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	<title>ABQV</title>
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	<description>Associação Brasileira de Qualidade de Vida</description>
	<lastBuildDate>Thu, 19 Mar 2026 22:50:13 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Entenda qual o papel da inteligência emocional no trabalho e como esse atributo pode ser desenvolvido nas equipes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 12:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência emocional]]></category>
		<category><![CDATA[pilares da inteligência emocional]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental no trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em ambientes cada vez mais complexos, marcados por mudanças aceleradas, pressão por resultados e diversidade de perfis, a inteligência emocional no trabalho é o que distingue equipes que operam no limite daquelas que colaboram, se adaptam e evoluem juntas. Ou<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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<p>Em ambientes cada vez mais complexos, marcados por mudanças aceleradas, pressão por resultados e diversidade de perfis, a inteligência emocional no trabalho é o que distingue equipes que operam no limite daquelas que colaboram, se adaptam e evoluem juntas.</p>



<p>Ou seja: saber lidar com as próprias emoções e compreender as dos outros deixou de ser apenas um diferencial. Tornou-se, na verdade, uma demanda real do mundo corporativo.</p>



<p>Nesse contexto, profissionais de RH e líderes devem ter ciência de que esse conceito é uma alavanca capaz de impactar desde o clima organizacional até os diversos indicadores do ambiente de trabalho (como absenteísmo e afastamentos). Logo, vale a pena entender como é possível traduzir a teoria em ações práticas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Qual é o verdadeiro significado de inteligência emocional?</h2>



<p>Embora tenha ficado famosa pelo psicólogo Daniel Goleman, a ideia por trás do que conhecemos por inteligência emocional vem de trabalhos anteriores. Um dos primeiros registros do uso do termo aparece nos trabalhos dos pesquisadores Peter Salovey e John Mayer, ainda no começo da década de 1990.</p>



<p>De acordo com artigo publicado no periódico <a href="https://www.mdpi.com/2227-9032/9/12/1696"></a><a href="https://www.mdpi.com/2227-9032/9/12/1696" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Healthcare</em></a><a href="https://www.mdpi.com/2227-9032/9/12/1696">,</a> a inteligência emocional tem como base &#8220;a capacidade de raciocinar sobre as emoções e a capacidade de usar o conhecimento emocional para aprimorar o pensamento&#8221;. Isso levaria em conta tanto as próprias emoções quanto as das pessoas ao redor.</p>



<p>Posteriormente, Goleman organizou tal conceito em cinco pilares fundamentais que, juntos, formam a base do que seria reconhecido como comportamento emocionalmente inteligente:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>autoconhecimento (autoconsciência), </strong>que é a capacidade de reconhecer as próprias emoções e entender como elas influenciam pensamentos e comportamentos;</li>



<li><strong>autorregulação (autocontrole), </strong>cujo foco é a habilidade de gerenciar impulsos, adaptar-se a mudanças e manter o equilíbrio emocional diante de situações desafiadoras;</li>



<li><strong>motivação, </strong>para mantercomprometimento interno com objetivos propostos, independentemente de recompensas externas imediatas;</li>



<li><strong>empatia, </strong>que envolve ter a sensibilidade para compreender as emoções alheias e responder a elas de forma adequada;</li>



<li><strong>habilidades sociais, </strong>a competência necessária para construir relacionamentos sólidos, comunicar-se com clareza e influenciar positivamente o ambiente.</li>
</ul>



<p>Vale sempre ressaltar que inteligência emocional não é sinônimo de ser simpático, <a href="https://abqv.org.br/o-que-e-comunicacao-nao-violenta/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">evitar conflitos </a>ou suprimir emoções. Pelo contrário: trata-se de reconhecê-las com precisão e usá-las de forma construtiva.</p>



<p>Em situações críticas, uma pessoa com alto nível de inteligência emocional pode discordar, dar feedbacks difíceis e sustentar posições firmes. Todavia, isso é sempre conduzido com consciência e respeito.</p>



<p>No ambiente corporativo, isso significa líderes capazes de tomar decisões equilibradas sob pressão, equipes que resolvem divergências e colaboradores que mantêm a produtividade mesmo em períodos de alta demanda.</p>



<p><em>Leia também: </em><a href="https://abqv.org.br/saude-mental-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>A preocupação com a saúde mental no trabalho envolve entender como acolher e encaminhar uma queixa de sofrimento psíquico e emocional</em></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Benefícios de um alto nível de inteligência emocional dentro e fora do trabalho</h2>



<p>Quando a inteligência emocional está presente de forma disseminada entre os <a href="https://abqv.org.br/promocao-da-felicidade-do-trabalhador-e-estrategia-para-as-organizacoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">indivíduos de uma organização</a>, seus efeitos são percebidos em múltiplas dimensões.</p>



<p>Do ponto de vista individual, o colaborador com maior inteligência emocional tende a apresentar mais resiliência diante de adversidades. Ao mesmo tempo, demonstra <a href="https://abqv.org.br/atividades-terapeuticas-ou-recreativas-com-animais-reduzem-estresse-melhoram-ambiente-de-trabalho-e-clima-organizacional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">menor propensão ao estresse </a>crônico e maior capacidade de manter o foco mesmo sob pressão.</p>



<p>No contexto das equipes, os ganhos se ampliam. Times com alto índice coletivo de inteligência emocional tendem a se comunicar melhor, a colaborar de forma mais eficiente e a resolver conflitos com menos desgaste. Isso se reflete diretamente na qualidade das entregas e na redução de retrabalhos causados por ruídos interpessoais.</p>



<p>No longo prazo, ambientes que valorizam traços associados à inteligência emocional no trabalho tendem a apresentar melhores indicadores em aspectos como engajamento, absenteísmo, presenteísmo e até mesmo afastamentos, uma preocupação cada vez maior para as organizações.</p>



<p>Fora do ambiente de trabalho, os efeitos se estendem à qualidade de vida e ao bem-estar como um todo. Exemplo disso é um estudo publicado no periódico <a href="https://www.frontiersin.org/journals/psychology/articles/10.3389/fpsyg.2023.1250636/full" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Frontiers in Psychology</em></a><a href="https://www.frontiersin.org/journals/psychology/articles/10.3389/fpsyg.2023.1250636/full">,</a> que demonstrou que melhorar habilidades emocionais intrapessoais tem o potencial de reduzir os sintomas da <a href="https://abqv.org.br/url-depressao-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">depressão </a>e de melhorar o funcionamento do sistema imunológico.</p>



<p>Outro artigo, dessa vez publicado no <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0887618508000649?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Journal of Anxiety Disorders</em></a><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0887618508000649?via%3Dihub">,</a> mostrou que quanto menor a capacidade de processamento básico de emoções, maior a <a href="https://abqv.org.br/ansiedade-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ansiedade </a>experimentada em quadros de transtorno de ansiedade social.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Como é possível trabalhar a inteligência emocional nas equipes?</h2>



<p>Ao contrário do que se pensa frequentemente, a inteligência emocional não é uma característica com que alguns nascem e outros não. Portanto, ela é uma habilidade que evolui com prática, experiência e, sobretudo, espaço adequado para ser desenvolvida.</p>



<p>Cabe às <a href="https://abqv.org.br/atuacao-das-liderancas-e-fundamental-no-engajamento-dos-trabalhadores-e-na-promocao-da-qualidade-de-vida/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">áreas de RH e às lideranças criar as condições </a>para que esse desenvolvimento aconteça de forma contínua. Entre as iniciativas com maior chance de resultado positivo estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>programas de autoconhecimento, </strong>com treinamentos que utilizam dinâmicas para ajudar os colaboradores a identificar seus padrões emocionais e a compreender como reagem em situações de pressão;</li>



<li><strong>treinamento de líderes como multiplicadores de inteligência emocional</strong>, contemplando elementos como fortalecimento da empatia, gestão de conflitos e feedbacks construtivos;</li>



<li><strong>rodas de conversa e outros mecanismos de gestão de conflitos</strong>, que criam espaços seguros para que as tensões sejam trabalhadas antes de se tornarem rupturas;</li>



<li><strong>práticas de regulação emocional</strong>, como meditação e pausas guiadas, que ajudam os colaboradores a desenvolver a capacidade de responder às situações de forma mais consciente;</li>



<li><strong>estabelecimento de uma </strong><a href="https://abqv.org.br/cultura-de-seguranca-e-de-saude-sao-fundamentais-para-a-prevencao-de-acidentes-e-doencas-ocupacionais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>cultura psicologicamente segura</strong></a><a href="https://abqv.org.br/cultura-de-seguranca-e-de-saude-sao-fundamentais-para-a-prevencao-de-acidentes-e-doencas-ocupacionais/">,</a> uma vez que nenhuma das <a href="https://abqv.org.br/planejamento-estrategia-e-criatividade-sao-fundamentais-para-uma-comunicacao-assertiva-na-promocao-da-saude-dos-colaboradores/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estratégias </a>acima funciona em ambientes onde as pessoas têm medo de ser vulneráveis, dificultando até mesmo a expressão de perspectivas diferentes das habituais.</li>
</ul>



<p>Em suma, estimular a inteligência emocional no trabalho é investir nas pessoas que sustentam os resultados da organização. Mais do que uma tendência passageira, essa é uma escolha estratégica que transforma a forma como as equipes se relacionam, produzem e, sobretudo, se mantêm saudáveis ao longo do tempo.</p>



<p>Aproveite e saiba mais agora sobre o que é o <a href="https://abqv.org.br/quiet-cracking-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">quiet cracking e como essa forma de desgaste afeta a saúde mental e o desempenho profissional</a>.</p>



<p>Referências</p>



<h6 class="wp-block-heading"><a></a>Inteligência Emocional no Trabalho: o que é e como desenvolver</h6>



<p><a href="https://www.casadosaber.com.br/blog/inteligencia-emocional-no-trabalho-o-que-e-e-como-desenvolver" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.casadosaber.com.br/blog/inteligencia-emocional-no-trabalho-o-que-e-e-como-desenvolver</a></p>



<h6 class="wp-block-heading"><a></a>Association between level of emotional intelligence and severity of anxiety in generalized social phobia</h6>



<p><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0887618508000649?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0887618508000649?via%3Dihub</a></p>



<h6 class="wp-block-heading"><a></a>Relationship of depression with empathy, emotional intelligence, and symptoms of a weakened immune system</h6>



<p><a href="https://www.frontiersin.org/journals/psychology/articles/10.3389/fpsyg.2023.1250636/full" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.frontiersin.org/journals/psychology/articles/10.3389/fpsyg.2023.1250636/full</a></p>



<h6 class="wp-block-heading"><a></a>Inteligência emocional no trabalho: conheça os 5 pilares</h6>



<p><a href="https://www.alura.com.br/empresas/artigos/inteligencia-emocional?srsltid=AfmBOop_VpdiYQh7IQ4XZxm9MfISWfot8yoCgH27LOjarxVteX_eDyZ1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.alura.com.br/empresas/artigos/inteligencia-emocional?srsltid=AfmBOop_VpdiYQh7IQ4XZxm9MfISWfot8yoCgH27LOjarxVteX_eDyZ1</a></p>



<p>Inteligência emocional no trabalho: 7 formas de desenvolver</p>



<p><a href="https://blog.mbauspesalq.com/inteligencia-emocional-no-trabalho" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://blog.mbauspesalq.com/inteligencia-emocional-no-trabalho</a></p>



<h6 class="wp-block-heading"><a></a>Emotional Intelligence</h6>



<p><a href="https://www.psychologytoday.com/us/basics/emotional-intelligence" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.psychologytoday.com/us/basics/emotional-intelligence</a></p>



<h6 class="wp-block-heading"><a></a>How to Improve Your Emotional Intelligence</h6>



<p><a href="https://professional.dce.harvard.edu/blog/how-to-improve-your-emotional-intelligence" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://professional.dce.harvard.edu/blog/how-to-improve-your-emotional-intelligence</a></p>



<h6 class="wp-block-heading"><a></a>Emotional Intelligence Measures: A Systematic Review</h6>



<p><a href="https://www.mdpi.com/2227-9032/9/12/1696" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.mdpi.com/2227-9032/9/12/1696</a></p>
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		<title>Descubra como saúde mental, gestão do tempo e produtividade andam juntos no dia a dia de trabalho</title>
		<link>https://abqv.org.br/gestao-tempo-produtividade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar no trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[gestão do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ter a agenda cheia, responder mensagens fora do horário e acumular responsabilidades virou, em muitos ambientes, sinônimo de dedicação. O problema é que esse ritmo tem um custo silencioso, gerando casos de adoecimento emocional decorrentes da sobrecarga. Nesse cenário, conversar<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ter a agenda cheia, responder mensagens fora do horário e acumular responsabilidades virou, em muitos ambientes, sinônimo de dedicação. O <strong>problema é que esse ritmo tem um custo silencioso, gerando casos de adoecimento emocional decorrentes da sobrecarga.</strong> Nesse cenário, conversar sobre <strong>gestão do tempo e produtividade </strong>é essencial ao fortalecimento do bem-estar.</p>



<p>Compreender essa conexão é particularmente relevante a partir do modo como ela influencia diretamente a forma como as equipes organizam seus expedientes, lidam com as demandas e preservam a própria saúde mental. Pensando nisso, os tópicos abaixo exploram o tema em detalhes,&nbsp; trazendo também métodos práticos para colocar isso em ação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Por que é importante saber gerir e organizar o tempo no trabalho?</h2>



<p>Acompanhar o passar das horas e minutos vai muito além de cumprir prazos ou ser eficiente. Trata-se de uma competência que impacta diretamente a qualidade de vida no trabalho, além de afetar a capacidade de tomar decisões e o nível de estresse ao qual o colaborador está exposto dia após dia.</p>



<p>Não por menos, uma <a href="https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0245066">publicação de janeiro de 2021 no periódico científico PLOS ONE </a>concluiu que uma boa <strong>gestão do tempo está associada a níveis maiores de desempenho e bem-estar. </strong>Ao mesmo tempo, as evidências mostram que aqueles com melhor organização do tempo apresentaram menos sinais de estresse e uma correlação negativa moderada com esse fator.</p>



<p>Em outras palavras: quanto melhor a pessoa organiza seu tempo, menor tende a ser o <a href="https://abqv.org.br/saude-mental-trabalho/">sofrimento emocional</a> associado às demandas profissionais. Isso acontece porque, quando há uma administração adequada desse fator, é possível antecipar demandas, reduzir imprevistos e preservar espaços para o descanso.</p>



<p>No sentido oposto, <strong>a sensação de que nunca há tempo suficiente para tudo é um dos principais gatilhos de ansiedade e de estresse crônico. </strong>Portanto, uma<a href="https://abqv.org.br/cultura-de-seguranca-e-de-saude-sao-fundamentais-para-a-prevencao-de-acidentes-e-doencas-ocupacionais/"> cultura de boa gestão do tempo </a>e produtividade não visa apenas incentivar a eficiência, mas investir no bem-estar emocional e na sustentabilidade de longo prazo dos resultados obtidos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais os impactos da falta de gestão do tempo sobre a produtividade e o bem-estar como um todo?</h2>



<p><strong>Quando a organização do tempo falha</strong> (seja por ausência de planejamento, excesso de demandas ou falta de limite entre horários de trabalho e descanso),<strong> as consequências são amplas.</strong></p>



<p>Não se trata apenas de entregar tarefas com atraso, mas de um processo gradual de desgaste físico e emocional que, pouco a pouco, <a href="https://abqv.org.br/organizacoes-devem-adotar-a-cultura-em-saude-com-programas-de-qualidade-de-vida-para-seus-colaboradores/">corrói a qualidade de vida.</a> Assim sendo, entre os principais impactos da má gestão do tempo, estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>elevação do estresse,</strong> decorrente da sensação constante de urgência e da dificuldade em cumprir todas as obrigações dentro do tempo disponível;</li>



<li><a href="https://abqv.org.br/ansiedade-no-trabalho/"><strong>aumento da ansiedade, </strong></a>especialmente quando tarefas se acumulam sem que fique claro o que se deve priorizar;</li>



<li><strong>queda na qualidade das entregas,</strong> já que o trabalhador esgotado tende a errar mais;</li>



<li><strong>risco</strong><a href="https://abqv.org.br/afastamento-trabalho-doenca/"><strong> elevado de <em>burnout</em></strong></a><strong><em>,</em></strong> que tem na sobrecarga de trabalho um de seus principais fatores, como ressalta o <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sindrome-de-burnout">Ministério da Saúde.</a></li>
</ul>



<p>Do ponto de vista organizacional, os impactos também são consideráveis. Equipes que não contam com uma cultura saudável de gestão do tempo<strong> tendem a apresentar maior rotatividade, menor engajamento e piores resultados coletivos. </strong>Por isso, o tema merece atenção prioritária nas <a href="https://abqv.org.br/tendencias-recursos-humanos/">agendas de RH.</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais são algumas das melhores estratégias para colocar ordem nas prioridades e ter um expediente mais tranquilo?</h2>



<p>A boa notícia é que existem métodos acessíveis para melhorar a gestão do tempo e<a href="https://abqv.org.br/produtividade-toxica/"> produtividade no ambiente de trabalho.</a> Cada um deles funciona de modo diferente, então pode ser uma<a href="https://abqv.org.br/rotina-de-habito-saudaveis-e-fundamental-para-trabalhador-ter-saude/"> questão de hábito </a>e escolha pessoal identificar qual é o melhor.</p>



<p>Todavia, mais do que ferramentas de eficiência, esses recursos funcionam também para criar previsibilidade e reduzir o senso de urgência permanente. Conheça algumas alternativas para começar a colocar em prática esse tipo de organização.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Técnica Pomodoro, </strong>que defineciclos de 25 minutos de foco total seguidos por pausas curtas de 5 minutos. A cada quatro ciclos, uma pausa maior (entre 15 e 30 minutos) é realizada.</li>



<li><strong>Matriz de Eisenhower, </strong>em quetarefas urgentes e importantes devem ser feitas imediatamente; as importantes, mas não urgentes, devem ser planejadas com antecedência; as urgentes, mas pouco importantes, podem ser delegadas; e as que não se encaixam em nenhum desses critérios são eliminadas ou adiadas.</li>



<li><strong>Princípio de Pareto, </strong>cuja regra central baseia-se no fato de que uma parcela pequena das tarefas diárias (20%) é responsável pela maior parte do impacto real gerado pelo trabalho (80%). Na prática, isso significa identificar quais atividades são mais relevantes para priorizá-las em detrimento das demais.</li>



<li><strong><em>Time blocking</em></strong><strong> (ou bloqueio de tempo), </strong>que consiste em reservar janelas na agenda especificamente para cada tipo de atividade (reuniões, resposta a e-mails etc.). Isso reduz a fragmentação do trabalho e amplia o foco dedicado às tarefas desenvolvidas.</li>



<li><strong><em>Eat the Frog, </em></strong>em que se começa o dia pela tarefa mais desafiadora (ou seja, &#8220;engolindo o sapo&#8221; logo cedo) para não ter que lidar com uma carga mental acumulada ao longo do dia.</li>
</ul>



<p><em>Leia também: </em><a href="https://abqv.org.br/saude-mental-no-trabalho/"><em>Saúde mental no trabalho: como acolher e encaminhar uma queixa de sofrimento psíquico e emocional</em></a><em></em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Qual o papel das empresas nesse processo de aprendizado?</h2>



<p>Ainda que a gestão do tempo envolva competências individuais, <strong>a organização tem responsabilidade central nesse processo.</strong></p>



<p>Culturas organizacionais que premiam o excesso de horas trabalhadas, que não estabelecem limites claros entre horários de trabalho e descanso ou que sobrecarregam sistematicamente suas equipes inviabilizam qualquer esforço de organização.</p>



<p>Cabe às empresas, portanto, atuar em duas frentes: <strong>oferecer ferramentas e formação</strong> para que os colaboradores desenvolvam autonomia na gestão do próprio tempo e <strong>trabalhar com as lideranças</strong> para que as condições permitam essa organização.</p>



<p>Entre as medidas efetivas para isso estão os espaços para planejamento coletivo, as políticas de desconexão e as revisões periódicas da carga de trabalho.</p>



<p>No fim, a mensagem mais importante é que falar sobre gestão do tempo e produtividade é uma necessidade básica para que o trabalho não só traga bons resultados, mas seja<a href="https://abqv.org.br/colaboradores-precisam-se-sentir-acolhidos-para-que-um-ambiente-de-trabalho-seja-seguro-e-saudavel/"> saudável e satisfatório</a>, e nunca uma fonte de estresse e ansiedade ou de tudo o que costuma acompanhar essas emoções negativas.</p>



<p>Por falar em tempo, você sabe o que é ócio criativo? Entenda <a href="https://abqv.org.br/ocio-criativo-produtividade/">agora como esse conceito pode ser mais importante do que você imagina para o bem-estar no trabalho!</a></p>



<p><strong>Referências</strong></p>



<p>Gestão do tempo: como otimizar o uso do seu tempo</p>



<p><a href="https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/gestao-do-tempo-como-otimizar-o-uso-do-seu-tempo,bde539603d5ad710VgnVCM100000d701210aRCRD">https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/gestao-do-tempo-como-otimizar-o-uso-do-seu-tempo,bde539603d5ad710VgnVCM100000d701210aRCRD</a></p>



<h6 class="wp-block-heading"><a></a>Gestão do tempo: o caminho para a eficiência e produtividade</h6>



<p><a href="https://www.gupy.io/blog/gestao-do-tempo">https://www.gupy.io/blog/gestao-do-tempo</a></p>



<p>Does time management work? A meta-analysis</p>



<p><a href="https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0245066">https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0245066</a></p>



<h6 class="wp-block-heading"><a></a>Boosting productivity and wellbeing through time management: evidence-based strategies for higher education and workforce development</h6>



<p><a href="https://www.frontiersin.org/journals/education/articles/10.3389/feduc.2025.1623228/full">https://www.frontiersin.org/journals/education/articles/10.3389/feduc.2025.1623228/full</a></p>



<p></p>
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		<title>Entenda o que é ócio criativo e qual a importância dele para o bem-estar e o desempenho de indivíduos e equipes</title>
		<link>https://abqv.org.br/ocio-criativo-produtividade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[ócio]]></category>
		<category><![CDATA[procrastinação]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um mundo corporativo marcado pela hiperconectividade e demandas profissionais cada vez mais intensas, o conceito de ócio criativo desafia a lógica tradicional da produtividade. Apesar disso, ele é diferente da simples preguiça ou da procrastinação, ressignificando o valor do<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
<p>O post <a href="https://abqv.org.br/ocio-criativo-produtividade/">Entenda o que é ócio criativo e qual a importância dele para o bem-estar e o desempenho de indivíduos e equipes</a> apareceu primeiro em <a href="https://abqv.org.br">ABQV</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em um mundo corporativo marcado pela hiperconectividade e demandas profissionais cada vez mais intensas, o <strong>conceito de ócio criativo desafia a lógica tradicional da produtividade.</strong></p>



<p>Apesar disso, <strong>ele é diferente da simples preguiça ou da procrastinação</strong>, ressignificando o valor do tempo livre e transformando-o em uma ferramenta estratégica para impulsionar a criatividade e o desempenho.</p>



<p>Para lideranças que buscam cultivar ambientes de trabalho mais saudáveis, compreender e exercitar o ócio criativo é um diferencial relevante em prol de equipes mais satisfeitas e produtivas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Afinal, o que é o ócio criativo e de onde o conceito surgiu?</h2>



<p>O ócio criativo é um conceito que vai além do simples <a href="https://abqv.org.br/o-que-e-estafa/">descanso </a>ou da pausa para recuperar energias. <strong>Trata-se de uma forma consciente de aproveitar o tempo livre para estimular a criatividade, o aprendizado e o desenvolvimento pessoal</strong>.</p>



<p>Nessa perspectiva, os momentos longe das demandas imediatas do trabalho não representam tempo perdido, mas sim oportunidades valiosas para que a mente explore novas ideias, faça conexões inovadoras e encontre soluções criativas para desafios complexos.</p>



<p>Diferentemente do que ocorre no descanso passivo, <strong>o ócio criativo envolve atividades que trazem prazer e despertam a curiosidade.</strong> Entram nessa categoria ler sobre assuntos variados, praticar hobbies, explorar a natureza ou simplesmente permitir que a mente vagueie sem objetivos específicos.</p>



<p>O termo foi estruturado e popularizado pelo <a href="https://jornal.usp.br/cultura/domenico-de-masi-se-vai-mas-suas-licoes-ficam/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sociólogo italiano Domenico De Masi (falecido em 2023)</a>, em obra dedicada ao tema. Em linhas gerais, <strong>De Masi defendia que o ócio não deve ser visto como o oposto do trabalho, mas como parte fundamental de uma vida satisfatória.</strong></p>



<p>Para o pensador italiano, o ócio criativo surge da combinação harmoniosa de três elementos essenciais: <strong>trabalho, estudo e lazer</strong>. Segundo ele, é por meio dessa integração que produzimos riqueza pelo trabalho, conhecimento pelo estudo e <a href="https://abqv.org.br/promocao-da-felicidade-do-trabalhador-e-estrategia-para-as-organizacoes/">alegria pela diversão.</a></p>



<p>A teoria de De Masi ganhou força especialmente ao questionar a cultura onde prevalece a crença de que trabalhar mais é sempre melhor, independentemente da produtividade real obtida.</p>



<p>Na prática, o <strong>ócio criativo se manifesta quando alguém tem insights enquanto passeia, conversa com amigos ou aprende algo novo fazendo algo prazeroso.</strong> Em última medida, essa perspectiva busca superar a separação tradicional entre &#8220;tempo de trabalho&#8221; e &#8220;tempo livre&#8221;.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>A diferença entre ócio criativo e procrastinação</h3>



<p>Enquanto a <strong>procrastinação representa o adiamento de responsabilidades</strong> importantes por meio de distrações improdutivas, <strong>o ócio criativo é uma escolha consciente e intencional.</strong></p>



<p>Além disso, a procrastinação geralmente vem acompanhada de sentimentos de culpa, <a href="https://abqv.org.br/ansiedade-no-trabalho/">ansiedade </a>e outras emoções negativas devido ao acúmulo de tarefas pendentes, como sustenta artigo publicado na revista científica <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12588926/"><em>Frontiers in </em></a><em><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12588926/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Psychiatry</a></em><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12588926/"><em>.</em></a><em><a href="#_msocom_1">[GH1]</a> </em></p>



<p><strong>O ócio criativo tem propósito e planejamento</strong>. Trata-se de dedicar tempo deliberadamente para atividades que estimulam a mente e a criatividade, sem culpa envolvida, pois existe a consciência de que o retorno para desse tempo será positivo.</p>



<p>Quais os benefícios desse tipo de prática?</p>



<p>Fomentar o ócio criativo traz retornos positivos que vão muito além do <a href="https://abqv.org.br/sentimento-de-pertencimento-no-trabalho/">bem-estar individual</a>, gerando impactos para toda a estrutura corporativa, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>estímulo à inovação e à criatividade</strong>, uma vez que momentos de desconexão permitem que a mente processe informações e estabeleça conexões entre ideias aparentemente desconexas;</li>



<li><strong>redução do estresse</strong>, já que pausas intencionais ajudam a combater a fadiga cognitiva e emocional, criando um <a href="https://abqv.org.br/colaboradores-precisam-se-sentir-acolhidos-para-que-um-ambiente-de-trabalho-seja-seguro-e-saudavel/">ambiente mais equilibrado e saudável</a>;</li>



<li><strong>melhoria na tomada de decisões</strong>, pois profissionais que têm tempo para reflexão tendem a tomar decisões mais ponderadas, evitando escolhas baseadas apenas na urgência;</li>



<li><strong>aumento do engajamento e </strong><a href="https://abqv.org.br/como-diminuir-turnover/"><strong>da retenção de talentos</strong></a>, especialmente porque colaboradores que se sentem estimulados e respeitados em sua necessidade de <a href="https://abqv.org.br/equilibrio-saudavel/">equilíbrio entre vida pessoal e profissional </a>tendem a demonstrar maior comprometimento;</li>



<li><strong>ampliação do repertório cultural e intelectual</strong>, permitindo que os profissionais desenvolvam perspectivas mais abrangentes e tragam insights valiosos de diferentes áreas do conhecimento para seus projetos.</li>
</ul>



<p><em>Leia também: </em><a href="https://abqv.org.br/produtividade-toxica/"><em>De que forma a produtividade tóxica é capaz de afetar o bem-estar como um todo?</em></a><em></em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Como estimular o ócio criativo dentro e fora do trabalho?</h2>



<p>Para que o ócio criativo se torne parte da rotina, <strong>algumas estratégias práticas podem ser implementadas em diferentes espaços</strong>. Dentro do ambiente de trabalho, é possível:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>criar espaços dedicados ao descanso</strong>, como áreas de convivência onde os colaboradores possam compartilhar momentos;</li>



<li><strong>implementar políticas de pausas estruturadas</strong>, incentivando intervalos regulares sem que isso seja visto como falta de comprometimento;</li>



<li><strong>oferecer atividades complementares</strong>, como workshops, palestras sobre temas diversos ou sessões de <em>brainstorming</em> sem pressão por resultados imediatos;</li>



<li><strong>valorizar resultados em vez de horas trabalhadas</strong>, mudando o foco da <a href="https://abqv.org.br/mulheres-a-frente-da-gestao-e-da-promocao-da-saude-fortalecem-a-cultura-organizacional-e-a-torna-mais-inclusiva-e-diversa/">cultura organizacional </a>para a qualidade das entregas.</li>
</ul>



<p>Já no dia a dia fora do trabalho<strong>, o ócio criativo pode ser estimulado por meio de medidas que incluam</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>reservar tempo livre na agenda</strong>, tratando esses momentos com a mesma importância de compromissos profissionais importantes;</li>



<li><strong>explorar hobbies e interesses pessoais</strong>, dedicando tempo regular a atividades que trazem prazer e satisfação, como esportes ou qualquer forma de arte;</li>



<li><strong>praticar a desconexão digital</strong>, estabelecendo períodos do dia em que se está completamente <a href="https://abqv.org.br/burnout-digital/">livre de distrações tecnológicas</a> (o que pode ser bastante desafiador, principalmente quando se leva em conta que os <a href="https://www.bain.com/pt-br/about/media-center/press-releases/south-america/2023/brasileiros-querem-diminuir-tempo-de-tela-mas-passam-mais-de-9-horasdia-conectados/">brasileiros estão entre as populações mais conectadas do mundo</a>);</li>



<li><strong>buscar experiências novas</strong>, como visitar lugares diferentes, assistir a filmes de gêneros variados ou ler livros sobre temas inusitados;</li>



<li><strong>cultivar momentos de contemplação</strong>, inclusive para meditar ou deixar a mente vagar sem direcionamento específico.</li>
</ul>



<p>Em resumo, em um cenário em que a <a href="https://abqv.org.br/planejamento-estrategia-e-criatividade-sao-fundamentais-para-uma-comunicacao-assertiva-na-promocao-da-saude-dos-colaboradores/">criatividade e a capacidade de inovação </a>são <strong>diferenciais cada vez mais valorizados</strong>, investir no ócio criativo representa uma estratégia inteligente para alcançar resultados de modo saudável e duradouro.</p>



<p>Aproveite e saiba o que é verdade ou não quando falamos em <a href="https://abqv.org.br/cerebro-multitarefa/">cérebro multitarefa e quais os riscos de se trabalhar em muita coisa ao mesmo tempo.</a></p>



<p><strong>Referências</strong></p>



<p>Como praticar ócio criativo nos dias de hoje, segundo Domenico de Masi</p>



<p><a href="https://vocesa.abril.com.br/carreira/como-praticar-ocio-criativo-nos-dias-de-hoje-segundo-domenico-de-masi" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://vocesa.abril.com.br/carreira/como-praticar-ocio-criativo-nos-dias-de-hoje-segundo-domenico-de-masi</a></p>



<p>Ócio criativo: qual a relação com a produtividade no trabalho?</p>



<p><a href="https://www.gupy.io/blog/ocio-criativo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.gupy.io/blog/ocio-criativo</a></p>



<p>Ócio criativo: o que é e como ele impulsiona sua produtividade</p>



<p><a href="https://www.ticket.com.br/blog/saude-e-bem-estar/ocio-criativo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.ticket.com.br/blog/saude-e-bem-estar/ocio-criativo</a></p>
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		<title>Saúde mental no trabalho: como acolher e encaminhar uma queixa de sofrimento psíquico e emocional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[atendimento psicológico]]></category>
		<category><![CDATA[clima organizacional]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando a saúde mental no trabalho vira pauta e o colaborador compartilha uma queixa relacionada ao sofrimento psíquico ou emocional, o modo como essa situação é manejada faz toda a diferença, inclusive na construção de um ambiente organizacional mais saudável<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando a saúde mental no trabalho vira pauta e o colaborador compartilha uma queixa relacionada ao sofrimento psíquico ou emocional, <strong>o modo como essa situação é manejada faz toda a diferença,</strong> inclusive na construção de um ambiente organizacional mais saudável e acolhedor.</p>



<p>Logo, <strong>compreender os impactos de tais complicações, identificar sinais de alerta e saber como proceder de forma adequada</strong> são competências essenciais para quem lidera ou faz a gestão de pessoas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O impacto das complicações de saúde mental no trabalho</h2>



<p>O adoecimento psíquico é algo relativamente comum na sociedade como um todo. O <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/depressao" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ministério da Saúde estima </a>que em torno de <strong>15% de toda a população terá ao menos um episódio depressivo ao longo da vida. </strong>Com isso, pode haver impactos significativos em todas as dimensões de um indivíduo, inclusive no âmbito profissional.</p>



<p>Além disso, as questões relacionadas à saúde mental no trabalho geram consequências que extrapolam parâmetros individuais, afetando toda a dinâmica organizacional. Entre alguns dos principais impactos estão a <strong>elevação de custos, a queda na produtividade, o aumento do absenteísmo e a elevação das taxas de rotatividade</strong>.</p>



<p>Conforme dados do <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-03/afastamentos-por-transtornos-mentais-dobram-em-dez-anos-chegam-440-mil" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ministério da Previdência Social</a>, <strong>os afastamentos por transtornos mentais duplicaram na última década. </strong>Enquanto em 2013 os registros eram de 203 mil casos, <strong>em 2024 foram mais de 440 mil </strong>(sobretudo por <a href="https://abqv.org.br/url-depressao-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">depressão,</a> <a href="https://abqv.org.br/ansiedade-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ansiedade</a> e <a href="https://abqv.org.br/burnout-digital/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>burnout</em></a>, entre outros quadros).</p>



<p>Apesar disso, um dos maiores obstáculos para o enfrentamento adequado dessas questões é o estigma que ainda cerca os transtornos mentais. O preconceito faz com que muitos colaboradores evitem buscar ajuda por medo de serem vistos como fracos, incapazes ou inadequados para suas funções.</p>



<p>Essa barreira invisível não apenas agrava o sofrimento individual, mas também <strong>impede que as organizações identifiquem e abordem gargalos </strong>que afetam o clima organizacional.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Os sinais de que algo pode não estar bem</h2>



<p>Antes que a queixa surja, notar sinais de que um colaborador está atravessando dificuldades relacionadas à saúde mental pode ser relevante para uma intervenção precoce.</p>



<p>Embora cada pessoa reaja de maneira única ao sofrimento psíquico, alguns indicadores merecem atenção especial:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>mudanças comportamentais persistentes</strong> afetando o desempenho no trabalho, como alterações no <a href="https://abqv.org.br/empresas-precisam-estar-mais-atentas-ao-sono-de-seus-colaboradores/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">padrão de sono </a>(insônia ou sonolência excessiva) e no apetite;</li>



<li><strong>isolamento social progressivo</strong>, quando colaboradores que antes eram comunicativos passam a evitar interações e demonstram desinteresse por atividades que anteriormente consideravam prazerosas;</li>



<li><strong>oscilações frequentes de humor</strong>, acompanhadas de irritabilidade aumentada e dificuldade de concentração;</li>



<li><strong>queda no desempenho profissional</strong>, especialmente quando associada a faltas recorrentes, atrasos constantes ou à presença no ambiente de trabalho sem que haja condições para o trabalho (o chamado presenteísmo).</li>
</ul>



<p>É importante ressaltar que <strong>a presença de um ou mais desses sinais não confirma automaticamente a existência de um transtorno mental</strong>. Todavia, isso deve despertar a atenção para a necessidade de uma abordagem cuidadosa e empática por parte dos gestores e da equipe de RH.</p>



<p><em>Leia também: </em><a href="https://abqv.org.br/riscos-psicossociais-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Como “EPIs para a mente” amenizam riscos psicossociais nas empresas</em></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais as iniciativas adequadas para lidar com esse tipo de situação</h2>



<p>Quando o colaborador manifesta uma queixa relacionada ao sofrimento psíquico ou emocional, o primeiro passo deve ser sempre o acolhimento respeitoso e livre de julgamentos. Ou seja, <strong>criar um espaço seguro onde a pessoa se sinta confortável para falar.</strong></p>



<p>Durante o acolhimento inicial, profissionais de RH devem adotar uma postura de escuta ativa, demonstrando empatia genuína e validando as aflições expressas pelo colaborador. Após essa primeira conversa, é fundamental encaminhar o colaborador para profissionais especializados.</p>



<p>Empresas que contam com programas de assistência psicológica ou convênios com <a href="https://abqv.org.br/saude-mental-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">serviços de saúde mental </a>devem, dentro do viável, facilitar esse acesso imediatamente.</p>



<p>Caso a organização não disponha desses recursos internamente, é pertinente orientar o colaborador sobre como buscar apoio profissional na rede pública ou privada. Do mesmo modo, a organização deve dispor da assistência necessária em caso de <a href="https://abqv.org.br/afastamento-trabalho-doenca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">afastamento do trabalho</a>, conforme contrato de trabalho ou legislação vigente.</p>



<p>Além do encaminhamento individual, <strong>avaliar se as condições de trabalho podem estar contribuindo para o sofrimento também faz parte de uma abordagem responsável.</strong></p>



<p>Sobrecarga de tarefas, falta de reconhecimento e ambientes hostis são fatores que podem agravar ou desencadear problemas de saúde mental. Por isso, <a href="https://abqv.org.br/fazer-a-gestao-dos-fatores-psicossociais-do-trabalho-e-essencial-para-evitar-o-adoecimento-dos-trabalhadores/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">avalie e mitigue esse tipo de risco de modo apropriado.</a></p>



<p>No mais, <strong>implementar ações preventivas torna-se igualmente crucial</strong>. Isso inclui promover programas educativos sobre saúde mental, realizar pesquisas de clima organizacional regularmente e capacitar lideranças para identificar sinais de alerta e conduzir conversas sobre o tema.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>Limites que devem sempre ser respeitados</h3>



<p>Embora o acolhimento seja fundamental, <a href="https://abqv.org.br/atuacao-das-liderancas-e-fundamental-no-engajamento-dos-trabalhadores-e-na-promocao-da-qualidade-de-vida/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">profissionais de RH e líderes</a> precisam ter clareza sobre seus limites de atuação.</p>



<p>O <strong>papel de ambos não é diagnosticar transtornos mentais nem atuar como médico ou psicólogo</strong>, mas sim oferecer suporte inicial e direcionar o colaborador para os canais adequados. Entre os principais cuidados que devem ser observados para isso estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>evitar perguntas invasivas </strong>sobre detalhes que não sejam diretamente relevantes para o encaminhamento, uma vez que questões específicas devem ser deixadas para profissionais de saúde mental;</li>



<li><strong>garantir confidencialidade</strong>, tratando informações com total discrição e compartilhando apenas com pessoas diretamente envolvidas no suporte ao caso, sempre com o devido consentimento;</li>



<li><strong>não tomar decisões precipitadas</strong>, como afastar o colaborador de suas funções sem uma avaliação adequada ou tratá-lo de forma diferenciada indevidamente, mantendo o equilíbrio entre cuidado e respeito à autonomia e dignidade da pessoa;</li>



<li><strong>estar ciente das responsabilidades legais</strong> relacionadas à saúde mental no trabalho, especialmente quando o sofrimento está relacionado a condições inadequadas de trabalho.</li>
</ul>



<p>Em resumo, abordar adequadamente as questões de saúde mental no trabalho exige sensibilidade, conhecimento e estrutura organizacional apropriada. <strong>Mais do que uma obrigação ou estratégia de gestão, trata-se de um compromisso com o bem-estar das pessoas que compõem a organização</strong>.</p>



<p>Entenda agora por que <a href="https://abqv.org.br/saude-mental-e-tabu-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">quase metade dos profissionais considera que a saúde mental é um tabu no trabalho e o que deve ser feito para reverter isso.</a></p>



<p><strong>Referências</strong></p>



<p>Saúde mental: afastamentos dobram em dez anos e chegam a 440 mil</p>



<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-03/afastamentos-por-transtornos-mentais-dobram-em-dez-anos-chegam-440-mil" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-03/afastamentos-por-transtornos-mentais-dobram-em-dez-anos-chegam-440-mil</a></p>



<p>A importância do cuidado com a saúde mental no ambiente de trabalho</p>



<p><a href="https://www.gov.br/ebserh/pt-br/comunicacao/noticias/a-importancia-do-cuidado-com-a-saude-mental-no-ambiente-de-trabalho" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.gov.br/ebserh/pt-br/comunicacao/noticias/a-importancia-do-cuidado-com-a-saude-mental-no-ambiente-de-trabalho</a></p>



<p>Atenção à saúde mental cobra novas práticas de gestão e combate a ambientes de trabalho tóxicos</p>



<p><a href="https://www.tst.jus.br/-/aten%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-sa%C3%BAde-mental-cobra-novas-pr%C3%A1ticas-de-gest%C3%A3o-e-combate-a-ambientes-de-trabalho-t%C3%B3xicos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.tst.jus.br/-/aten%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-sa%C3%BAde-mental-cobra-novas-pr%C3%A1ticas-de-gest%C3%A3o-e-combate-a-ambientes-de-trabalho-t%C3%B3xicos</a></p>



<p>Psychological Distress</p>



<p><a href="https://www.peoplehum.com/glossary/psychological-distress" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.peoplehum.com/glossary/psychological-distress</a></p>
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		<title>Quiet cracking: o desgaste invisível que afeta a saúde mental e prejudica o desempenho profissional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jan 2026 13:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[burnout]]></category>
		<category><![CDATA[cultura organizacional]]></category>
		<category><![CDATA[engajamento]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental no tratabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se antes termos como burnout e quiet quitting dominavam as discussões sobre saúde ocupacional, um fenômeno ainda mais sutil e preocupante vem recebendo cada vez mais destaque: o quiet cracking (ou rachadura silenciosa, em tradução livre). Apesar de silencioso, ele<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Se antes termos como <em>burnout </em>e <em>quiet quitting </em>dominavam as discussões sobre saúde ocupacional, um fenômeno ainda mais sutil e preocupante vem recebendo cada vez mais destaque<strong>: o <em>quiet cracking</em> (ou rachadura silenciosa, em tradução livre).</strong></p>



<p>Apesar de silencioso, <strong>ele enfraquece lentamente a relação entre o colaborador e seu trabalho, </strong>gerando consequências profundas para indivíduos e organizações. Por isso, exige atenção urgente das lideranças e dos profissionais de recursos humanos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Entenda o que é o <em>quiet cracking</em></h2>



<p>O <em>quiet cracking</em> pode ser compreendido como uma desconexão gradual e lenta no laço que vincula o colaborador ao <a href="https://abqv.org.br/saude-mental-e-tabu-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ambiente de trabalho</a> e aos objetivos e metas.</p>



<p>Mesmo permanecendo no emprego e cumprindo as obrigações, o profissional afetado experimenta um sentimento persistente de infelicidade que aos poucos leva ao <strong>desengajamento, à queda no desempenho e à perda do</strong> <a href="https://abqv.org.br/sentimento-de-pertencimento-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">senso de pertencimento.</a></p>



<p>Não se sabe ao certo a origem do termo, mas é possível apontar que ele ganhou força ao longo de 2025 devido ao contexto atual do mercado de trabalho.</p>



<p>Entre os <a href="https://abqv.org.br/fazer-a-gestao-dos-fatores-psicossociais-do-trabalho-e-essencial-para-evitar-o-adoecimento-dos-trabalhadores/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fatores que contribuem para o seu surgimento </a>estão as expectativas crescentes em torno do que se espera de um emprego, o aumento nas demandas profissionais e a falta de reconhecimento dentro do cargo ocupado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Diferenças entre <em>quiet cracking</em>, <em>burnout </em>e <em>quiet quitting</em></h2>



<p>Embora frequentemente comparados, esses três fenômenos têm características distintivas. O <strong><em>burnout </em>caracteriza-se principalmente pela exaustão física e emocional extrema, resultante de exposição prolongada a altos níveis de estresse</strong>.</p>



<p>É geralmente mais evidente, manifestando-se por meio de sintomas claros como fadiga intensa, esgotamento e incapacidade de manter o ritmo de trabalho.</p>



<p>Também é uma síndrome ocupacional reconhecida pela <a href="https://www.who.int/news/item/28-05-2019-burn-out-an-occupational-phenomenon-international-classification-of-diseases" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Organização Mundial da Saúde (OMS)</a> desde 2019 e oficialmente catalogada na <a href="https://icd.who.int/browse/2025-01/mms/pt#129180281" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Classificação Internacional de Doenças (CID-11)</a>, <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/saude/audio/2024-08/afastamento-por-sindrome-de-burnout-cresceu-1000-em-relacao-2014" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aparecendo cada vez mais como causa de afastamento do trabalho.</a></p>



<p>O <strong><em>quiet quitting, por sua vez, </em>representa uma decisão deliberada de fazer apenas o mínimo necessário. </strong>O colaborador estabelece limites claros e conscientemente se recusa a ir além do que está em suas responsabilidades. É uma forma de desengajamento frequentemente intencional e perceptível.</p>



<p>Já o <em>quiet cracking</em> é um termo recente associado às transformações no mundo do trabalho contemporâneo e pode passar despercebido por longos períodos. Entre os sinais de alerta mais comuns estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>mudanças sutis no comportamento e desempenho</strong>, com menos dedicação às tarefas do dia a dia ou maior número de erros;</li>



<li><strong>distanciamento emocional progressivo</strong>, com queda na participação em projetos coletivos e no entusiasmo;</li>



<li><strong>sensação de não ser ouvido</strong>, valorizado ou ter suas preocupações atendidas;</li>



<li><strong>insegurança sobre o futuro profissional</strong>, gerando ansiedade sobre perspectivas de crescimento e desenvolvimento.</li>
</ul>



<p>Procurar identificar o <em>quiet cracking </em>precocemente é fundamental para prevenir consequências mais graves.</p>



<p><em>Leia também: </em><a href="https://abqv.org.br/riscos-psicossociais-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Riscos psicossociais e como “EPIs para a mente” podem reduzir a ameaça ao bem-estar nas empresas</em></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Impactos do <em>quiet cracking</em></h2>



<p>Os impactos do <em>quiet cracking</em> vão muito <strong>além da esfera individual</strong>, gerando repercussões significativas para as organizações e para a economia toda, incluindo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>queda de produtividade</strong> por conta da redução do desempenho, com diminuição na qualidade e na quantidade do trabalho entregue;</li>



<li><strong>aumento da rotatividade</strong>, pois esses indivíduos estão mais propensos a buscar novas oportunidades de emprego, mesmo que não manifestem isso abertamente;</li>



<li><strong>prejuízos na </strong><a href="https://abqv.org.br/saude-mental-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>saúde mental</strong></a><a href="https://abqv.org.br/saude-mental-trabalho/">,</a> uma vez que o <em>quiet cracking</em> pode ser um primeiro estágio para quadros de <a href="https://abqv.org.br/url-depressao-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">depressão</a>, <a href="https://abqv.org.br/ansiedade-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ansiedade</a> ou mesmo <a href="https://abqv.org.br/burnout-digital/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>burnout;</em></a></li>



<li><strong>danos à </strong><a href="https://abqv.org.br/saude-mental-3/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>cultura organizacional</strong></a>, podendo gerar repercussão de experiências negativas capazes de comprometer a capacidade de atração e retenção de talentos.</li>
</ul>



<p>Desse modo, <strong>abordar a questão é de extrema importância </strong>para que líderes e profissionais de gestão de pessoas possam planejar estratégias para combatê-la.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Como líderes podem identificar e reverter esse fenômeno</h2>



<p>Combater o <em>quiet cracking</em> exige uma abordagem proativa por parte das <a href="https://abqv.org.br/atuacao-das-liderancas-e-fundamental-no-engajamento-dos-trabalhadores-e-na-promocao-da-qualidade-de-vida/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">lideranças</a>, em conjunto sempre com os profissionais da área de recursos humanos. Algumas das medidas mais pertinentes incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>investir em desenvolvimento contínuo</strong> para despertar novos interesses e habilidades entre os colaboradores;</li>



<li><strong>promover diálogos abertos e regulares</strong>, construindo espaços seguros para que preocupações sejam expressas livremente;</li>



<li><strong>reconhecer e valorizar contribuições</strong>, destacando as conquistas de cada colaborador frente às metas propostas;</li>



<li><a href="https://abqv.org.br/habilidades-de-um-lider-mais-importantes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>capacitar gestores</strong></a> <a href="https://abqv.org.br/habilidades-de-um-lider-mais-importantes/"></a>para identificar mudanças sutis em comportamento, humor e desempenho;</li>



<li><strong>oferecer novas oportunidades e desafios</strong>, sobretudo diante de<a href="https://abqv.org.br/job-crafting/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> sinais de desengajamento</a>.</li>
</ul>



<p>Espaços de trabalho que reconhecem a existência do <em>quiet cracking </em>e implementam <strong>medidas preventivas consistentes protegem seus colaboradores e ainda constroem culturas mais saudáveis</strong>, incorporando essa missão de modo efetivo em seus valores.</p>



<p>Aproveite agora e confira como a <a href="https://abqv.org.br/produtividade-toxica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">produtividade tóxica é nociva ao bem-estar integral no trabalho.</a></p>



<p><strong>Referências</strong></p>



<p>Quiet Cracking: Como Fenômeno Silencioso Prejudica a Produtividade e o Engajamento</p>



<p><a href="https://forbes.com.br/carreira/2025/08/quiet-cracking-como-fenomeno-silencioso-prejudica-a-produtividade-e-o-engajamento-no-trabalho" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://forbes.com.br/carreira/2025/08/quiet-cracking-como-fenomeno-silencioso-prejudica-a-produtividade-e-o-engajamento-no-trabalho</a></p>



<p>Quiet cracking: a desconexão do profissional que coloca empresas em risco</p>



<p><a href="https://vocerh.abril.com.br/politicasepraticas/quiet-cracking-a-desconexao-do-profissional-que-coloca-empresas-em-risco" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://vocerh.abril.com.br/politicasepraticas/quiet-cracking-a-desconexao-do-profissional-que-coloca-empresas-em-risco</a></p>



<p>‘Quiet cracking’ is spreading in offices: Half of workers are at breaking point, and it’s costing companies $438 billion in productivity loss</p>



<p><a href="https://fortune.com/2025/08/18/quiet-cracking-workplace-culture-employees-burnout-disengagement-mental-health-billions-business-loss-managers-ai-promotions" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://fortune.com/2025/08/18/quiet-cracking-workplace-culture-employees-burnout-disengagement-mental-health-billions-business-loss-managers-ai-promotions</a></p>



<h6 class="wp-block-heading"><a></a>Assunto do momento: o que é (e por que preocupa) o quiet cracking?</h6>



<p><a href="https://rhpravoce.com.br/redacao/o-que-e-e-por-que-preocupa-o-quiet-cracking" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://rhpravoce.com.br/redacao/o-que-e-e-por-que-preocupa-o-quiet-cracking</a></p>



<h6 class="wp-block-heading"><a></a>Quiet Cracking: ameaça invisível nas empresas</h6>



<p><a href="https://rhportal.com.br/noticias/gestao-de-pessoas/quiet-cracking" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://rhportal.com.br/noticias/gestao-de-pessoas/quiet-cracking</a></p>
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		<title>Text neck: entenda como a síndrome do pescoço de texto afeta o bem-estar dentro e fora do trabalho</title>
		<link>https://abqv.org.br/text-neck-sindrome-do-pescoco-de-texto/</link>
					<comments>https://abqv.org.br/text-neck-sindrome-do-pescoco-de-texto/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2026 12:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[dor nas costas]]></category>
		<category><![CDATA[ergonomia]]></category>
		<category><![CDATA[síndrome do pescoço de texto]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Itens como os smartphones revolucionaram nossa forma de trabalhar e nos comunicar. No entanto, essa transformação digital trouxe consigo o potencial de uma série de desconfortos físicos que, muitas vezes, passam despercebidos até desencadearem queixas sérias. Entre eles, o text<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Itens como os <em>smartphones</em> revolucionaram nossa forma de trabalhar e nos comunicar. No entanto, essa <strong>transformação digital trouxe consigo o potencial de uma série de desconfortos físicos que, muitas vezes, passam despercebidos</strong> até desencadearem queixas sérias. Entre eles, o <em>text neck</em> (síndrome do pescoço de texto) vem recebendo cada vez mais destaque.</p>



<p>Ele também é relevante em ambientes corporativos, onde o uso de dispositivos móveis é intenso e frequente. Por isso, <strong>cabe reforçar a importância de compreender o fenômeno e implementar medidas preventivas capazes de preservar a saúde e o bem-estar</strong> dos colaboradores, visando ambientes de trabalho mais saudáveis e produtivos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Afinal, o que é o <em>text neck</em> ou síndrome do pescoço de texto?</h2>



<p>O <em>text neck</em> é uma condição ortopédica caracterizada por <a href="https://abqv.org.br/dor-nas-costas-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dores e tensões na região do pescoço, ombros e parte superior das costas</a>, resultantes do <strong>uso prolongado e inadequado de dispositivos móveis como <em>smartphones, notebooks </em>e<em>tablets.</em></strong></p>



<p>Ou seja: o termo, que em português significa &#8220;pescoço de texto&#8221;, foi cunhado para descrever especificamente os problemas causados pela postura incorreta ao digitar mensagens ou visualizar conteúdos nessas telas portáteis. Embora ainda não seja um diagnóstico oficial, é cada vez mais utilizado para descrever o incômodo.</p>



<p>Na prática, quando a cabeça está em posição correta, com as orelhas alinhadas aos ombros, ela exerce determinado peso sobre pescoço e coluna.</p>



<p>Porém, <strong>com um grau de inclinação para frente</strong> (justamente aquele utilizado para digitar ou ler algo na tela), <strong>essa carga aumenta de modo significativo.</strong></p>



<p>Tal sobrecarga contínua compromete músculos, ligamentos e outras estruturas do pescoço e da parte superior da coluna, provocando desconfortos que, pouco a pouco, progridem para dores mais acentuadas.</p>



<p>Vale lembrar que os <strong>brasileiros estão entre os maiores usuários de telefone celular em todo o mundo. </strong>Dados obtidos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a partir de um estudo com 14 mil pessoas de 14 nações, incluindo o Brasil, apontam que <a href="https://static.poder360.com.br/2025/12/Como-as-pessoas-vivenciam-as-novas-tecnologias-e-a-IA-generativa.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">48% dos brasileiros passam mais de cinco horas por dia em contato com dispositivos eletrônicos.</a><a href="#_msocom_1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">[GH1]</a> </p>



<p>Além disso, o IBGE (<a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/44032-no-brasil-88-9-da-populacao-de-10-anos-ou-mais-tinha-celular-em-2024" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</a>) indica que quase <strong>89% dos brasileiros com 10 anos ou mais possuíam um aparelho celular em 2024.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Que tipo de desconforto essa alteração costuma causar?</h2>



<p>Os sintomas mais característicos do<em> text neck</em> variam conforme a intensidade e a frequência do uso inadequado dos dispositivos móveis. De qualquer maneira, é comum que eles se manifestem por meio de queixas que incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>dor e rigidez no pescoço</strong>, especialmente na região cervical, que pode se intensificar com o passar do dia;</li>



<li><strong>tensão muscular nos ombros,</strong> que provoca uma sensação de peso ou aperto constante;</li>



<li><strong>dores de cabeça tensionais,</strong> localizadas principalmente na região de trás da cabeça;</li>



<li><strong>limitação no movimento do pescoço</strong>, com dificuldade para girar a cabeça ou olhar para cima;</li>



<li><strong>fadiga muscular crônica</strong>, que compromete a capacidade de manter a postura adequada por períodos prolongados;</li>



<li><strong>formigamento ou dormência nos braços e mãos</strong>, diante de possível compressão de nervos cervicais.</li>
</ul>



<p>Junto dos sintomas físicos, a<em> text neck</em> pode desencadear consequências mais graves quando não tratada adequadamente. Entre os tratamentos mais utilizados estão medicamentos para aliviar a dor, além de sessões de fisioterapia e readequação da postura para evitar que o episódio se repita.</p>



<p><a href="https://abqv.org.br/rotina-de-habito-saudaveis-e-fundamental-para-trabalhador-ter-saude/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Leia também: Rotina de hábitos saudáveis é fundamental para ter saúde</em></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais os impactos da síndrome do pescoço de texto no trabalho?</h2>



<p>Os <strong>reflexos dessa condição transcendem o âmbito individual</strong>, afetando diretamente indicadores relevantes do desempenho coletivo.</p>



<p>Do ponto de vista da <a href="https://abqv.org.br/workaholic-reduz-produtividade/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">produtividade,</a> colaboradores que sofrem com dores crônicas no pescoço e nos ombros apresentam redução na capacidade de trabalho, comprometendo o desempenho satisfatório das atividades.</p>



<p>No longo prazo, <strong>a exposição prolongada a essa postura inadequada favorece o desenvolvimento de alterações estruturais precoces</strong>, incluindo artroses e hérnias de disco.</p>



<p>Além disso, o <em>text neck</em> contribui para o aumento do <a href="https://abqv.org.br/como-diminuir-o-absenteismo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">absenteísmo</a> e do <a href="https://abqv.org.br/presenteismo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">presenteísmo</a>. Enquanto alguns profissionais precisam se afastar temporariamente de suas funções para tratamento, outros continuam trabalhando mesmo com dor, caracterizando o presenteísmo (situação em que o colaborador está presente fisicamente, mas com capacidade laboral significativamente reduzida).</p>



<p>Há também reflexos importantes na <a href="https://abqv.org.br/saude-mental-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">saúde mental.</a> A dor crônica é algo frequentemente relacionado a quadros de estresse, <a href="https://abqv.org.br/ansiedade-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ansiedade </a>e até <a href="https://abqv.org.br/url-depressao-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">depressão</a>, criando um ciclo vicioso que agrava tanto os sintomas físicos quanto emocionais.</p>



<p>Exemplo disso é um <a>estudo publicado no periódico Pain, que mostrou que </a><a href="https://journals.lww.com/pain/abstract/2007/06000/mental_disorders_among_persons_with_chronic_back.13.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener">quadros depressivos e ansiosos são até duas vezes mais comuns </a><a href="#_msocom_2">[GH2]</a> entre quem enfrenta dor crônica nas costas e no pescoço.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Como as empresas podem prevenir e amenizar esse incômodo?</h2>



<p>Evitar o <em>text neck</em> no ambiente corporativo depende de ações integradas que envolvam conscientização, adequação da ergonomia e mudanças comportamentais. Algumas iniciativas fundamentais incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>promover campanhas educativas sobre a <strong>importância da postura adequada</strong> em todas as situações;</li>



<li>implementar e reforçar a importância de <a href="https://abqv.org.br/uso-de-tecnologia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pausas durante a jornada de trabalho,</a> estimulando os colaboradores a <strong>realizarem alongamentos específicos para pescoço, ombros e coluna</strong>, preferencialmente com a devida supervisão profissional;</li>



<li>adequar postos de trabalho <a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/arquivos/normas-regulamentadoras/nr-17-atualizada-2022.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">conforme as normas sobre o tema</a>, de forma que <strong>monitores, teclados e cadeiras estejam posicionados adequadamente;</strong></li>



<li>incentivar a <a href="https://abqv.org.br/pratica-regular-de-atividade-fisica-auxilia-no-combate-as-doencas-cronicas-e-melhora-a-qualidade-de-vida/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">prática regular de exercícios físicos,</a> especialmente aqueles <strong>voltados para reforçar a musculatura e orientar uma melhor postura no dia a dia.</strong></li>
</ul>



<p>Essas medidas, quando implementadas de forma consistente, contribuem ainda para a construção de uma <strong>cultura organizacional que valoriza a saúde integral.</strong> Por consequência, tal investimento é pertinente para reverter o peso dos custos diretos e indiretos relacionados a <a href="https://abqv.org.br/cultura-de-seguranca-e-de-saude-sao-fundamentais-para-a-prevencao-de-acidentes-e-doencas-ocupacionais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">indisposições ocupacionais.</a></p>



<p>Em suma, compreender e combater o <em>text neck</em> é mais um passo essencial para garantir ambientes de trabalho mais saudáveis e produtivos, alinhados a um compromisso genuíno com o <a href="https://abqv.org.br/empresas-precisam-desenvolver-olhar-humanizado-para-promover-a-qualidade-de-vida-dos-trabalhadores/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">bem-estar de cada membro das equipes.</a></p>



<p>Aproveite e <a href="https://abqv.org.br/ergonomia-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">entenda outras razões para jamais ignorar a ergonomia no trabalho e assim fortalecer a qualidade de vida.</a></p>



<p><strong>Referências</strong></p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>Você conhece a síndrome do pescoço de texto?</h5>



<p><a href="https://educacaomedica.afya.com.br/blog/voce-conhece-a-sindrome-do-pescoco-de-texto" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://educacaomedica.afya.com.br/blog/voce-conhece-a-sindrome-do-pescoco-de-texto</a></p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>Text Neck</h5>



<p><a href="https://www.physio-pedia.com/Text_Neck#cite_note-1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.physio-pedia.com/Text_Neck#cite_note-1</a></p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>Text Neck Symptoms and Diagnosis</h5>



<p><a href="https://www.spine-health.com/conditions/neck-pain/text-neck-symptoms-and-diagnosis" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.spine-health.com/conditions/neck-pain/text-neck-symptoms-and-diagnosis</a></p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>Mental disorders among persons with chronic back or neck pain: Results from the world mental health surveys</h5>



<p><a href="https://journals.lww.com/pain/abstract/2007/06000/mental_disorders_among_persons_with_chronic_back.13.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://journals.lww.com/pain/abstract/2007/06000/mental_disorders_among_persons_with_chronic_back.13.aspx</a></p>



<h5 class="wp-block-heading"><a></a>No Brasil, 88,9% da população de 10 anos ou mais tinha celular em 2024</h5>



<p><a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/44032-no-brasil-88-9-da-populacao-de-10-anos-ou-mais-tinha-celular-em-202" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/44032-no-brasil-88-9-da-populacao-de-10-anos-ou-mais-tinha-celular-em-202</a></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p></p>



<p></p>
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			</item>
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		<title>Engajamento profissional: as estratégias para ter times mais motivados e saudáveis em 2026</title>
		<link>https://abqv.org.br/engajamento-profissional/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 12:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[RH]]></category>
		<category><![CDATA[engajamento]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um cenário marcado por transformações constantes e diversos desafios, inclusive relacionados ao bem-estar dos colaboradores, o engajamento profissional emerge como um dos principais atributos para o sucesso organizacional. Entretanto, dados recentes revelam uma realidade preocupante. Segundo pesquisa conduzida pela<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em um cenário marcado por transformações constantes e diversos desafios, inclusive relacionados ao bem-estar dos colaboradores, o engajamento profissional emerge como um dos principais atributos para o sucesso organizacional.</p>



<p>Entretanto, dados recentes revelam uma realidade preocupante. Segundo <a href="https://portal.fgv.br/noticias/engajamento-no-trabalho-cai-ao-menor-nivel-da-serie-historica-e-gera-perda-anual-de-r-77" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pesquisa conduzida pela Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP)</a>, em 2025 <strong>apenas 39% dos entrevistados,</strong> entre um grupo de mais de 5 mil indivíduos, <strong>se dizem realmente engajados com o trabalho.</strong></p>



<p>Com esse resultado, o índice caiu ao menor nível da série histórica, gerando <strong>perdas anuais estimadas em R$ 77 bilhões para a economia brasileira.</strong> A explicação para isso está ligada à falta de engajamento, refletida em fatores como turnover e presenteísmo.</p>



<p>Logo, compreender o que realmente motiva os colaboradores e implementar estratégias eficazes para fortalecer o engajamento tornou-se prioridade estratégica para organizações que buscam sustentabilidade e competitividade no mercado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que define o engajamento dos colaboradores em qualquer empresa?</h2>



<p>De forma objetiva, o termo <strong>engajamento profissional </strong>pode ser definido como o nível de <strong>comprometimento, motivação e conexão emocional que um colaborador estabelece com sua função</strong>, sua equipe e os propósitos da organização.</p>



<p>Trata-se de um estado no qual o profissional não apenas cumpre suas responsabilidades, mas vai além, contribuindo ativamente para os resultados coletivos. Existem várias abordagens pertinentes, mas o <a href="https://abqv.org.br/engajamento-no-trabalho-hibrido/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">engajamento</a> pode ser <a href="https://decisionwise.com/resources/articles/5-keys-of-employee-engagement-magic/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">compreendido por meio da metodologia MAGIC.</a></p>



<p>Esse é um acrônimo que reúne em cada letra um dos cinco pilares fundamentais para alcançar esse estágio no espaço de trabalho. Assim, o dia a dia profissional deve ter:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><em>Meaning</em></strong><em> </em>(Significado);</li>



<li><strong><em>Autonomy</em></strong><em> (</em>Autonomia);</li>



<li><strong><em>Growth</em></strong><em> </em>(Crescimento);</li>



<li><strong><em>Impact</em></strong><em> </em>(Impacto);</li>



<li><strong><em>Connection</em></strong> (Conexão).</li>
</ul>



<p>É importante destacar que <strong>colaboradores engajados não são necessariamente aqueles que trabalham mais horas.</strong> Na verdade, eles trabalham com maior senso de propósito, clareza de objetivos e percepção de que suas contribuições são valorizadas e fazem diferença nos resultados.</p>



<p>Vale ressaltar também que engajar-se e motivar-se, embora relacionados, não são sinônimos. Enquanto a motivação é um estado individual e temporário, que pode ser estimulado com um bônus financeiro, por exemplo, o engajamento é mais profundo e duradouro, envolvendo um comprometimento que transcende recompensas imediatas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais fatores estão por trás de profissionais mais engajados?</h2>



<p>Diversos elementos convergem para criar um ambiente propício ao engajamento genuíno. Entre alguns dos mais determinantes, destacam-se:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://abqv.org.br/apoio-emocional-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>liderança inspiradora</strong></a><strong> e humanizada</strong>, capaz de estabelecer relações de confiança, oferecer direcionamento claro e demonstrar interesse pelo desenvolvimento e <a href="https://abqv.org.br/produtividade-toxica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">bem-estar das equipes</a>;</li>



<li><strong>propósito e significado no trabalho</strong>, permitindo que os colaboradores compreendam como suas atividades diárias contribuem para objetivos maiores e geram impacto positivo;</li>



<li><strong>reconhecimento e valorização consistentes</strong>, que vão além de recompensas financeiras e incluem <a href="https://abqv.org.br/como-dar-feedback/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>feedback </em>construtivo</a>, oportunidades de crescimento e celebração de conquistas individuais e coletivas;</li>



<li><strong>autonomia e participação nas decisões</strong>, oferecendo aos profissionais espaço para exercer criatividade, tomar a iniciativa e influenciar processos que afetam diretamente seu trabalho;</li>



<li><strong>equilíbrio entre vida pessoal e profissional</strong>, respeitando limites saudáveis, promovendo flexibilidade quando possível e evitando sobrecargas sistemáticas que levam ao esgotamento físico e emocional.</li>
</ul>



<p>Acima de tudo, esses fatores criam um <a href="https://abqv.org.br/job-crafting/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ecossistema organizacional favorável ao engajamento</a>, por meio de uma <a href="https://abqv.org.br/cultura-organizacional-saude-mental/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">transformação profunda na cultura da empresa</a>, tornando-a mais preparada para enfrentar os desafios de hoje e do futuro.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais os mecanismos mais eficientes para garantir um bom nível de engajamento?</h2>



<p>Construir e manter níveis elevados de engajamento profissional exige ações estruturadas e contínuas. Algumas das práticas mais eficazes incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>estabelecer canais de </strong><a href="https://abqv.org.br/comunicacao-eficaz-e-assertiva-na-gestao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>comunicação transparentes e acessíveis</strong></a>, garantindo que informações relevantes circulem adequadamente e que colaboradores se sintam à vontade para expressar opiniões sem receio de retaliações;</li>



<li><strong>investir no desenvolvimento contínuo das equipes</strong>, oferecendo veículos de capacitação, oportunidades de aprendizado e planos de carreira estruturados que demonstrem investimento real no crescimento de cada pessoa;</li>



<li><strong>implementar rotinas</strong> para possibilitar avaliações e conversas construtivas sobre desempenho, sempre ajustando expectativas de forma colaborativa e respeitosa;</li>



<li><strong>promover uma cultura de bem-estar integral</strong>, que considere como prioritários aspectos físicos e mentais dos colaboradores, disponibilizando <a href="https://abqv.org.br/comunicacao-eficaz-e-assertiva-na-gestao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">programas de qualidade de vida</a> e implementando políticas de <a href="https://abqv.org.br/beneficios-flexiveis-vantagens/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">benefícios com recursos pertinentes</a>;</li>



<li><strong>fortalecer o senso de pertencimento e comunidade</strong>, estimulando interações saudáveis entre as equipes, criando espaços de colaboração e construindo uma identidade organizacional baseada no altruísmo e na identificação;</li>



<li><strong>monitorar continuamente indicadores de engajamento</strong>, por meio de pesquisas de clima organizacional e análise de métricas como absenteísmo, turnover e produtividade, utilizando esses dados para ajustes constantes.</li>
</ul>



<p>Leia também: <a href="https://abqv.org.br/engajamento-no-trabalho-hibrido/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A importância estratégica da felicidade corporativa e do bem-estar das equipes</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais os benefícios para o ambiente de trabalho?</h2>



<p>Organizações que priorizam o engajamento profissional colhem diversos resultados. Entre os principais benefícios está a <strong>redução significativa da rotatividade</strong>, diminuindo custos com recrutamento, seleção e treinamento de novos colaboradores, além de preservar a bagagem de conhecimento construída ao longo dos anos.</p>



<p>Outro aspecto relevante obtido com a <strong>construção de ferramentas de engajamento está na promoção da saúde mental dos colaboradores</strong>. Profissionais engajados apresentam menores índices de adoecimento psíquico <a href="https://abqv.org.br/abqv-promove-webinar-para-debater-as-diferencas-entre-a-sindrome-de-burnout-e-de-boreout/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">(como quadros da síndrome de burnout,</a> por exemplo) uma vez que se sentem valorizados e conectados a um propósito maior, diminuindo o risco de afastamentos.</p>



<p>Há também um aumento da produtividade e da qualidade das entregas. As equipes tendem a ser <strong>mais proativas, criativas e comprometidas com a excelência,</strong> gerando melhores resultados. Adicionalmente, essas práticas contribuem para a melhoria do clima organizacional e das relações interpessoais.</p>



<p>Por fim, o engajamento fortalece a reputação da empresa, facilitando a <a href="https://abqv.org.br/retencao-de-talentos-dicas-eficazes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">atração de talentos</a> em um mercado cada vez mais competitivo e atento às práticas de gestão de pessoas das organizações.</p>



<p>Em síntese, <strong>investir em engajamento profissional é uma estratégia inteligente</strong> para construir organizações mais resilientes, inovadoras e preparadas para os desafios do presente e do futuro, sempre fazendo da qualidade de vida uma prioridade.</p>



<p>Entenda agora quais os atributos <a href="https://abqv.org.br/como-desenvolver-a-resiliencia/"></a><a href="https://abqv.org.br/como-desenvolver-a-resiliencia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">principais de profissionais resilientes e saiba como isso pode ajudar no dia a dia das empresas.</a></p>



<p>Referências</p>



<p>ENGAGEMENT MAGIC®: The 5 Keys of Employee Engagement</p>



<p><a href="https://decisionwise.com/resources/articles/5-keys-of-employee-engagement-magic" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://decisionwise.com/resources/articles/5-keys-of-employee-engagement-magic</a></p>



<p>Engajamento no trabalho cai ao menor nível da série histórica e gera perda anual de R$ 77 bilhões</p>



<p><a href="https://portal.fgv.br/noticias/engajamento-no-trabalho-cai-ao-menor-nivel-da-serie-historica-e-gera-perda-anual-de-r-77" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://portal.fgv.br/noticias/engajamento-no-trabalho-cai-ao-menor-nivel-da-serie-historica-e-gera-perda-anual-de-r-77</a></p>



<p>Engajamento no trabalho: Entenda o que é e como despertá-lo em seus funcionários</p>



<p><a href="https://www.ludospro.com.br/blog/o-que-e-engajamento" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.ludospro.com.br/blog/o-que-e-engajamento</a></p>



<p>Engajamento no trabalho: o que é e como aumentá-lo</p>



<p><a href="https://www.anahealth.com.br/blog/engajamento-no-trabalho" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.anahealth.com.br/blog/engajamento-no-trabalho</a></p>



<p>Engajamento de colaboradores: o que é, importância e como engajar</p>



<p><a href="https://beehome.company/pt-br/beehome-blog/engajamento-de-colaboradores" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://beehome.company/pt-br/beehome-blog/engajamento-de-colaboradores</a></p>



<p>Seis formas simples de manter o engajamento de colaboradores</p>



<p><a href="https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/seis-formas-simples-de-manter-o-engajamento-de-colaboradores,bd582c0c78c04810VgnVCM100000d701210aRCRD" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/seis-formas-simples-de-manter-o-engajamento-de-colaboradores,bd582c0c78c04810VgnVCM100000d701210aRCRD</a></p>



<p>Como promover o engajamento profissional na sua empresa?</p>



<p>Entenda como aumentar o engajamento profissional dos seus colaboradores</p>



<p><a href="https://www.roberthalf.com/br/pt/insights/gestao-talentos/entenda-como-aumentar-o-engajamento-profissional-dos-seus-funcionarios-rc" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.roberthalf.com/br/pt/insights/gestao-talentos/entenda-como-aumentar-o-engajamento-profissional-dos-seus-funcionarios-rc</a></p>



<p>Engajamento dos colaboradores: 9 ações para impulsionar!</p>



<p><a href="https://www.serasaexperian.com.br/conteudos/engajamento-dos-colaboradores" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.serasaexperian.com.br/conteudos/engajamento-dos-colaboradores</a></p>
<p>O post <a href="https://abqv.org.br/engajamento-profissional/">Engajamento profissional: as estratégias para ter times mais motivados e saudáveis em 2026</a> apareceu primeiro em <a href="https://abqv.org.br">ABQV</a>.</p>
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		<title>Como a preocupação com a neurodiversidade nas empresas transforma a qualidade de vida no trabalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2025 14:09:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[RH]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade e inclusão]]></category>
		<category><![CDATA[neurodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[TDAH]]></category>
		<category><![CDATA[TEA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A construção de ambientes corporativos verdadeiramente inclusivos passa, necessariamente, pela valorização da neurodiversidade nas empresas. Mas, ainda que haja avanços significativos nas discussões sobre diversidade, a integração de pessoas neurodivergentes continua sendo um desafio, com reflexos importantes tanto para indivíduos<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A <strong>construção de ambientes corporativos verdadeiramente inclusivos passa,</strong> necessariamente, pela valorização da <strong>neurodiversidade nas empresas</strong>. Mas, ainda que haja avanços significativos nas discussões sobre diversidade, a integração de pessoas neurodivergentes continua sendo um desafio, com reflexos importantes tanto para indivíduos quanto para as organizações.</p>



<p>Por isso, vale sempre a pena reforçar por que promover a neurodiversidade nas empresas não é apenas uma questão de responsabilidade social. Essa é uma decisão compatível com uma estratégia inteligente <strong>para fortalecer equipes, ampliar a capacidade de inovação e construir ambientes de trabalho mais saudáveis</strong> e produtivos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a><strong>O que define a neurodiversidade?</strong></h2>



<p>A neurodiversidade é um conceito que reconhece e valoriza a diversidade natural do funcionamento do cérebro humano frente a diferentes contextos e realidades. Essa noção ganhou espaço a partir dos anos 90, com o <a href="https://www.neurodiversityhub.org/what-is-neurodiversity" target="_blank" rel="noreferrer noopener">trabalho da socióloga australiana Judy Singer.</a></p>



<p>Isso reforça como cada indivíduo possui um perfil único de habilidades cognitivas, emocionais e comportamentais, influenciado por fatores fisiológicos, ambientais e culturais.</p>



<p>De todo modo, não existe definição única para o termo. Além disso, ele não tem necessariamente relação com um diagnóstico médico. Porém, na prática, ele abrange uma variedade de condições neurológicas e psiquiátricas. As mais comuns incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Transtorno do Espectro Autista (TEA)</strong>, que pode se manifestar por meio de diferenças na comunicação social e padrões específicos de comportamento e interesses;</li>



<li><strong>Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)</strong>, caracterizado por dificuldades de concentração, hiperatividade e impulsividade;</li>



<li><strong>Dislexia e discalculia</strong>, que afetam a capacidade de leitura e de lidar com números, respectivamente;</li>



<li>Quaisquer outras <strong>condições capazes de provocar alterações intelectuais</strong>, de desenvolvimento ou de aprendizado (como a Síndrome de Down, por exemplo).</li>
</ul>



<p>Contudo, a adoção da noção de neurodiversidade enfatiza que essas diferenças no funcionamento cerebral não são necessariamente desvios, patologias ou deficiências. Elas são, em essência, mais uma expressão natural da diversidade humana.</p>



<p>Portanto, em vez de focar apenas nas limitações ou desafios que algumas condições neurológicas podem apresentar, é fundamental reconhecer e explorar os potenciais únicos que cada perfil é capaz de oferecer.</p>



<p>Segundo o Censo 2022, feito pelo <a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/43464-censo-2022-identifica-2-4-milhoes-de-pessoas-diagnosticadas-com-autismo-no-brasil" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)</a>, havia 2,4 milhões de brasileiros dentro do espectro autista. Tal montante equivale a cerca de 1,2% da população e não inclui outros traços de neurodivergência, como o TDAH, por exemplo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a><strong>Como as empresas precisam se preparar para promover e incluir neurodivergentes?</strong></h2>



<p>Promover <a href="https://abqv.org.br/mulheres-a-frente-da-gestao-e-da-promocao-da-saude-fortalecem-a-cultura-organizacional-e-a-torna-mais-inclusiva-e-diversa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ambientes verdadeiramente inclusivos</a> para pessoas neurodivergentes (ou neuroatípicas, como também são chamadas) exige ações práticas que considerem necessidades individuais e objetivos organizacionais, <strong>de modo a incluir um número expressivo de profissionais</strong>.</p>



<p>Contudo, tal cenário esbarra frequentemente em espaços onde não há treinamentos ou conscientização suficientes para a implementação de práticas e ações relacionadas à neurodiversidade nas empresas.</p>



<p>Por isso, é importante reforçar a necessidade de preparação adequada das organizações. Algumas iniciativas fundamentais dependem de medidas para:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>sensibilizar e </strong><a href="https://abqv.org.br/atuacao-das-liderancas-e-fundamental-no-engajamento-dos-trabalhadores-e-na-promocao-da-qualidade-de-vida/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>capacitar lideranças</strong></a>, para que gestores compreendam a importância da neurodiversidade, reconhecendo e valorizando as contribuições de cada profissional;</li>



<li><strong>implementar políticas de recrutamento integradoras</strong>, revisando processos seletivos para eliminar barreiras desnecessárias e garantir que as avaliações se baseiem exclusivamente nas competências relevantes para cada função;</li>



<li><strong>promover adaptações no ambiente de trabalho</strong>, como a criação de espaços mais silenciosos, ajustes na iluminação e uso de tecnologias assistivas;</li>



<li><strong>investir em programas de conscientização</strong>, realizando campanhas educativas que ajudem a <a href="https://abqv.org.br/planejamento-estrategia-e-criatividade-sao-fundamentais-para-uma-comunicacao-assertiva-na-promocao-da-saude-dos-colaboradores/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">desconstruir estereótipos</a>, preconceitos e julgamentos relacionados à neurodivergência, que muitas vezes se fazem presentes de maneira sutil;</li>



<li><strong>estabelecer </strong><a href="https://abqv.org.br/planejamento-estrategia-e-criatividade-sao-fundamentais-para-uma-comunicacao-assertiva-na-promocao-da-saude-dos-colaboradores/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>canais de comunicação</strong></a><strong> claros e acessíveis</strong>, garantindo que informações sejam transmitidas de formas diversas para atender diferentes necessidades de processamento e compreensão;</li>



<li><strong>adequar políticas de desenvolvimento e carreira</strong>, considerando arranjos flexíveis de trabalho e programas de desenvolvimento contínuo que respeitem diferentes estilos de aprendizagem e aptidões pessoais;</li>



<li><strong>monitorar continuamente indicadores de inclusão</strong>, por meio de métricas claras sobre composição das equipes, taxas de contratação e retenção, além de canais seguros para que colaboradores relatem situações de discriminação ou exclusão.</li>
</ul>



<p><em>Leia também: </em><a href="https://abqv.org.br/diversidade-geracional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Por que a diversidade geracional nas empresas é um bom negócio?</em></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>De que forma essas práticas contribuem para a promoção de ambientes mais acolhedores e produtivos?</h2>



<p>De modo similar ao que acontece com outras formas de <a href="https://abqv.org.br/diversidade-e-inclusao-no-bem-estar-corporativo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">promoção da diversidade</a>, práticas de inclusão efetivas trazem benefícios significativos tanto no âmbito individual quanto coletivo.</p>



<p>Do ponto de vista dos colaboradores neurodivergentes, a inclusão efetiva promove maior autoestima e confiança. Por consequência, há um aumento da satisfação no trabalho e do sentimento de pertencimento, contribuindo para a <a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/43464-censo-2022-identifica-2-4-milhoes-de-pessoas-diagnosticadas-com-autismo-no-brasil" target="_blank" rel="noreferrer noopener">preservação da saúde mental,</a> sobretudo ao <a href="https://abqv.org.br/atividades-terapeuticas-ou-recreativas-com-animais-reduzem-estresse-melhoram-ambiente-de-trabalho-e-clima-organizacional/">reduzir </a><a href="https://abqv.org.br/atividades-terapeuticas-ou-recreativas-com-animais-reduzem-estresse-melhoram-ambiente-de-trabalho-e-clima-organizacional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o</a><a href="https://abqv.org.br/atividades-terapeuticas-ou-recreativas-com-animais-reduzem-estresse-melhoram-ambiente-de-trabalho-e-clima-organizacional/"> estresse </a>e a discriminação.</p>



<p>Para as organizações, os impactos são igualmente relevantes. A neurodiversidade nas empresas enriquece as equipes, amplia a capacidade de inovação e gera perspectivas únicas e valiosas para a resolução de problemas.</p>



<p>Quando as empresas criam ambientes que valorizam diferenças, elas também se beneficiam com o fortalecimento de uma cultura organizacional saudável e com a melhoria da imagem corporativa. Além disso, a inclusão adequada contribui para a <a href="https://abqv.org.br/como-diminuir-turnover/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">redução do turnover</a>, uma vez que ambientes acolhedores aumentam o comprometimento e a <a href="https://abqv.org.br/diversidade-geracional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">retenção de talentos.</a></p>



<p>Em resumo, ações voltadas à neurodiversidade nas empresas são indispensáveis não apenas para promover justiça social e respeitar as legislações vigentes, mas para construir ambientes capazes de aproveitar plenamente o potencial humano em cada uma das suas formas.</p>



<p>Entenda agora como o <a href="https://abqv.org.br/rh-estrategico/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">RH estratégico pode fazer parte da transformação de toda empresa</a>, indo além das atribuições específicas desse setor.</p>



<p><strong>Referencias</strong></p>



<p>Neurodiversidade no trabalho: dicas para aplicar a inclusão</p>



<p><a href="https://www.gupy.io/blog/neurodiversidade-no-trabalho" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.gupy.io/blog/neurodiversidade-no-trabalho</a></p>



<p>What is neurodiversity?</p>



<p><a href="https://www.health.harvard.edu/blog/what-is-neurodiversity-202111232645" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.health.harvard.edu/blog/what-is-neurodiversity-202111232645</a></p>



<p>Neurodivergent</p>



<p><a href="https://my.clevelandclinic.org/health/symptoms/23154-neurodivergent" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://my.clevelandclinic.org/health/symptoms/23154-neurodivergent</a></p>



<p>What Is Neurodiversity?</p>



<p><a href="https://www.ticket.com.br/blog/pessoas-e-gestao/neurodiversidade" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.ticket.com.br/blog/pessoas-e-gestao/neurodiversidade</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>As consequências do etarismo nas empresas em diferentes dimensões do bem-estar</title>
		<link>https://abqv.org.br/etarismo-nas-empresas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2025 13:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[RH]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade geracional]]></category>
		<category><![CDATA[etarismo]]></category>
		<category><![CDATA[idadismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mesmo com as obrigações legais estabelecidas, o etarismo continua a se fazer presente no mercado de trabalho, com reflexos graves tanto para indivíduos quanto para as organizações. No entanto, a construção de ambientes corporativos mais justos e saudáveis passa, necessariamente,<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Mesmo com as obrigações legais estabelecidas, <strong>o etarismo continua a se fazer presente no mercado de trabalho</strong>, com reflexos graves tanto para indivíduos quanto para as organizações.</p>



<p>No entanto, a construção de ambientes corporativos mais justos e saudáveis passa, necessariamente, pelo acolhimento de pessoas de todas as idades nas empresas.</p>



<p><strong>Valorizar a diversidade etária não é apenas uma questão de responsabilidade social</strong>, mas sim uma estratégia inteligente para fortalecer equipes, <a href="https://abqv.org.br/como-diminuir-turnover/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">prevenir a perda de talentos </a>e ampliar a capacidade de inovação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que é o etarismo e como ele se manifesta nas empresas?</h2>



<p>De acordo com o relatório da <a href="https://iris.paho.org/handle/10665.2/55872" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Organização Mundial da Saúde</a>, o etarismo (ou idadismo) é o <strong>&#8220;conjunto de estereótipos, preconceitos e discriminação direcionados às pessoas com base na idade&#8221;.</strong></p>



<p>A partir disso, tal comportamento pode atuar em três âmbitos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>institucional</strong>, em que leis, regras, normas sociais, políticas e práticas institucionais restringem oportunidades e prejudicam sistematicamente indivíduos em função da idade;</li>



<li><strong>interpessoal,</strong> quando o etarismo aparece em interações entre dois ou mais indivíduos;</li>



<li><strong>autodirigido</strong>, quando ele é internalizado pela pessoa e usado contra ela mesma.</li>
</ul>



<p>Ou seja, ao contrário do que muita gente imagina, o etarismo frequentemente se manifesta de formas sutis, indo além das recusas explícitas em processos seletivos e da ausência de promoções para pessoas mais velhas.</p>



<p>Ele se consolida também pela <strong>falta de reconhecimento das contribuições dos indivíduos mais velhos </strong>e de comentários que desvalorizam a sua presença nos espaços corporativos.</p>



<p>Dessa forma, as organizações podem perpetuar tal prática tanto em políticas formais quanto por meio de uma <a href="https://abqv.org.br/movimento-gerar-bem-estar-comunicacao-estrategica-para-uma-cultura-organizacional-saudavel/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cultura organizacional </a>que naturaliza preconceitos relacionados à idade. Isso inclui<strong> crenças como a de que profissionais mais velhos são menos adaptáveis à tecnologia</strong> ou que <strong>não acompanham o ritmo das mudanças do mercado.</strong></p>



<p>No fim, o etarismo nas empresas acentua tratamentos desiguais com base em estereótipos sobre idade, desconsiderando capacidades individuais, experiências acumuladas e o valor que cada profissional pode agregar aos resultados.</p>



<p>Para conter tal tipo de questão, a legislação brasileira estabelece proteções no <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003)</a>, no qual há a determinação de que discriminar uma pessoa idosa, incluindo no acesso a oportunidades de trabalho, pode resultar em punições inclusive do ponto de vista penal.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais os impactos do etarismo do ponto de vista individual e coletivo?</h2>



<p>O combate ao etarismo nas empresas se torna ainda mais relevante quando se considera a participação cada vez mais significativa dos idosos no mercado de trabalho.</p>



<p>Conforme o <a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/38186-censo-2022-numero-de-pessoas-com-65-anos-ou-mais-de-idade-cresceu-57-4-em-12-anos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Censo de 2022, </a>o <strong>Brasil reúne mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais</strong>, o equivalente a 15% da população. Em relação a 2010, houve um crescimento de 56%.</p>



<p>Ao mesmo tempo, um levantamento da <a href="https://portal.fgv.br/noticias/participacao-de-idosos-no-mercado-de-trabalho-cresce-69-em-12-anos-no-brasil-revela" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fundação Getúlio Vargas</a> aponta que a <strong>participação desses indivíduos no mercado de trabalho aumentou 69% entre 2012 e 2024</strong>. Atualmente, são mais de 6,9 milhões de pessoas com mais de 60 anos exercendo atividade remunerada.</p>



<p>Com tudo isso, é preciso observar como a discriminação por idade tem o potencial de gerar sentimentos de desvalorização e inadequação. <strong>Muitas vezes, tais perspectivas estão no cerne de diversas queixas de saúde física e mental.</strong></p>



<p>O relatório da OMS sobre o tema aponta que uma revisão com 16 estudos mostrou como a discriminação por idade está associada a um maior risco de<a href="https://abqv.org.br/url-depressao-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> quadros depressivos.</a></p>



<p>Além disso, o preconceito também parece contribuir para a aceleração do declínio cognitivo. Nesse contexto, a entidade destaca que algumas investigações sobre o tema sustentam essa relação. Portanto, há uma possível conexão entre a exposição a estereótipos negativos e a queda na capacidade de memória e raciocínio.</p>



<p>Coletivamente, o <a href="https://abqv.org.br/politicas-de-diversidade-e-inclusao-contribuem-no-combate-ao-estigma-e-para-a-mudanca-da-cultura-organizacional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">etarismo nas empresas empobrece a diversidade das equipes</a> e limita a capacidade de inovação das organizações. Quando as empresas privilegiam apenas determinadas faixas etárias, elas perdem a oportunidade de contar com variadas perspectivas, experiências e habilidades que profissionais de diferentes gerações podem oferecer.</p>



<p><em>Leia também:</em><a href="https://abqv.org.br/diversidade-e-inclusao-no-bem-estar-corporativo/"><em> </em></a><a href="https://abqv.org.br/diversidade-e-inclusao-no-bem-estar-corporativo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>O papel de ações de diversidade e inclusão no bem-estar corporativo</em></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Que tipo de política pode contribuir para ambientes de trabalho livres do etarismo?</h2>



<p>Promover ambientes livres do etarismo exige ações práticas que considerem necessidades individuais e objetivos organizacionais. Para isso, algumas iniciativas fundamentais incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>implementar políticas de recrutamento inclusivo</strong>, revisando anúncios de vagas para eliminar requisitos desnecessários, com processos seletivos que avaliem exclusivamente as competências de cada candidato;</li>



<li><strong>investir em programas de mentorias</strong>, criando oportunidades para que profissionais mais experientes compartilhem conhecimentos com os mais jovens e vice-versa;</li>



<li><strong>garantir oportunidades de desenvolvimento contínuo</strong>, oferecendo treinamentos e programas de requalificação para colaboradores de todas as faixas etárias;</li>



<li><strong>promover a conscientização sobre o tema</strong>, realizando campanhas educativas, <em>workshops</em> e sensibilizações que ajudem a desconstruir estereótipos relacionados à idade;</li>



<li><a href="https://abqv.org.br/atuacao-das-liderancas-e-fundamental-no-engajamento-dos-trabalhadores-e-na-promocao-da-qualidade-de-vida/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>capacitar lideranças</strong></a><strong> sobre gestão inclusiva</strong>, preparando <a href="https://abqv.org.br/sentimento-de-pertencimento-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">gestores </a>para reconhecer e valorizar as contribuições de profissionais de diferentes idades, evitando vieses inconscientes em avaliações e promoções;</li>



<li><strong>adequar políticas de carreira às diferentes necessidades</strong>, considerando <a href="https://abqv.org.br/flexibilidade-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">arranjos flexíveis </a>de trabalho, programas de transição para aposentadoria e modelos de atuação que permitam aproveitar a experiência de profissionais mais velhos;</li>



<li><strong>monitorar continuamente indicadores de diversidade etária </strong>por meio de métricas claras de composição das equipes, taxas de contratação e retenção por faixa etária;</li>



<li><strong>manter abertos canais de comunicação</strong> para que colaboradores relatem situações de discriminação.</li>
</ul>



<p>Em resumo, <strong>ações de combate ao etarismo nas empresas são indispensáveis para construir ambientes profissionais verdadeiramente diversos, saudáveis </strong>e que estimulem todo o potencial humano disponível, gerando melhores resultados para todos.</p>



<p>Entenda agora como o<a href="https://abqv.org.br/rh-estrategico/"> </a><a href="https://abqv.org.br/rh-estrategico/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">RH estratégico pode fazer parte da transformação de toda empresa.</a></p>



<p>Referências</p>



<p>Relatório mundial sobre o idadismo</p>



<p><a href="https://iris.paho.org/handle/10665.2/55872" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://iris.paho.org/handle/10665.2/55872</a></p>



<p>Desafiando o etarismo: como a colaboração entre gerações pode transformar o mercado de trabalho</p>



<p><a href="https://www.tst.jus.br/-/desafiando-o-etarismo-como-a-colabora%C3%A7%C3%A3o-entre-gera%C3%A7%C3%B5es-pode-transformar-o-mercado-de-trabalho" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.tst.jus.br/-/desafiando-o-etarismo-como-a-colabora%C3%A7%C3%A3o-entre-gera%C3%A7%C3%B5es-pode-transformar-o-mercado-de-trabalho</a></p>



<p>Etarismo: como combater a discriminação por idade no trabalho?</p>



<p><a href="https://www.gupy.io/blog/etarismo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.gupy.io/blog/etarismo</a></p>



<p>Entenda como o etarismo contribui para a exclusão de pessoas idosas do mercado de trabalho formal</p>



<p><a href="https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2024/junho/entenda-como-o-etarismo-contribui-para-a-exclusao-de-pessoas-idosas-do-mercado-de-trabalho-formal" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2024/junho/entenda-como-o-etarismo-contribui-para-a-exclusao-de-pessoas-idosas-do-mercado-de-trabalho-formal</a></p>



<p>Participação de idosos no mercado de trabalho cresce 69% em 12 anos no Brasil, revela pesquisa</p>



<p><a href="https://portal.fgv.br/noticias/participacao-de-idosos-no-mercado-de-trabalho-cresce-69-em-12-anos-no-brasil-revela" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://portal.fgv.br/noticias/participacao-de-idosos-no-mercado-de-trabalho-cresce-69-em-12-anos-no-brasil-revela</a></p>



<p>Censo 2022: número de pessoas com 65 anos ou mais de idade cresceu 57,4% em 12 anos</p>



<p><a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/38186-censo-2022-numero-de-pessoas-com-65-anos-ou-mais-de-idade-cresceu-57-4-em-12-anos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/38186-censo-2022-numero-de-pessoas-com-65-anos-ou-mais-de-idade-cresceu-57-4-em-12-anos</a></p>



<p></p>
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		<title>Gestão e liderança humanizada: como líderes conscientes podem fortalecer o bem-estar no trabalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Nov 2025 01:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Liderança]]></category>
		<category><![CDATA[gestão humanizada]]></category>
		<category><![CDATA[líderes humanizados]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida no trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental no trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um cenário corporativo marcado por transformações aceleradas e crescentes desafios relacionados à saúde como um todo, a perspectiva de uma liderança humanizada surge como uma abordagem essencial para construir ambientes mais saudáveis, produtivos e sustentáveis. Porém, ao contrário do<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em um cenário corporativo marcado por <strong>transformações aceleradas e crescentes desafios relacionados à saúde como um todo</strong>, a perspectiva de uma <strong>liderança humanizada surge como uma abordagem essencial para construir ambientes mais saudáveis</strong>, produtivos e sustentáveis.</p>



<p>Porém, ao contrário do que muita gente imagina, tal concepção vai muito além do estereótipo do &#8220;chefe gente boa e camarada&#8221;. Na verdade, ela é um modelo estruturado que exige maturidade emocional, preparo técnico e comprometimento genuíno com o desenvolvimento integral das equipes.</p>



<p>Por isso, investir em práticas humanizadas de gestão é uma estratégia inteligente para construir organizações mais resilientes – no curto, médio e longo prazo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Principais características de uma liderança humanizada</h2>



<p>De modo geral, a <strong>liderança humanizada é uma forma de conduzir equipes baseada na empatia, no diálogo e na valorização das relações humanas.</strong></p>



<p>Além disso, essa abordagem considera que <strong>cada colaborador possui características, expectativas e necessidades únicas</strong> que merecem ser respeitadas no ambiente profissional.</p>



<p>Entre os principais atributos que caracterizam um líder humanizado estão as competências e os comportamentos essenciais para construir relações de confiança e promover o desenvolvimento das equipes. Consequentemente, algumas das características mais importantes são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>empatia genuína e </strong><a href="https://abqv.org.br/colaboradores-precisam-se-sentir-acolhidos-para-que-um-ambiente-de-trabalho-seja-seguro-e-saudavel/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>escuta ativa</strong></a><a href="https://abqv.org.br/colaboradores-precisam-se-sentir-acolhidos-para-que-um-ambiente-de-trabalho-seja-seguro-e-saudavel/">,</a> com interesse pelas perspectivas da equipe e criação de espaços seguros para o diálogo honesto;</li>



<li><strong>transparência na </strong><a href="https://abqv.org.br/planejamento-estrategia-e-criatividade-sao-fundamentais-para-uma-comunicacao-assertiva-na-promocao-da-saude-dos-colaboradores/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>comunicação</strong></a><a href="https://abqv.org.br/planejamento-estrategia-e-criatividade-sao-fundamentais-para-uma-comunicacao-assertiva-na-promocao-da-saude-dos-colaboradores/">,</a> garantindo clareza nas informações, honestidade nos <em>feedbacks </em>e abertura para conversas difíceis quando necessário;</li>



<li><strong>flexibilidade</strong> diante das diferentes necessidades dos colaboradores, reconhecendo que a rigidez excessiva gera insegurança e afeta negativamente o clima organizacional;</li>



<li><strong>compromisso genuíno com o desenvolvimento das pessoas</strong>, investindo em formação continuada, oportunidades de crescimento e destaque para conquistas individuais e coletivas;</li>



<li><strong>reconhecimento e valorização dos colaboradores</strong>, enxergando-os não apenas como recursos para atingir metas, mas como pessoas integrais com potencial único a ser desenvolvido.</li>
</ul>



<p>Sem esses diferenciais, rapidamente surgem repercussões negativas. Algumas das mais relevantes são a <strong>alta rotatividade, a queda no engajamento das equipes e as dificuldades para atrair novos talentos</strong> em um mercado cada vez mais competitivo e atento às práticas de gestão das organizações.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Benefícios de uma liderança humanizada para a saúde física e mental</h2>



<p>Quando bem desenvolvida, a gestão humanizada, com líderes conscientes, proporciona às empresas <strong>aumentos nos índices de satisfação</strong>, garantindo maior sustentabilidade financeira no longo prazo.</p>



<p>Portanto, nesse contexto, há o potencial para a <strong>redução do absenteísmo e dos afastamentos por questões de saúde.</strong> Isso acontece porque colaboradores que se sentem apoiados, ouvidos e valorizados desenvolvem maior resiliência emocional.</p>



<p>Adicionalmente, esse modelo contribui para a criação de <strong>ambientes emocionalmente seguros.</strong> Nesses espaços, as pessoas se sentem à vontade para compartilhar dificuldades, propor ideias inovadoras e assumir riscos calculados sem medo de possíveis punições ou julgamentos precipitados.</p>



<p>No fim, a liderança humanizada consegue atuar na prevenção de problemas como estresse crônico, <a href="https://abqv.org.br/abqv-promove-webinar-para-debater-as-diferencas-entre-a-sindrome-de-burnout-e-de-boreout/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">síndrome de burnout, </a>depressão, ansiedade e outros transtornos causados por ambientes tóxicos, cobranças excessivas ou a falta de reconhecimento e apoio emocional adequados.</p>



<p>Vale sempre lembrar que <a href="https://abqv.org.br/saude-mental-dos-trabalhadores-assume-papel-importante-no-mundo-corporativo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">complicações relacionadas à saúde mental </a>estão entre as <a href="https://abqv.org.br/afastamento-trabalho-doenca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">principais causas de afastamento no Brasil</a>, com custos e consequências diretas e indiretas que impactam indivíduos e empresas.</p>



<p>De acordo com dados levantados pelo <a href="https://brasil.un.org/pt-br/292926-brasil-afastamentos-por-problemas-de-sa%C3%BAde-mental-aumentam-134" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT)</a>, o número de licenças por questões de saúde no Brasil cresceu 134% entre 2012 e 2024. O <a href="https://www.gov.br/fundacentro/pt-br/comunicacao/noticias/noticias/2025/abril/abril-verde-alerta-para-a-saude-e-seguranca-no-trabalho" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ministério da Previdência Social </a>registrou mais de 470 mil afastamentos em 2024 justamente por <a href="https://abqv.org.br/fazer-a-gestao-dos-fatores-psicossociais-do-trabalho-e-essencial-para-evitar-o-adoecimento-dos-trabalhadores/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">queixas psiquiátricas.</a></p>



<p><em>Leia também:</em><a href="https://abqv.org.br/a-importancia-estrategica-da-felicidade-corporativa-e-do-bem-estar-das-equipes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em> A importância estratégica da felicidade corporativa e do bem-estar das equipes</em></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Etapas essenciais para reforçar uma gestão que coloque as pessoas em primeiro lugar</h2>



<p>Implementar uma liderança humanizada eficiente exige planejamento e ações consistentes. Elas precisam considerar as particularidades de cada contexto corporativo, bem como o estágio de maturidade da <a href="https://abqv.org.br/cultura-organizacional-saude-mental/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cultura organizacional</a>. Algumas iniciativas pertinentes incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>investir em programas de desenvolvimento de lideranças</strong>, focando no fortalecimento de competências como<a href="https://abqv.org.br/inteligencia-emocional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> inteligência emocional</a>, comunicação não violenta e resolução construtiva de conflitos;</li>



<li><strong>estabelecer</strong><a href="https://abqv.org.br/como-dar-feedback/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong> práticas regulares de feedback</strong></a>, estruturando dinâmicas para conversas que fortaleçam a confiança e permitam ajustes de rota tanto no desempenho quanto no bem-estar das pessoas;</li>



<li><strong>promover autonomia e protagonismo</strong>, oferecendo às equipes maior liberdade na escolha de modelos de trabalho,<a href="https://abqv.org.br/flexibilidade-no-trabalho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> jornadas flexíveis</a> e participação efetiva nas decisões que impactam suas rotinas;</li>



<li><strong>garantir políticas de bem-estar</strong>, incluindo recursos de apoio médico e psicológico, programas de <a href="https://abqv.org.br/atencao-a-saude-e-controle-das-doencas-sao-requisitos-primordiais-para-melhorar-a-qualidade-de-vida-e-a-capacidade-produtiva-da-populacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">qualidade de vida</a>, <a href="https://abqv.org.br/o-que-e-estafa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pausas regulares</a> e respeito aos limites individuais de cada colaborador;</li>



<li><strong>cultivar a </strong><a href="https://abqv.org.br/mulheres-a-frente-da-gestao-e-da-promocao-da-saude-fortalecem-a-cultura-organizacional-e-a-torna-mais-inclusiva-e-diversa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>diversidade nas lideranças</strong></a>, promovendo representatividade e diferentes perspectivas nos cargos de decisão para construir ambientes mais inclusivos e justos;</li>



<li><strong>monitorar continuamente o clima organizacional</strong>, por meio de pesquisas periódicas, canais de escuta e disposição genuína para implementar melhorias baseadas nas percepções das equipes.</li>
</ul>



<p>Em resumo, <strong>ações de liderança humanizada são indispensáveis para melhorar indicadores de gestão de pessoas</strong> e, principalmente, construir organizações verdadeiramente sustentáveis – fortalecendo as relações entre líderes e colaboradores e impulsionando resultados coletivos.</p>



<p>Confira agora quais são os riscos da produtividade tóxica sobre o bem-estar e<a href="https://abqv.org.br/produtividade-toxica/"> </a><a href="https://abqv.org.br/produtividade-toxica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">entenda como contornar essa ameaça no ambiente de trabalho.</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a><strong>Referências</strong></h2>



<p>Liderança humanizada: como funciona esse modelo de gestão<br><a href="https://fae.edu/blog/posts/conteudo/214997403/lideranca-humanizada-como-funciona-esse-modelo-de-gestao.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://fae.edu/blog/posts/conteudo/214997403/lideranca-humanizada-como-funciona-esse-modelo-de-gestao.htm</a></p>



<p>Gestão Humanizada: o que é<br><a href="https://solides.com.br/blog/gestao-humanizada-o-que-e/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> https://solides.com.br/blog/gestao-humanizada-o-que-e/</a></p>



<p>O que é a liderança humanizada e como aplicá-la no dia a dia<br><a href="https://www.gupy.io/blog/lideranca-humanizada" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> https://www.gupy.io/blog/lideranca-humanizada</a></p>



<p>Liderança Humanizada – Muito além do chefe bonzinho<br><a href="https://hsmmanagement.com.br/lideranca-humanizada-muito-alem-do-chefe-bonzinho/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> https://hsmmanagement.com.br/lideranca-humanizada-muito-alem-do-chefe-bonzinho/</a></p>



<p>Liderança humanizada<br><a href="https://rhportal.com.br/noticias/lideranca/lideranca-humanizada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> https://rhportal.com.br/noticias/lideranca/lideranca-humanizada/</a></p>



<p>Princípios da Gestão Humanizada: um guia para líderes de RH <a href="https://vidalink.com.br/blog/principios-da-gestao-humanizada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://vidalink.com.br/blog/principios-da-gestao-humanizada/</a></p>



<p>Atual crise de saúde mental exige liderança humanizada</p>



<p><a href="https://www.terra.com.br/noticias/atual-crise-de-saude-mental-exige-lideranca-humanizada,a1d741fdfe2a39094f664cbb78b8f91dcoq1sfwl.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.terra.com.br/noticias/atual-crise-de-saude-mental-exige-lideranca-humanizada,a1d741fdfe2a39094f664cbb78b8f91dcoq1sfwl.html</a></p>



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