado a partir de um modelo preventivo e multidisciplinar. Em três anos, foram reduzidos mais de 5 toneladas de peso, com mais de 800 pacientes atendidos. O programa também gerou redução significativa de custos para a operadora e diminuição de doenças associadas, como a Hipertensão Arterial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A apresentação também destacou o desafio crescente da incorporação de novas terapias, especialmente farmacológicas, reforçando a necessidade de equilíbrio entre inovação, acesso e sustentabilidade no sistema de saúde.</p>
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		<item>
		<title>Ergonomia no trabalho e NR-17: por que essas preocupações devem ir além da questão burocrática?</title>
		<link>https://abqv.org.br/ergonomia-no-trabalho-e-nr-17-por-que-essas-preocupacoes-devem-ir-alem-da-questao-burocratica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 11:53:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Corporativa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em muitas empresas, ergonomia no trabalho e NR-17 ainda são tratadas apenas como exigências legais. O problema é que, ao encarar o tema dessa forma, as organizações deixam de aproveitar uma ferramenta estratégica para cuidar das pessoas e sustentar seus<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
<p>O post <a href="https://abqv.org.br/ergonomia-no-trabalho-e-nr-17-por-que-essas-preocupacoes-devem-ir-alem-da-questao-burocratica/">Ergonomia no trabalho e NR-17: por que essas preocupações devem ir além da questão burocrática?</a> apareceu primeiro em <a href="https://abqv.org.br">ABQV</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em muitas empresas, ergonomia no trabalho e NR-17 ainda são tratadas apenas como exigências legais. O problema é que, ao encarar o tema dessa forma, <strong>as organizações deixam de aproveitar uma ferramenta estratégica para cuidar das pessoas e sustentar seus resultados.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, ergonomia vai muito além de cadeiras ajustáveis ou da altura dos monitores. Ela envolve a forma como o trabalho é organizado, impactando diretamente a saúde física e mental dos trabalhadores e, consequentemente, sua capacidade de produzir com qualidade ao longo do tempo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais os pontos mais importantes da NR-17?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-17-nr-17" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>NR-17, atualizada pela última vez em 2022 pelo Ministério do Trabalho e Emprego</u></a>, estabelece diretrizes para adaptar as condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos simples, o <a href="https://abqv.org.br/ergonomia-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>as diretrizes de ergonomia</u></a> indicam que o ambiente deve se ajustar à pessoa, e não o contrário. Para isso, são considerados diversos aspectos, que incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>critérios seguros de esforço físico</strong>, levando em conta a relação entre peso, postura e capacidade individual de cada trabalhador;</li>



<li><strong>mobiliário dos postos de trabalho</strong>, para que mesas, cadeiras e bancadas sejam ajustáveis e adequadas à tarefa executada, permitindo posturas que não comprometam a saúde musculoesquelética;</li>



<li><strong>adequação de ferramentas, dispositivos e </strong><a href="https://abqv.org.br/uso-de-tecnologia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>tecnologias</strong></u></a>às características de quem os utiliza, evitando posturas forçadas e movimentos repetitivos prejudiciais;</li>



<li><strong>condições ambientais,</strong> que abrangem iluminação, temperatura, umidade, ruído, vibração e outros fatores que, quando fora dos parâmetros adequados, geram fadiga, irritabilidade, queda de concentração e risco aumentado de doenças, lesões e acidentes;</li>



<li><strong>organização do trabalho</strong>, cujo foco é o ritmo das atividades, as pausas, o conteúdo das tarefas e as <a href="https://abqv.org.br/gestao-tempo-produtividade/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>exigências de tempo.</u></a></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Vale ressaltar que, ao incluir a organização do trabalho como objeto de análise ergonômica, a norma reconhece que o <strong>adoecimento ocupacional não decorre apenas de posturas incorretas, mas também de ritmos insustentáveis e da falta de autonomia sobre o próprio trabalho.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual o papel da Análise Ergonômica do Trabalho (AET) na construção de um ambiente saudável?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, a <strong>Análise Ergonômica do Trabalho (AET) é o instrumento que transforma a norma em ação concreta. </strong>Trata-se de um processo estruturado de investigação para entender como as atividades são de fato realizadas e quais riscos elas representam para quem as executa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acima de tudo, a AET exige observação direta e análise das condições reais do espaço em que as tarefas são desenvolvidas. Esse ponto é fundamental: são os próprios colaboradores que, por vivenciarem o trabalho diariamente, conseguem apontar riscos que uma inspeção superficial jamais identificaria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dessa investigação, a AET identifica inadequações que vão desde a regulagem do mobiliário até a forma como as metas são estabelecidas, o ritmo imposto às equipes e a ausência de pausas adequadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posteriormente, com base nesse diagnóstico, são propostas intervenções. Elas podem incluir <strong>ajustes físicos nos postos de trabalho, redesenho de tarefas, redistribuição de demandas e implementação de pausas programadas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://abqv.org.br/produtividade-toxica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>De que forma a produtividade tóxica é capaz de afetar o bem-estar como um todo</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como a ergonomia no trabalho colabora para consolidar uma produtividade sustentável?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Há uma crença comum no mundo corporativo de que investir no conforto e na saúde dos trabalhadores reduz o ritmo das entregas. Mas as melhores práticas organizacionais demonstram justamente o oposto: ambientes ergonomicamente adequados produzem mais e melhor. Ou seja, além de equivocada, tal ideia ainda pode gerar custos altos para as organizações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados e indicadores atuais ajudam a evidenciar bem essa relação. Um <a href="https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/01/26/brasil-tem-4-milhoes-de-afastamentos-do-trabalho-em-2025-maior-numero-em-cinco-anos.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>levantamento do portal G1, com base em registros do Ministério da Previdência Social</u></a>, mostra que o país atingiu a marca de <strong>4 milhões de afastados do trabalho em 2025</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as principais causas para esse fenômeno estão <a href="https://abqv.org.br/dor-nas-costas-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>dores nas costas </u></a>e hérnias de disco, que juntas somam mais de 450 mil casos de impedimento da atividade profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ambas as condições frequentemente têm origem em situações ergonômicas inadequadas. Mobiliário mal ajustado, ausência de suporte para punhos e excesso de esforço físico são apenas alguns dos gatilhos mais comuns para essas queixas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o cenário não se limita ao conforto físico, passando também pela forma como as atividades são estruturadas no dia a dia, com pausas programadas e organização saudável do trabalho. O aumento dos casos de <a href="https://abqv.org.br/burnout-digital/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">burnout</a> e os índices de absenteísmo ilustram os impactos emocionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> O burnout, reconhecido pela <a href="https://www.who.int/news/item/28-05-2019-burn-out-an-occupational-phenomenon-international-classification-of-diseases" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Organização Mundial da Saúde</u></a> como fenômeno ocupacional, é desencadeado pelo estresse crônico no trabalho que não foi adequadamente gerenciado. Entre os fatores de risco mais importantes estão a sobrecarga de tarefas e a falta de controle sobre o próprio trabalho, que também estão relacionados ao absenteísmo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, os <a href="https://abqv.org.br/afastamento-trabalho-doenca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>afastamentos</u></a> decorrentes de casos de burnout, entre <a href="https://abqv.org.br/saude-mental-dos-trabalhadores-assume-papel-importante-no-mundo-corporativo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>outras condições de saúde mental,</u></a> praticamente quadruplicaram em três anos: <strong>saltaram de 1.760, em 2023, para 6.985, em 2025</strong>, conforme aponta a <a href="https://www.anamt.org.br/portal/2026/01/27/levantamento-anamt-com-dados-oficiais-do-inss-revela-crescimento-dos-afastamentos-decorrentes-de-problemas-de-saude-mental-entre-2023-e-2025/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Associação Nacional de Medicina do Trabalho,</u></a> com base em dados do Ministério da Previdência Social.</p>



<h3 class="wp-block-heading">NR-17 como estratégia corporativa</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A NR-17 </strong><strong>propõe justamente a organização de todo o ambiente visando o bem-estar das pessoas</strong>. Ao estabelecer pausas obrigatórias, limitar a exposição a ritmos de trabalho extremos e exigir que as condições sejam avaliadas periodicamente, a norma atua na prevenção do esgotamento mental e de quadros físicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que tratar a NR-17 como burocracia é um equívoco caro. A norma existe porque o trabalho, quando mal organizado, <a href="https://abqv.org.br/fazer-a-gestao-dos-fatores-psicossociais-do-trabalho-e-essencial-para-evitar-o-adoecimento-dos-trabalhadores/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>oferece riscos.</u></a> E o adoecimento, seja físico ou emocional, tem consequências que se distribuem por toda a organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, <strong>empresas que assumem a atenção à ergonomia como política ativa,</strong> e não como mero cumprimento de obrigações, <strong>tendem a apresentar menor rotatividade, maior engajamento e uma produtividade sustentável, que se transforma em bons resultados para toda a operação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por falar em saúde no trabalho, <a href="https://abqv.org.br/saude-mental-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>saiba quais as melhores recomendações para acolher e encaminhar uma queixa de sofrimento psíquico e emocional no espaço profissional.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Referências</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Norma Regulamentadora No. 17 (NR-17)<br><a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-17-nr-17" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-17-nr-17</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo o que você precisa saber sobre a Análise Ergonômica do Trabalho (AET)<br><a href="https://www.sesipr.org.br/informacoes-sst/nrs/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-analise-ergonomica-do-trabalho-aet---1-38715-470968.shtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.sesipr.org.br/informacoes-sst/nrs/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-analise-ergonomica-do-trabalho-aet&#8212;1-38715-470968.shtml</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Burn-out an &#8220;occupational phenomenon&#8221;: International Classification of Diseases<br><a href="https://www.who.int/news/item/28-05-2019-burn-out-an-occupational-phenomenon-international-classification-of-diseases" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.who.int/news/item/28-05-2019-burn-out-an-occupational-phenomenon-international-classification-of-diseases</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Levantamento da ANAMT revela crescimento de afastamentos por problemas de saúde mental<br><a href="https://www.anamt.org.br/portal/2026/01/27/levantamento-anamt-com-dados-oficiais-do-inss-revela-crescimento-dos-afastamentos-decorrentes-de-problemas-de-saude-mental-entre-2023-e-2025/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.anamt.org.br/portal/2026/01/27/levantamento-anamt-com-dados-oficiais-do-inss-revela-crescimento-dos-afastamentos-decorrentes-de-problemas-de-saude-mental-entre-2023-e-2025/</a><br><a href="https://www.anamt.org.br/portal/2026/01/27/levantamento-anamt-com-dados-oficiais-do-inss-revela-crescimento-dos-afastamentos-decorrentes-de-problemas-de-saude-mental-entre-2023-e-2025/
"><br></a>Brasil tem 4 milhões de afastamentos do trabalho em 2025, maior número em cinco anos<br><a href="https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/01/26/brasil-tem-4-milhoes-de-afastamentos-do-trabalho-em-2025-maior-numero-em-cinco-anos.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/01/26/brasil-tem-4-milhoes-de-afastamentos-do-trabalho-em-2025-maior-numero-em-cinco-anos.ghtml<br></a><br>About Ergonomics and Work-Related Musculoskeletal Disorders<br><a href="https://www.cdc.gov/niosh/ergonomics/about/index.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.cdc.gov/niosh/ergonomics/about/index.html</a><br><a href="https://www.cdc.gov/niosh/ergonomics/about/index.html
"><br></a>Workplace Ergonomics and Safety: Tips, Equipment, and Examples<br><a href="https://publichealth.tulane.edu/blog/workplace-ergonomics-safety/">https://publichealth.tulane.edu/blog/workplace-ergonomics-safety/</a></p>
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		<title>ABQV e APM celebram formatura de MBA em Gestão Estratégica em Saúde em São Paulo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 15:10:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Institucional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Formandos da ABQV e APM se tornam &#8216;tripulação&#8217; para promover saúde integrada ao negócio em cerimônia emocionante A Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), em parceria com a Associação Paulista de Medicina (APM), realizou na noite de 14 de<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Formandos da ABQV e APM se tornam &#8216;tripulação&#8217; para promover saúde integrada ao negócio em cerimônia emocionante</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), em parceria com a Associação Paulista de Medicina (APM), realizou na noite de 14 de abril a cerimônia de formatura da 2° e 3° turmas do<em> MBA em Gestão Estratégica em Saúde e Qualidade de Vida Integrada ao Negócio</em>. O evento, sediado na sede da APM, reuniu membros das entidades, alunos e formandos, com transmissão ao vivo pela internet para alcançar participantes remotos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">José Antonio Coelho Júnior, presidente da ABQV, destacou a trajetória de três décadas da instituição e o impacto das três turmas em parceria com a APM. “Hoje, vocês representam uma família, uma marca que há 30 anos vem sendo construída, são 19 turmas, três delas em parceria com o APM, que nos trouxe um formato renovado, organizado para atender o que a gente tem de mais atual no mercado. Vocês representam uma maneira, por meio da competência técnica e científica, de ajudar pessoas a encontrar caminhos e limites mais saudáveis”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Grácia Fragalá, vice-presidente da ABQV e professora do curso, enfatizou a relevância do programa em um mercado em transformação. “Nosso MBA forma um profissional para a nova carreira. O mercado busca um profissional para essa área específica. Cada vez mais as empresas valorizam a qualidade de vida. Nós estamos passando por uma transformação no mundo do trabalho. Eu também percebo que as pessoas estão cada vez mais buscando uma qualificação técnica alinhada à formação humana. E precisamos cada vez mais de humanidade. Este MBA alinha essas duas coisas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já Sâmia Aguiar Brandão Simurro, diretora de Certificação da ABQV e coordenadora do MBA, usou uma metáfora aeronáutica para ilustrar o espírito da turma, comparando-a à missão Artemis II da NASA. “Existe uma diferença fundamental entre time e tripulação. Um time trabalha junto, já uma tripulação depende da união das pessoas para sobreviver. Um time compartilha metas. Uma tripulação compartilha propósito e responsabilidade real, autêntica. Digo isto porque, ao longo da formação, vocês não foram apenas um time, mas se tornaram uma tripulação.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Representando a APM, Loraíne Vivas, gerente geral e diretora acadêmica, parabenizou os formandos pela resiliência em conciliar carreira e estudos. “Sabemos que é muito difícil conciliar a vida profissional e os estudos. Não é fácil. E vocês conseguiram. O trabalho que vocês vão realizar na promoção de programas de saúde e bem-estar será muito importante. E eu quero que vocês se lembrem de que a gente sempre estará aqui. Estamos mais sensíveis hoje por receber todos vocês aqui tão pertinho, em nossa casa. Desejo uma boa sorte para vocês, muito sucesso.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MBA Gestão Estratégica em Saúde e Qualidade de Vida Integrada ao Negócio, que capacita profissionais para integrar saúde e bem-estar às estratégias corporativas, reforça a crescente demanda por líderes que promovam qualidade de vida no ambiente de trabalho, especialmente em um contexto de mudanças no mundo laboral pós-pandemia.</p>
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		<title>Como usar o Abril Verde para colocar a cultura de prevenção como pilar central da qualidade de vida no trabalho</title>
		<link>https://abqv.org.br/abril-verde/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 21:15:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Corporativa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Abril Verde é um movimento nacional de conscientização sobre saúde e segurança no trabalho, cujo auge é o dia 28 de abril, data em que se celebra o Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças Relacionadas<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Abril Verde é um movimento nacional de conscientização sobre saúde e segurança no trabalho, cujo auge é o dia <strong>28 de abril,</strong> data em que se celebra o<strong> Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças Relacionadas ao Trabalho. </strong>A data faz referência a uma explosão em uma mina que matou 78 mineiros norte-americanos no ano de 1969.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por consequência, para profissionais de RH e lideranças comprometidas com a qualidade de vida no trabalho, esse mês é uma oportunidade estratégica. Ele deve servir não apenas para cumprir protocolos de segurança, mas para revisitar o que a organização entende por ambiente seguro em todas as suas dimensões.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que é importante falar sobre segurança no trabalho?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os números respondem com clareza. Segundo dados do <a href="https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2025/abril/brasil-registra-83-6-acidentes-do-trabalho-por-hora" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho da Previdência,</u></a> o Brasil registra <strong>83,6 acidentes de trabalho por hora. </strong>Isso é o equivalente a mais de <strong>2.000 ocorrências por dia e 700 mil casos em um único ano.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Já conforme dados da plataforma do <a href="https://smartlabbr.org/sst"><u>Observatório de Saú</u></a><u><a href="https://smartlabbr.org/sst" target="_blank" rel="noreferrer noopener">d</a></u><a href="https://smartlabbr.org/sst" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>e e Segurança do Trabalho</u></a>, entre 2012 e 2024 ocorrem<strong>8 milhões de acidentes de trabalho e 32 mil mortes no país.</strong> Entre as lesões mais frequentes estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>escoriações;</li>



<li>cortes, lacerações e feridas abertas;</li>



<li>fraturas;</li>



<li>distensões, luxações e torções;</li>



<li><a href="https://abqv.org.br/dor-nas-costas-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>contusões</u></a> e lesões por esmagamento.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Se a dimensão humana desses números já não fosse suficiente, o alto volume de acidentes também tem impactos econômicos. O Observatório de Saúde e Segurança do Trabalho aponta que, desde 2012, <strong>o cenário resultou na perda de mais de 620 mil dias de trabalho e em gastos superiores a 190 bilhões em reabilitação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por consequência, acidentes laborais são também uma questão de saúde pública. Cada trabalhador afastado representa não apenas um impacto individual, mas também um custo coletivo que recai sobre as empresas, o sistema previdenciário, o sistema de saúde e, em última instância, a economia do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem o devido cuidado, incidentes no ambiente profissional são frequentemente responsáveis por uma parcela significativa dos anos de vida produtiva perdidos. Portanto, quando o ambiente de trabalho adoece ou lesiona as pessoas, toda a sociedade arca com as consequências.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais os principais objetivos do Abril Verde?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Campanha Abril Verde, promovida por entidades governamentais, sindicatos e empresas, tem como propósitos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>promover o debate público sobre as condições de trabalho no Brasil;</li>



<li>fortalecer as <a href="https://abqv.org.br/nova-legislacao-muda-nomenclatura-da-cipa-e-impoe-as-empresas-a-adocao-de-medidas-de-prevencao-e-combate-ao-assedio-sexual-e-moral/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e de Assédio </u></a>como instâncias efetivamente participativas;</li>



<li>estimular a integração de ações entre os órgãos governamentais de trabalho, saúde e previdência;</li>



<li>reconhecer que a <a href="https://abqv.org.br/cultura-de-seguranca-e-de-saude-sao-fundamentais-para-a-prevencao-de-acidentes-e-doencas-ocupacionais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>cultura de prevenção</u></a> é mais eficaz do que a reação ao acidente já consumado.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, o movimento também ampliou seu escopo para incluir os <a href="https://abqv.org.br/riscos-psicossociais-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>riscos psicossociais. </u></a>Em linha com as <a href="https://abqv.org.br/riscos-psicossociais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>atualizações da NR-1</u></a>, os espaços de trabalho devem ter em mente que ambientes tóxicos, assédio, jornadas excessivas e falta de reconhecimento são tão prejudiciais ao bem-estar quanto a ausência de um equipamento de proteção individual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por consequência, o <strong>Abril Verde precisa reforçar que a segurança não é apenas a ausência de acidentes.</strong> É a presença de condições que permitam ao trabalhador desenvolver seu potencial sem comprometer sua integridade física, mental e emocional. Essa é a base de qualquer agenda séria de qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, é <strong>possível garantir que os espaços de trabalho sejam psicologicamente seguros.</strong> Além de evitar complicações de saúde mental, esses espaços devem garantir que as pessoas se sintam à vontade para questionar uma decisão, admitir um erro, pedir ajuda ou sinalizar um problema sem temer punição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Colaboradores que têm medo de reportar uma falha ou um risco (por receio de punição, por exemplo) abrem brechas para acidentes. Logo, criar canais de comunicação aberta é uma <a href="https://abqv.org.br/seguranca-do-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>medida concreta de segurança.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://abqv.org.br/text-neck-sindrome-do-pescoco-de-texto/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Saiba o que é text neck e entenda como a síndrome do pescoço de texto afeta o bem-estar dentro e fora do trabalho</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como o RH pode fazer do Abril Verde um espaço para promover uma cultura de prevenção o ano todo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto de partida para fortalecer a segurança envolve a revisão de uma série de práticas cotidianas. Entre as mais relevantes estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>canais de escuta protegidos</strong> para que os colaboradores possam reportar riscos, queixas e situações de desconforto sem exposição ou represália, com uma liderança que responda às sinalizações com respeito e ação;</li>



<li><strong>treinamentos regulares e capacitações</strong> sobre segurança no trabalho que precisam ir além do cumprimento das <a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Normas Regulamentadoras (NR) </u></a>e estejam adaptados à realidade de cada segmento de atuação;</li>



<li><strong>revisão periódica de riscos físicos e ergonômicos</strong>, para a identificação e correção de ameaças ambientais (como iluminação inadequada, ruído excessivo, equipamentos sem manutenção e postos de trabalho ergonomicamente inadequados), de acordo com as NRs pertinentes;</li>



<li><strong>fortalecimento das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes</strong> e Assédio, para que funcionem com autonomia, representatividade e recursos, o que é uma forma concreta de democratizar a segurança dentro das organizações;</li>



<li><strong>monitoramento de indicadores internos</strong> <a href="https://abqv.org.br/saude-mental-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>(inclusive de saúde mental)</u></a>, como taxas de absenteísmo, afastamentos, rotatividade e resultados de pesquisas de engajamento.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Outro movimento estratégico que precisa ser levado para o restante do ano envolve mostrar a <strong>líderes e colaboradores que ambientes seguros não são apenas mais humanos e saudáveis, mas também mais produtivos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Times que operam com segurança física e psicológica cometem menos erros, comunicam-se melhor, enfrentam adversidades com mais resiliência e entregam resultados mais consistentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acima de tudo, <strong>o Abril Verde serve para lembrar que nenhum indivíduo deveria ter o próprio trabalho como causa de acidente ou adoecimento.</strong> Esse espaço, onde se passa boa parte da vida, precisa ser visto como um ambiente onde as pessoas possam, de fato, prosperar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba agora como uma <a href="https://abqv.org.br/gestao-e-lideranca-humanizada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>liderança humanizada compõe o caminho para fortalecer o bem-estar integral no trabalho</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Abril Verde alerta para a saúde e segurança no trabalho</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2025/abril/abril-verde-alerta-para-a-saude-e-seguranca-no-trabalho" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2025/abril/abril-verde-alerta-para-a-saude-e-seguranca-no-trabalho</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">12 Ideias para trabalhar o tema da saúde e segurança o ano inteiro</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.trt12.jus.br/portal/areas/ascom/extranet/documentos/E-BOOKAbrilVerde.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.trt12.jus.br/portal/areas/ascom/extranet/documentos/E-BOOKAbrilVerde.pdf</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O que é Abril Verde? Confira dicas de ações para empresas<br><a href="https://saude.sesisc.org.br/blog/seguranca-e-saude-no-trabalho/o-que-e-abril-verde/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://saude.sesisc.org.br/blog/seguranca-e-saude-no-trabalho/o-que-e-abril-verde/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Checklist de inspeção de segurança<br><a href="https://www.segurancadotrabalho.ufv.br/checklist-de-seguranca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.segurancadotrabalho.ufv.br/checklist-de-seguranca/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O que é Segurança do Trabalho?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.ufrb.edu.br/progep/index.php/avaliacao-de-desempenho/42" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.ufrb.edu.br/progep/index.php/avaliacao-de-desempenho/42</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Brasil registra 83,6 acidentes do trabalho por hora</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2025/abril/brasil-registra-83-6-acidentes-do-trabalho-por-hora" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2025/abril/brasil-registra-83-6-acidentes-do-trabalho-por-hora</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Observatório de Saúde e Segurança no Trabalho</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://smartlabbr.org/sst" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://smartlabbr.org/sst</a></p>
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